terça-feira, 12 de maio de 2009

Perguntar não ofende...

Por que será que o terrorista Cesare Battisti está dando os dedos e os anéis para não ser extraditado para seu país de origem, a Itália?

O homem já chegou a dizer que, caso isso ocorra, comete suicídio durante a viagem. "Um homem tem direito de saber a hora de sua morte", vociferou.

Battisti é condenado a prisão perpétua pela justiça italiana pela participação em assassinatos com requintes de crueldade.

O cidadão livre para criticar

O crime de desacato à autoridade pode, em breve, ser extirpado do mundo jurídico brasileiro.

Projeto propondo sua extinção tramita na CCJ - Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

O autor, deputado Edson Duarte (PV-BA), entende que o cidadão deve ser livre para criticar o governo sem o risco de retaliação.

De onde vem o pânico?

Responda depressa: quem o brasileiro deve temer mais, a gripe suína ou as enchentes que assolam as regiões Norte e Nordeste?

Enquanto a gripe matou até agora 50 pessoas em todo o mundo, as enchentes só no Nordeste já vitimaram 45 e deixaram nada menos que 180 mil desabrigados.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Nó de Porco

O CIR - Conselho Indígena de Roraima - arrumou uma encrenca danada que só o STF pode resolver, ao anunciar um possível acordo com o MST - Movimento dos Trabalhadores Sem Terra.

O objetivo do acordo é permitir que membros do MST deem prosseguimento à produção agrícola no interior da terra indígena Raposa Serra do Sol, em parceria com os índios.

Recentemente, a reserva homologada pelo presidente Lula foi definida pelo STF - Supremo Tribunal Federal - como terra onde não índio não deve sequer pensar em pôr os pés.

A história foi levada tão a sério, que a retirada de não índios acontceu de supetão. Foram expulsos de lá todos os produtores de arroz e até mesmo os meios-índios que nasceram, se criaram e moraram a vida inteira no interior da reserva.

A encrenca agora fica com sua excelência o Sr. Ministro Ayres Britto. Será que ele vai homologar o casamento até certo ponto esdrúxulo do índio com o pessoal do MST?

Como vai justificar a retirada dos arrozeiros roraimenses - por serem não índios - e permitir a presença de integrantes do MST - da mesma forma, não índios - no local?

Ayres Britto terá que dizer por que produtor gaúcho pode e roraimense não pode. Eis o nó de porco.

Veja a Matéria publicada na Folha de Boa Vista, em 5/5/2009

CIR e MST fazem parceria para cultivo de arroz

Da Redação

O Conselho Indígena de Roraima (CIR), organização não-governamental ligada aos índios que defendem a demarcação da reserva Raposa Serra do Sol em área contínua, referendada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), articula parcerias com o Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) do Rio Grande do Sul para o cultivo de arroz orgânico na área indígena. O CIR também negocia com a Embrapa o acompanhamento da atividade produtiva na área.

Segundo o coordenador da ONG, Dionito Souza, a participação da Embrapa não incluiria a realização de pesquisas, já que, segundo ele, a terra é fértil. "Se duvidar, nasce até gente", brincou.

Uma comissão de índios visitará Rio Grande do Sul. A definição das parcerias, dos locais de cultivo e dos tipos de plantações e culturas a serem desenvolvidas só deve acontecer em junho, quando será realizada uma assembleia geral com os líderes da Raposa Serra do Sol, na Vila Surumu.

"De imediato, a gente já sabe que vai ser plantado mandioca, milho, arroz, feijão e melancia, ou seja, tudo que índio gosta de comer", disse Dionito.

Uma comissão de indígenas irá ao Rio Grande do Sul conferir o trabalho que o MST desenvolve na agricultura daquele estado. Os índios também planejam desenvolver o turismo na região.

"Não vamos ser miseráveis, nem viver de migalhas. Buscaremos parcerias fortes para garantir o que tiver de melhor para as comunidades", disse Dionito.

Sobre o comentário do governador de Roraima, Anchieta Júnior - de que a região se transformaria num "zoológico humano", depois da saída dos não índios, Dionito disse que os indígenas vão mostrar para o governo que é possível levar uma vida digna, sem precisar de esmolas:

"Não vamos criar periferias nas comunidades, como fazem os governos. Ninguém vai ver índio pedindo esmola como as pessoas nas cidades".

Segundo levantamento feito em janeiro pelo CIR, vivem na Raposa Serra do Sol 19.332 índios.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Plena certeza da salvação

"Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, incontaminável e imarcescível, reservada nos céus para vós,, que pelo poder de Deus sois guardados, mediante a fé, para a salvação que está preparada para se revelar no último tempo." (I Pedro 1.3-5).

De raposas e galinhas

Não é por nada não, mas pôr o coronel Waney para comandar o CPC é entregar as galinhas à guarda da raposa.

Quem cala...

Diz a sabedoria popular que quem cala consente.

Será que o presidente do Supremo (STF), ministro Gilmar Mendes, consente em ser "dono" de capangas em seu estado?

Até hoje aquela autoridade não deu um pio para descaracterizar a acusação feita pelo colega Joaquim Barbosa.

É a crise!

A grita é geral:

Cadê os preços baixos da Área de Livre Comércio?

Parece orelha de freira. Sabe-se que existe mas ninguém jamais viu.

Imoralidade

O Bolsa Família é uma mãe. Não faz distinção entre filhos.

O TCU identificou 2.259 beneficiários do programa que são donos de carros de mais de R$ 100 mil.

É mole?

quinta-feira, 7 de maio de 2009

577 políticos recebem Bolsa Família

Dos 40 mil candidatos que recebiam a “ajuda” do Bolsa Família nas eleições de 2006 e 2008, 577 foram eleitos.

O levantamento é do ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União, que analisou o registro do Cadastro Único, onde ficam identificadas e caracterizadas as famílias segundo sua situação socioeconômica.

O relatório do TCU apontou ainda 312.021 famílias que recebem o benefício irregularmente.

Caso o governo siga as determinações do TCU, haverá uma economia de R$ 26,5 milhões por mês; 3,11% dos gastos com o Bolsa Família.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

A frase

"Não exagerou quem disse que a imprensa é a garantia de todas as garantias." (Rui Barbosa, que via na imprensa as vistas da nação)

Coisa de celerado

Com a queda da Lei de Imprensa, determinada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), semana passada, ficou uma lacuna nas relações imprensa-público.

Diante do fato, o Senado já se prepara para dar uma resposta. Está desengavetando tudo o que diz respeito ao assunto.

Um dos projetos, do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), prevê aumento da pena de prisão para jornalistas se o juiz concluir que a notícia não estava baseada em "criteriosa investigação" ou que o outro lado não foi ouvido em tempo hábil.

Segundo o jornal O Globo, ontem Crivella disse que mudou de ideia e que vai retirar sua proposta.

Tempo vagabundo!

Sou avesso a qualquer forma de quebra da hierarquia e disciplina.

Assim, vejo com muita tristeza líderes militares sem farda fazendo reuniões aguerridas, denegrindo o comando, isso tudo no interior do quartel, fazendo estardalhaço na imprensa, ameaçando deus e o mundo...

Estive na ativa da Polícia Militar durante 18 anos. Depois passei mais dois. Ao todo, 20 anos vestindo farda. Nunca tinha visto coisas dessa natureza.

Em tempos antigos, só pensar em tal possibilidade já configurava motim (crime), punido com o rigor da lei.

Parafraseando Cazuza, que tempo mais vagabundo, esse agora, que escolheram pra gente viver!

Esse é o cara!

Depois do "Esse é o cara!" de Barac Obama, Lula já pensa diferente quanto à possibilidade de um terceiro mandato.

Antes era categórico. Sequer admitia pensar no assunto.

Essa semana, ao ser procurado para uma conversa de pé de ouvido pelos presidentes da Câmara, Michel Temer, e do Senado, José Sarney, a resposta foi outra.

Usando a maiêutica socrática, respondeu:

– O que vocês acham?

terça-feira, 5 de maio de 2009

POLÍCIA MILITAR CUMPRE SETE MANDADOS DE PRISÃO

A Polícia Militar deve prender sete líderes da manifestação do dia 30 de março, em
cumprimento aos mandados de prisão preventiva emitidos pela Justiça Estadual. Até as
8h de hoje (5 de maio) quatro ordens já haviam sido cumpridas.

Foram presos o presidente da Associação dos Policiais e Bombeiros Militares (APBM),
Francisco dos Santos Sampaio e os manifestantes, Edimar Pereira da Silva Júnior,
Cleônio Santos da Silva e Antônio Aurélio de Figueredo e Carvalho.

Até o final do dia ainda devem ser cumpridos os mandados contra os militares Leonel Nazário Ferreira Neto, Bruno Steeves dos Santos Miranda e Márcio Miramontes Moreira.

Os ex-amotinados ficarão presos em Unidades do Exército enquanto aguardam julgamento pelos crimes cometidos no período de aquartelamento. (Fonte Ascom/PM)

Sem dinheiro, demitidos por arrozeiros ficam em Boa Vista

Matéria publicada na Folha de S. Paulo (web)

Demitidos por arrozeiros que ocupavam a terra indígena Raposa/Serra do Sol, mais de dez homens de Santa Luzia (300 km de São Luís, MA) se amontoavam em duas pequenas casas na periferia de Boa Vista (RR), esperando terem o dinheiro que pagará a viagem de barco para sua cidade de origem.

Os maranhenses fazem parte da leva de desempregados criada com a operação de retirada de não índios da área. Alguns tiveram seu último dia de trabalho na sexta, quando a retirada começou.

Estavam contratados para plantar e colher o arroz de propriedades de Paulo César Quartiero e da família Faccio, onde também moravam. Recebiam em média dois salários mínimos --R$ 930.

"Ah, nem sei mais quantos são. Eles vão chegando. Um diz pro outro que pode ficar, e assim vai", diz Francisco Henrique de Souza, o Cícero, dono de uma das casas.

"Ainda" empregado na fábrica de beneficiamento de grãos de Quartiero, na capital, foi ele quem chamou boa parte dos conterrâneos para Roraima. "O pessoal dizia: "Cícero, quero cinco, quero oito [maranhenses]". E eu conseguia."

Os homens precisam do dinheiro da rescisão contratual para pagar a viagem de barco, que custa R$ 500 e dura cerca de seis dias. A reportagem conversou com quatro deles. Nenhum vê boas possibilidades na volta para o Maranhão. "Lá não tem nada. É só me chamarem que eu volto", disse João Pereira, 43.

Isso é Brasil

Mais de 40 mil candidatos às eleições de 2006 e 2008 eram beneficiários do programa Bolsa-Família, segundo auditoria do Tribunal de Contas da União realizada nos programas sociais do governo federal.

O TCU ainda não sabe (ou ainda não divulgou) quantos foram eleitos, desse total.

A descoberta foi possível com o cruzamento dos CPFs dos candidatos registrados na Justiça Eleitoral com os dos beneficiados pelo programa. (Coluna Cláudio Humberto e hoje)

segunda-feira, 4 de maio de 2009

"Lula. Mas o molusco" ou "falta de óleo de peroba"

Na IstoÉ online:

"Conjunto Habitacional Lula." Esse era o nome original de um conjunto que seria entregue pelo governo do Amazonas a 206 famílias, na segunda-feira 27. Mas, um dia antes do evento, uma comissão da Presidência visitou o local e alertou: o nome do presidente, ali, poderia pegar mal. Motivo: o próprio Lula (com Dilma Rousseff e o ministro das Cidades, Márcio Fortes) compareceria à inauguração e, segundo a legislação, é proibido dar nome de pessoa viva a bem público. O governo do Amazonas argumentou: o "Lula" da placa "não se referia ao presidente, mas, sim, ao molusco". Não colou. O conjunto foi rebatizado às pressas: virou "Cidadão IX".

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Coisas de insano

“Não pretendo, não vou discutir. Esse assunto já foi discutido exaustivamente. Aquilo vai se transformar num verdadeiro zoológico humano. Sem a menor condição de sobrevivência, sem contato com o branco, o que vamos ver lá serão animais humanos”.

Declarações do governador Anchieta Júnior, em Brasília, hoje (30), falando sobre a retirada de não índios da terra indígena Raposa Serra do Sol.

O governador lamenta que, com a decisão do Supremo Tribunal Federal, cerca de um milhão de sacas de arroz se percam por não serem colhidas, em função da retirada dos arrozeiros da área.

É comida sendo jogada fora, num momento em que a escassez de alimentos começa a tomar corpo em todo o Mundo. Uma pena.

Fim da farra

Apesar de hostilizada ao extremo, a imprensa brasileira acaba de marcar um gol de placa. De tão fustigado, o Senado decretou o Ato da Comissão Diretora n.º 5, que acaba com a farra das passagens aéreas dos Senadores.

O Ato extinguiu a cota mensal e instituiu a cota de apenas cinco passagens de ida e volta de Brasília para o estado de origem para cada senador.

Essa mesma cota poderá ser usada por assessores, mediante comunicação à Mesa do Senado.

Se não for usada, não poderá acumular para os meses seguintes. A parte usada deve ser tornada público através do site do Senado.

Agora, espera-se que os deputados também façam a mesma coisa. Está na hora de mostrarmos que não somos uma "república das bananas", mas sim de homens sérios.

Depois, partamos então para a moralização das licitações, fim das compras maquiadas, extinção dos empregos de araque (fantasmas) etc. etc. etc...

Falta muito, mas o Senado deu o primeiro passo. Sejamos pacientes. Talvez nossos bisnetos consigam ver algo melhor do que nossos olhos podem contemplar hoje.

Para isso, nós, da imprensa, não podemos nos calar.

Arriba!!!

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Eu tô maluco!

Já li e escrevi muitos textos sobre a controvertida terra indígena Raposa Serra do Sol. Já fiz conjecturas, espremi de um lado, considerei de outro... mas, confesso, não consegui ainda achar uma lógica para, digamos, tamanho disparate.

A gota d'água para mim, sem qualquer dúvida, foi o texto que está postado aí embaixo, publicado originalmente pela Folha Web, na manhã de hoje.

Ao terminar a leitura, tinha formada em minha mente uma única ideia: diáspora. Desconfiado com as palavras como sou, me socorri do Aurélio, e descobri seu significado:

"Dispersão de povos por motivos políticos ou religiosos, em virtude de perseguição de grupos dominadores intolerantes".

É isso ou me amarrem e me joguem num hospício, porque eu estou doido!

Leia o post abaixo:

Casal terá de deixar reserva indígena após 82 anos

Da Folha Web, às 10:04 de hoje:

Para algumas famílias de Roraima, a demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol tem gosto amargo. É o caso da família de Adolfo Esbell que nasceu há 82 anos, numa casinha às margens do Inamará, igarapé de água escura e fresca que corre no sopé das montanhas que separam o Brasil da Guiana, no norte de Roraima.

No último domingo, ao visitar Esbell, a história do pecuarista inspirou o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) a pedir ao STF para que dê mais tempo para a saída das pessoas com mais de 80 anos que vivem na reserva.

O pai de Esbell era venezuelano e a mãe, brasileira, de origem indígena. Ali nasceu, cresceu, casou, teve 16 filhos, criou gado, cultivou arroz e feijão, fincou raízes que sonhou serem para sempre. O sonho dele desmoronou, porém, no último dia 25, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou a demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol em área contínua e deu prazo de pouco mais de um mês para todas as famílias não-indígenas saírem da área, levando seus pertences.

O nome de Esbell figurava na lista dos expulsos. O prazo de saída vence amanhã. Mas, até a tarde de ontem, terça-feira, Esbell e a esposa, Zilda, de 80 anos, não haviam mudado nada na rotina da área herdada dos pais e que tem 320 hectares. As instituições do governo que estão cuidando da remoção dos não-indígenas ofereceram a Esbell R$ 134 mil de indenização e uma área de 280 hectares, num assentamento a quase duas centenas de quilômetros dali. Considerado um lugar de difícil acesso, estradas precárias, sem luz elétrica. “Nem fui ver o local. Pelo que me disseram, não é lugar para mim”, disse ele.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Ego ferido

O nó precisa ser desatado. A ponte que liga Brasil e Guiana, sobre o rio Itacutu, foi interditada unilateralmente, pelos guianenses, um dia depois de liberada para o tráfego.

A alegação de que as autoridades daquele país não estavam sabendo da solenidade, realizada no domingo, soa como pífia.

O cônsul guianense Paulo do Vale se fez presente no evento, e tudo aconteceu dentro da normalidade.

Mas isso não é tudo. Curioso mesmo é que a ponte foi construída com recursos brasileiros. Os guianenses desprezam o feito por puro ego ferido.

Enquanto isso, os balseiros é que festejam a decisão. Continuam com o pão das crianças garantido.

O profeta

Lembram da "marolinha"? Aquela que o presidente Lula disse que não metia medo em ninguém?

Os Estados Unidos caindo pelas tabelas, o Mundo preocupado, e o presidente brincando com a situação:

"A crise não cruzou o Atlântico (saindo dos Estados Unidos e chegando ao Brasil, coisa de quem entende muito de geografia, sacumé né...)"

Desta vez, o monstro atende pelo nome de "gripe suína".

De novo, vem o presidente dizer que ela não assusta. A fala do homem agora me deixou muito preocupado.

Vou sair correndo para comprar uma máscara cirúrgica. Urgente!

sábado, 25 de abril de 2009

Faltou serenidade

Os policiais militares estaduais foram muito mal assessorados no que tange à possibilidade de galgar vantagens recalcitrando contra aguilhões (dando murro em ponta de faca).

Nenhum deles é inocente a ponto de não saber que, como militares, são impedidos de usar a greve como instrumento de reivindicação.

Como policial militar da velha guarda (hoje na Reserva Remunerada), lembro que motivos tivemos vários para fazer uso da força.

Mas nunca ousávamos passar por cima da lei. Entendíamos que nossa missão era preservar a legislação estabelecida, conforme fizemos juramento no alvorecer da carreira militar.

Se o PM, que tem o dever constitucional de zelar pela manutenção da lei e da ordem, ele mesmo quebra esses princípios, o que resta, então?

Não, queridos PMs estaduais, creio mesmo que todos os motivos vocês tiveram para fazer o que fizeram, mas não deviam ter feito.

A Azul Petróleo é sagrada. Não deveria ser maculada da forma como foi. Apesar de exemplos de cima não terem sido nada alentadores até agora, não lhes cabia descer tanto!

Começo da degola

Marco Prisco Caldas Machado, que liderou o movimento grevista dos policiais militares estaduais encontra-se no xilindró.

Foi preso hoje de manhã, por uma patrulha da Polícia Militar. O mandado de prisão foi expedido pela Justiça Militar.

A notícia, que está postada no site do Jornal do Rádio, teve origem na Ascom/RR (Assessoria de Comunicação do Governo do Estado).

O que não está escrito ali é que Prisco, que se apresentou em Boa Vista como sargento da PM da Bahia, há muito perdeu o direito de vestir a farda. Fora expulso da corporação baiana há oito anos.

Ou seja, lançou os neófitos PMs de Roraima numa fria. Um nó que agora está difícil de desatar. Nada mais justo o seu recolhimento à Penitenciária Agrícola Monte Cristo.

Uhuuuuuuuuuuuuuu!



Depois de pouco mais de oito meses de batalha, a Cristina recebeu, enfim, as insígnias de terceiro sargento da Polícia Militar. A caminhada não foi nada fácil.

A foto acima diz do sentimento que nos invadiu. A Cristina, ladeada pela irmã, Marcela, soldado do Corpo de Bombeiros, e a mãe, Eliana, era toda alegria. E eu, babando...

No meio do caminho teve não só uma pedra, mas também quatro costelas quebradas, que lhe deixou de molho por pouco mais de 15 dias. Graças ao Senhor nosso Deus e a solidariedade de seus pares e superiores, tudo foi superado.

As comemorações têm prosseguimento hoje à noite, no Espaço Glamour, no Pricumã.

Segunda feira, hora de voltar à terra.

Bola prá frente, Sargento Cristina, que Deus te abençoe!

Chumbo grosso

Durante a solenidade de formatura dos 97 novos sargentos da Polícia Militar, transcorrida na noite desta sexta-feira (24), no Palácio da Cultura, o governador Anchieta Júnior rasgou a mortalha.

Em seu discurso, referindo-se à greve encetada por parte dos policiais militares estaduais, disse que os fomentadores do movimento não têm capacidade de continuar envergando a azul petróleo.

Foi uma dica nada velada do que vem por aí.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Poder de persuasão

Pode parecer paradoxo, mas durante o período em que parte dos policiais militares estaduais esteve em greve, a Capítal contou com grande número de viaturas na rua, dando maior garantia de segurança à população.

No terceiro dia de paralisação, o gerenciador da crise, coronel PM Gerson Chagas, atual comandante da Corporação, conseguiu apoio federal, por meio da Força Nacional, e apoio municipal, com a entrada em ação das viaturas da Guarda Municipal e da Superintendência Municipal de Trânsito (SMTran).

No quarto dia de paralisação, a cidade amanheceu guarnecida por nada menos que 43 viaturas - da PM, GM, SMTran e Polícia Civil - fazendo rondas ostensivas tanto no Centro como nos demais bairros.

Isso serviu para testar a capacidade de superação do Estado. Diante da crise, as autoridades reuniram condições para conduzir todo o processo com traquilidade.

Em momento algum fez-se uso da força, o que garantiu um desfecho pacífico, sem descambar para o derramamento de sangue, como já se registrou em outras unidades da federação.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Riqueza!

Corre na rede: homem rico é aquele maior de quarenta anos:

- Prata nos cabelos.
- Ouro nos dentes.
- Pedras nos rins.
- Açúcar no sangue.
- Chumbo nos pés.
- Ferro nas articulações.
- E uma fonte inesgotável de gás natural.

Nunca se pensou que a partir dos 40 se pudesse ter uma riqueza tão grande!!!

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Hoje, 10 de abril de 2009.

(Artigo publicado originalmente no blog de Ricardo Noblat, edição desta sexta-feira santa)

Por:Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa

Hoje, em Áquila, é o enterro coletivo de crianças, jovens, mulheres, homens, velhos e velhas.

A missa, nesta Sexta-Feira Santa, será rezada ao ar-livre, na Academia de Polícia de Áquila. Não há igrejas em pé, ou em condições, nem em Áquila, nem naquela região.

Não vou comentar sobre a dor da perda terrível para a Itália.

Vidas!

Nada mais importante.

Mas a Humanidade perdeu muito também ao perder os tesouros criados pela mão do homem naquela região.

Passada a solidariedade para com os italianos, a Humanidade continuará gastando rios e rios de dinheiro em buscas absolutamente desnecessárias para o estágio de evolução em que estamos.

Não sabemos, não conhecemos, a cura para um sem número de doenças.

Não sabemos, não conhecemos, como matar a fome de todos os homens.

Não sabemos, não conhecemos, como estabelecer a paz definitiva entre os povos.

Não sabemos, não conhecemos, como fazer do ser humano um homem e não um animal dantesco como os estupradores e os assassinos que matam a três por dois.

Não sabemos, não conhecemos, como acabar com a ganância e a cobiça.

Não sabemos e não conhecemos, como poupar a Mãe Terra, aquela que nos dá de beber e de comer.

Mas sabemos ir à Lua. Já até levamos turistas!

Conhecemos o mapa de Marte.

Apertamos, se o poder for nosso, um botão aqui, que explode um país do outro lado do mundo.

Pegamos um telefoninho pequenininho e telefonamos para Vladivistock para falar com nosso amigo que foi passear por aquelas bandas.

Vemos na hora, no minuto mesmo, o show daquela loura esquisita em Hong Kong.

Podemos andar em trens a 400 km por hora.

Movimentamos dinheiro do Japão para Tramanduateí em instantes.

Somos capazes de tirar uma Catedral daqui e levar para ali.

Compramos, basta ter dinheiro no bolso, morangos portugueses, cerejas argentinas, sal do mar Báltico, ervas frescas vindas da Provence, batatas peruanas, ovas dos peixes mais estranhos, azeites das mais variadas procedências, arenque finlandês fresco, como se não houvesse amanhã.

Leio os jornais do mundo inteiro sem sair da minha cadeira.

Encomendo, pelo telefone, um automóvel, e pago com um cartão de plástico.

Interajo com os programas de TV: não gosto daquele personagem, acabo com a raça dele, e ponho outro no lugar.

Somos moderníssimos, tecnologicamente avançadíssimos, nossos pais, se nos vissem hoje, não iam acreditar! Parecemos personagens de Jules Verne, de H.G.Wells, somos a própria ficção científica tornada realidade.

Mas não sabemos, não conhecemos, como prever um terremoto.

Não entendo nada de geologia. Absolutamente nada. Mas tenho uma enorme curiosidade: se o Homem concentrasse todo o esforço e o dinheiro que gasta em viagens espaciais, armamentos, guerras, e tudo o mais que ele acha imprescindível para ser um homem moderno e feliz, será que ele ao menos não conseguiria prever terremotos a tempo das pessoas saírem de sua cidade?

Olho os mapas da Califórnia, do Japão, da Itália, áreas de risco real assinaladas e fico apavorada.

Como pode o Homem não conhecer e dominar a terra onde vive há bilhões de anos e querer dominar o espaço?

Deixando aqui gente com fome, doente, com medo, sem teto, sem água, sem luz, ao relento?

Desculpem, hoje não está dando para escrever. Não costumo me deixar levar pelo pessimismo, sou uma pessoa que ama a vida, acordo feliz de me ver ainda por aqui. Mas hoje, não está dando. Cumpro as obrigações, mas o coração não está aqui.

Encerrando a discussão

Para encerrar o papo:

O doutor tem razão, e pronto!

E-mail recebido

Tréplica do leitor sobre o artigo "O Município e o Flanelinha":

Caro Esperidião,


De antemão, escusas sinceras caso alguma apereza nas minhas palavras tenham ferido o nobre articulista.

Bem bolado o lance da humildade logo no começo da resposta, bom subterfúgio pra abaixar armas e insulflar um sentimento de culpa. Deu certo.

Com a graça de todos os deuses da democracia, continuo não concordar com o seu posicionamento, mas como bem disse um certo Voltaire em momento singular: "Posso até não concordar... mas hei de defender até a amorte o seu direito de dizer."
Respeito, e pronto.
Não concordo, e pronto.

Temos que nos desacostumar a termos tudo às mãos, sem pagar nada. A contrapartida de ter estacionamento, é pagar um real. Nos grandes centros europeus, se vc nao tiver um adesivo "x", não podes nem circular em determinadas regioes centrais.
Agora, daí vc cobrar a utilizaçao do $$$, eu concordo. Faço até abaixo assinado, compro camisa e o escambau...
Garanto, que a grandíssima maioria da populaçao miserável não tá nem aí para esse 1 real, quer saber mesmo se o $$$ do Vale solidário (solidário a quem?) ou o Peixe mesquinhamente distribuído na Semana Santa estarão lá no dia certo...



Ces't la vie.


Daniel L. Borges
OAB 439/RR

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Aqui, não

Notinha publicada no site do jornalista Claudio Humberto, hoje:

Deputados de Santa Catarina vão avisar ao ministério dos Transportes que não querem praças de pedágio em rodovias federais no Estado.

Enquanto isso em Boa Vista, vereador recém empossado cria taxa para onerar o bolso do cidadão. É mole?

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Resposta a e-mail abusado

(Melhor ler antes os dois posts anteriores a este)

Caro Daniel,

Para iniciar, quero dizer de coração que agradeço o apreço que dedicaste a mim, ao te dares ao trabalho de ler o que escrevi. Eu sabia que tinha apenas três leitores. Você, portanto, é o quarto. Depois de 25 anos de labuta, é um bom começo...

Mas, não querendo ser tão agressivo com você quanto você foi comigo em seu e-mail, gostaria de fazer algumas considerações:

1) Acho que você não leu direito o texto que escrevi. Se o tivesse feito, saberia que em momento algum eu sugeri que o município cobre qualquer imposto. É tanto que os citados por mim são todos tributos federais. A única taxa arguida foi a do Detran, que também não é municipal.

2) Não acho e não cito em meu artigo que o município de Boa Vista esteja arrecadando muito. Muito pelo contrário, concordo, no artigo, que o “município esteja a pão e água. Erário depauperado.” Trabalhei na Prefeitura, conheço sua estrutura.

3) No artigo, em momento algum fiz qualquer equiparação de taxa com tributo. Seria misturar alhos com bugalhos, coisa de idiota, e isso eu não sou, apesar de, açodadamente, assim você me considerar.

4) Sim, amigo, já viajei uma ou duas vezes. Além de estados de outras regiões, conheço quase todo o nordeste. Até o Agreste pernambucano. Morei em Fortaleza um ano. Sei que essas zonas existem, mas nem por isso concordo com o ato de pagar taxa para estacionar meu carro. Nem mesmo em aeroportos. Já fui multado no daqui de Boa Vista, por simples rebeldia, por não concordar em pagar os dois reais cobrados. Creio mesmo ser um achaque, não pelo valor, mas pela falta de lógica, a tão bem explicada lógica do artigo, que, creio, o amigo leu e entendeu muito bem. Ou você quer dizer que não é um assalto legalizado os pedágios urbanos, como o cobrado na Linha Vermelha no Rio de Janeiro, que eu tive que pagar para chegar na casa do meu irmão, na Ilha do Governador?

5) Acredito que roubar um real e R$ 1.000,000 dá sempre no mesmo. O importante é o cunho filosófico do ato e não o ato em si ou o seu tamanho. Assim, dou-te total razão quando questionas os atos mesquinhos cometidos por quem quer que seja em esbulho ao Erário ou mesmo a pessoas individualmente. Ladrão é ladrão e, apesar de não ser assim, todos deveriam ser punidos, igualmente, na proporção do delito.

6) Para finalizar, peço que você leia novamente o artigo, porque, por certo, com todo o respeito, o amigo não entendeu o que ali está escrito. Em momento algum eu me coloco ao lado do flanelinha. Não o defendi e jamais irei defendê-lo. Acho mesmo essa classe de “profissionais” da maior desserventia. Não serve para nada, além de te achacar moedas. Minha ojeriza pelos ditos-cujos não está no fato de ter que meter a mão no bolso. Mas em pagar por uma coisa que não tem lógica. Sou tão contra o flanelinha como contra o poder público quando este se mete a me impor à força (força de lei) algo fora da lógica. Pagar pelo estacionamento público é, para mim, fora de lógica.

Bem, amigo, acho que ainda não tive o prazer de te conhecer pessoalmente, mas se pudéssemos conversar tete-a-tete, talvez você pudesse desfazer essa imagem de idiota que tem a meu respeito.

Sou grato, mesmo assim, a você por ter lido o artigo.

Um abraço

Espiridião

E-mail recebido

Em razão do artigo publicado no post abaixo, este blogueiro recebeu o abusado e-mail do leitor Daniel Borges (o quarto leitor do blogueiro), transcrito a seguir: (melhor ler primeiro o post anterior a este)

Caro Jornalista,

Não é do ensejo dessas simplórias linhas dar início a um debate infrutífero, ou mesmo tão somente contrariar sua opinião no artigo publicado no Fonte Brasil - "O Município e o flanelinha".

Todavia, sejamos responsáveis. Não faça o leigo acreditar que tudo é um tributo.
Que o cidadão boavistense paga ENORMES tributos à Prefeitura.

É mentira meu caro, e sabes disso.

A maioria da carga tributária, o FILÉ puro vai pra União. O principal, o famigerado Imposto de Renda, depois vem uns bons também como o IPI, CONFIS, II, IE entre outros.

O nosso Estado - como todas as outras unidades federativas - abocanha um bom naco, mas de certa forma bem menor com o IPVA, ICMS("compartilhado" em pequníssima parcela com os Municípios) entre outros.

Agora o Município.... putz. É até uma comédia, ainda mais em se falando de Boa Vista, que a todo momento abre-se uma brecha para um desconto aqui ou ali. O IPTU em RR ninguém paga. Minto. Menos de 50% dos imóveis pagam. O ISS (Conhece?) é outra ficçao.

Com isso como se é possível equiparar uma taxa de um serviço público a um imposto? Fato gerador tota lmente diverso.

Já foste em Goiania? São Paulo? Recife? Lá existem as zonas azuis.

Quer cidades menores? Uberaba/MG, São Jose do Rio Preto/SP, entre outras..... também existem.

Assalto legalizado são coisas bem maiores, como a não correçao da tabela de IR, o IPVA caríssimo, o ICMS nas alturas, compra de materila escolar com preço superfaturado, licitaçao de boi que nunca chegou no estado, furto a cofres de Camaras municipais,.... agora queres falar de 1 real por hora?

Já conseguiu estacionamento na Jaime Brasil no sábado pela manhã?

Caso positivo, deves guardar uma grande afeiçao pelo flanelinha, daí a verborragia na defesa do "emprego" dele...

Até qualquer hora.

Daniel

O Município e o flanelinha

Artigo publicado no site Fontebrasil, nesta segunda-feira (6/4)

Por FRANCISCO ESPIRIDIÃO (*)

Até agora não vi nenhuma manifestação contrária à lei recém aprovada na Câmara de Vereadores de Boa Vista, que autoriza o poder municipal a enfiar a mão no bolso do já espoliado contribuinte boa-vistense.

O novo instituto legal, que se encontra na mesa do prefeito Iradilson Sampaio (PSB) para sanção – ou veto –, estabelece o pagamento da taxa de R$ 1 por hora para quem quiser estacionar o carro em algumas áreas importantes da cidade, as futuras zonas azuis.

Se sancionada, creio que a lei deverá provocar um levante na sociedade. Não é possível, enfim, que a população se deixe espoliar de forma tão acintosa, sem que ninguém se manifeste. Tudo bem que o Município esteja a pão e água. Erário depauperado. Mas não se justifica mais um assalto legalizado. Afinal, a população já paga tantos impostos diretos e indiretos, que mais um soa como a gota d’água que faltava.

Hoje, a carga tributária, segundo dados do IBGE, gira em torno dos 38%, uma das maiores do mundo, sem que os serviços públicos oferecidos em contrapartida a justifique. No Brasil colônia, o levante se dera porque a Coroa queria cobrar 20%, o famoso Quinto.

O brasileiro trabalha quatro meses e 27 dias por ano só para pagar imposto. É o IPTU, o IPVA, o ICMS, o PIS, a Cofins, isso, sem falar nas taxas. Neste país é taxa para tudo. Se você precisa legalizar seu carro, por exemplo, não basta pagar o seguro obrigatório e o IPVA. Tem a bendita taxa de expediente.

Para quem votou no ilustre vereador (sim, vereador não é excelência) Joziel Wanderley, autor do projeto, deve estar se sentido mais angustiado que marido que se descobre traído pela veneranda e amada esposa. Mais ainda que goleiro na hora do gol, como diria Belchior.

Tenho certeza que não foi para isso que o elegeram. O vereador e seus pares (SMJ, como glamorosamente citam os advogados) estão equivocados quanto às suas funções. Tudo, menos onerar ainda mais o bolso do contribuinte, vereadores.

Aliás, a idéia é de todo condenável. Acredito que não agradou a ninguém. Em termos de benefício para a população, deixa a desejar em razão de não facilitar em nada a vida de quem precisa estacionar o carro nas áreas a ser taxadas.

Locomover-se de carro em Boa Vista não é luxo nenhum, e sim, uma premente necessidade. Talvez não exista outra capital brasileira que tenha um sistema de transporte coletivo urbano mais capenga que o nosso.

No bairro São Bento, por exemplo, não existe linha de ônibus. Até bem pouco tempo, os ônibus deixaram de circular no bairro Raiar do Sol. E creio que tal situação ainda não tenha sido regularizada.

Creio também que a medida será extremamente danosa para os comerciantes. Será o caos. O mínimo que poderá acontecer é se registrar sensível diminuição no número de pessoas que comparecerão àqueles logradouros para fazer compras, em razão das dificuldades impostas para o estacionamento. Desemprego à vista.

Tudo por falta de lógica. A pessoa gasta regaladamente R$ 90, R$ 100 num singelo almoço, mas fica doente por vários dias se perder R$ 5 na rua. Isso acontece porque perder dinheiro não é lógico. Não importa a quantia. Nosso intelecto não processa o que foge à lógica.

Não é lógico, portanto, pagar para estacionar o carro em via pública. É por isso que tantos se irritam com o flanelinha na frente do supermercado. Flanelinha é aquele indivíduo – geralmente menor de idade, com cara de noiado – que vive repetindo, ainda que tacitamente, aquela velha frase: “Qué queu cuido ou qué queu risco?”.

Entre os vários senões, o projeto do vereador Joziel Wanderley nada mais fez que estimular o poder público municipal a fazer concorrência oficial ao flanelinha. Aliás, o município passa a ser o próprio flanelinha – sem seus vícios, é claro.

*) Jornalista, e-mail: fe.chagas@uol.com.br

terça-feira, 31 de março de 2009

Apogeu tumular

A Cristina, que será promovida a sargento da PM nessa quinta-feira, 02, passou a noite de segunda para terça de prontidão no Palácio Senador Hélio Campos, ex-31 de Março.

Chamou-me à atenção para o fato de ser um lugar suntuoso. "Acho muito bonito", disse. Rebati na hora:

- Nada disso. Acho-o muito triste e mórbido. Um ar extremamente aterrador. A quantidade de mármore espanta. Dá ideia de túmulo.

Pensando bem...

... Ao invés do deputado Ivo Som, quem devia estar à frente das negociações entre PMs/BMs e o Governo do estado, acredito mesmo, seria o deputado Sargento Damosiel.

Ele é bombeiro-militar, transferido para a reserva quando da diplomação. Acredita-se, foi eleito com o voto interno das duas instituições (PM e BM).

Mas nem tudo é flores. Escondido do jeito que está nesse momento de extrema dificuldade para seus antigos pares, fica difícil pensar em uma possível reeleição.

Outubro de 2010 está aí na ilharga. É esperar para ver.

Tem lambança, tou dentro!

Eu não disse que debaixo desse pirão tinha carne?

O Jornal Nacional da TV Globo de ontem, alardeou que o relatório da Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal, omitiu as doações da construtora Camargo Corrrêa a outros três partidos políticos: PT, PTB e PV.

Até agora não foi comprovada a irregularidade nas doações feitas pela construtora, mas era de se estranhar que, em havendo alguma maracutaia, o PT ficasse de fora.

É atávica a ligação do partido do presidente Lula com irregularidades. Eles querem é se lambuzar, não importa qual seja a natureza da lambança. Impressionante!

domingo, 29 de março de 2009

Coliformes mentais de Lula da Silva

Publicado originalmente neste domingo no site http://www.alertatotal.blogspot.com

Por Maria Lucia Barbosa

Dia 26 deste, durante entrevista coletiva que encerrou o encontro oficial de Lula da Silva com o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, o presidente brasileiro mais uma vez contaminou a platéia com seus coliformes mentais. Deitando falatório pelos cotovelos como se estivesse num daqueles comícios em que leva a mãe do PAC a tiracolo, ele sapecou diante da delegação inglesa a seguinte “preciosidade”, referindo-se à crise mundial: “É uma crise causada por comportamentos irracionais de gente branca de olhos azuis que antes da crise parecia que sabia tudo e agora demonstra não saber nada”.

Deixemos de condescendências. Não foi uma gafe, como se costuma dizer para atenuar os desastrados gracejos do presidente da República. Foi uma estupidez. Pior. Foi crime de racismo, coroado pela gabação xenófoba de que aquela gente branca, irracional, de olhos azuis são uns ignorantes que não sabem nada. Lula da Silva deve achar que só ele entende das coisas, como seu alter ego, Hugo Chávez, igualmente populista e chibante.

Questionado por um repórter britânico se sua declaração tinha viés ideológico, o presidente titubeou, engasgou e se saiu como mais uma idiotice: disse não conhecer nenhum banqueiro negro ou índio.

Acontece que existem banqueiros negros, como Stan O’Neil, ex-presidente do Merryll Lynch, um dos bancos norte-americanos que teve que ser vendido por causa das perdas bilionárias com as hipotecas subprime. E o negro Frank Raines, ex-presidente da Fannie Mae, instituição financeira que ajudou a desencadear o colapso de Wall Street.

Mas Lula da Silva sabe que ao associar raça e classe, como se todos os brancos de olhos azuis fossem capitalistas exploradores de negros e índios, joga bonito para platéia brasileira e mesmo latino-americana. Afinal, não somos todos de esquerda nessas plagas? Se formos temos que levar adiante a luta de classes como fiéis seguidores de Karl Marx. Mas nem esse chegou a tanto, pois teorizou sobre burguesia e proletariado e não sobre brancos de olhos azuis e negros de olhos escuros.

Vai assim Lula da Silva como porta-voz das garbosas esquerdas brasileiras fomentando ódio e preconceito. Em nome do PT ele veio para desagregar e não para agregar a nação. Como um Chacrinha de auditório propositalmente confunde a mente dos incautos que enxergam nele o defensor dos pobres e oprimidos, quer dizer, dos índios e negros, vítimas dos brancos irracionais de olhos azuis.

Diante desse despautério a impressão que se tem é que o presidente da República quer se portar como um Hitler subdesenvolvido ás avessas. Ele não gosta de gente branca de olhos azuis, como se existisse pureza racial. E se quis referir aos países desenvolvidos, especialmente aos Estados Unidos, esqueceu que no Brasil existe gente branca de olhos azuis. São descendentes dos europeus que para aqui vindo deram uma substancial colaboração para o progresso que o País hoje desfruta.

Além do mais, alguém conte para o presidente que brancos de olhos azuis, aqui, na Europa ou nos Estados Unidos, não são intrinsecamente maus ou ignorantes e nem sempre são ricos. No Brasil muitos se casaram com negras, com índias, e seus descendentes compõem nossa sociedade multirracial. Como resultado dessa miscigenação não temos um tipo racial específico.

O bestialógico de Lula da Silva deve ter soado no mínimo inusitado aos ouvidos dos ingleses. Mas o presidente deu mais vexame. Segundo o Estado de S. Paulo (27/03/2009), ele “se expressou com pouca familiaridade sobre questões que estarão em debate no encontro de cúpula do G-20, em Londres, no próximo dia 2”.

Naturalmente, nesse encontro, o presidente da República defenderá os pobres e oprimidos e clamará contra o protecionismo daquela gente branca de olhos azuis. Curiosamente, matéria do jornal citado dá conta de que o Brasil dobrou barreiras em 2008. Yes, nós somos fortemente protecionistas e nossos principais alvos foram a China, a Europa e os Estados Unidos.

Outra incoerência que se observa em nossa política externa diz respeito à generosidade de um presidente que, se por um lado defende negros e índios, por outro permite que seu governo, do qual é o principal responsável, se recuse no Conselho de Direitos Humanos da ONU a aprovar resolução que condena duramente as “graves violações de direitos humanos na Coréia do Norte.

As atrocidades cometidas na tirania comunista norte-coreana incluem a fome, a tortura e a perseguição política. Horrores que existem em Cuba, também vigorosamente apoiada por Lula da Silva e seu governo. O Itamaraty tampouco condena regimes acusados de violações graves como os do Sudão e do Congo. Mas endossa fortes críticas contra Israel.

Os coliformes mentais de Lula da Silva foram lançados para inglês ver, sendo que nesta enorme Sucupira em que vai se transformando o Brasil são tidos como lampejos de genialidade. Em todo caso, nossos brancos irracionais de olhos azuis que se cuidem. E se Lula cismar de mandá-los para aqueles chuveiros de onde não se volta?

Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Parto difícil

Se até lá não chover turbina de avião (em Manaus choveu), na próxima sexta-feira esse parto difícil e doloroso chega ao fim.

O Marcelo garante que nessa data vai entregar prontinhos os primeiros 150 exemplares de Histórias de Redação - Vinte Anos de Jornalismo na Terra de Makunaima.

Fiquem atentos!

E pode?

Gente, não é por nada não, mas ando um tanto desconfiado com essa história da Camargo Corrêa.

Não tem nenhum petista envolvido na história. Isso pode? Cadê os aloprados? Perderam a competência?

Olha, creio mesmo que tem boi na linha.

História mal contada...

Tou na fila

Falando sobre capacidade de gerir o mundo financeiro, o presidente Lula disse que ainda não viu nenhum banqueiro negro ou índio.

Como sou negro e desbancado, espero ansioso que o presidente crie imediatamente cotas para banqueiros negros.

Sou candidatíssimo a uma vaga.

Preconceito?

E aí, não tem ninguém interessado em arguir o presidente Lula por crime de racismo?

Gente, o homem foi acintoso ao verbalizar que a culpa de tudo o que está sentindo o mundo em termos de descontrole financeiro é dos "brancos de olhos azuis".

Se fosse eu que tivesse dito isso, já estava em cana

quinta-feira, 26 de março de 2009

Adeus, amiga!

Por FRANCISCO ESPIRIDIÃO

Comecinho da tarde de sexta-feira, 20. Um dia especial, sem dúvida. Eram 13h, um pouco mais, talvez. Um vento confortador, entrando pela escancarada janela do quarto, disfarçava a forte temperatura reinante lá fora, onde o sol escaldante dava a sensação de estar fazendo 40 graus, apesar de os termômetros não acusarem nada além dos 37.

Rodeada de amigos e parentes, o desenlace. Para muitos, momento de profunda angústia e tristeza. Mas não para ela. Na quinta-feira, fui visitá-la. Cantei um hino de segurança no Senhor, Cristo Valerá, o 322 do Cantor Cristão. Ela tentou me acompanhar, mas já não encontrava forças. Resultado de quase dois anos de luta inglória.

Ao final, perguntei-lhe se tinha certeza de salvação. A resposta não deixou dúvida. Como disse o Apóstolo Paulo, ela sabia em quem tinha crido. Em seguida, segurando-lhe as débeis mãos, orei agradecendo ao Senhor Jesus por sua vida frutífera e longeva. Ela confirmou minhas palavras com um quase fiapo de voz, dizendo amém!

Nossa amizade superou os 34 anos. Datava de 1974, quando trabalhávamos como civis no 6.o Batalhão de Engenharia de Construção. Ela cozinheira, eu, radiotelegrafista. Nossos encontros eram diários, sempre na hora do almoço.

No fim de 1975, já casado, aprouve a Providência Divina nos fazer vizinhos. E como dona Ana nos foi útil em nossos primeiros anos de convivência a dois! Era a mãezona que nem eu nem a Eliana tínhamos.

Quantas orientações de vida ela nos repassava! Quando a coisa estava difícil em termos de relacionamento, estava sempre pronta a nos ouvir. E, invariavelmente, tinha uma palavra de esperança, de apaziguamento.

De gênio forte, muitas vezes também nos arranhávamos. Afinal, nem tudo são flores nesta difícil arte de conviver. Mas, no fim, tudo dava certo. Forasteira neste mundo, a caminhada de 70 anos lhe foi breve.

Deixa saudades nos amigos e muito mais nos quatro filhos, noras, netos e bisneta. Vá em paz, dona Ana! A saudade será o nosso consolo. Os anjos, com certeza, cantaram para lhe receber no seio do Grande Pai, o Senhor dos Exércitos.

Exemplo que arrasta

Por FRANCISCO ESPIRIDIÃO

Em 2001, quando o Governo Fernando Henrique Cardoso levantou a bandeira da criação de cotas para negros ingressarem nas universidades, manifestei-me contrário à medida. Em artigo publicado no jornal Tribuna do Estado de Roraima, eu dizia, na época, que os negros não precisavam de subterfúgios para se encontrar como cidadãos de primeira categoria.

Meus argumentos, na ocasião, eram que, com a instituição de cotas para que os “afrodescendentes” se vissem frequentando o ensino superior, antes de resolver o problema, o governo estaria criando outro. Estaria impingindo aos negros a pecha da incapacidade intelectual. Não faltaria um branquinho qualquer a passar-lhe isso na cara. “Você só está aqui por conta das cotas, você não tem capacidade!”.

Como saída, eu propunha na época (como se minha palavra tivesse algum eco – quanta pretensão!), que, ao invés de cotas, os governos – nos três níveis – pudessem estabelecer uma forma de melhorar o ensino público, criando até mesmo cursinhos para que os sem condições de pagar os tantos particulares existentes por aí, pudessem não ficar tão para trás.

Para minha surpresa, leio hoje que a prefeitura de Rondonópolis (MT) está aderindo a essa proposta. O prefeito José Carlos do Pátio entregou à Câmara Municipal, nesta terça-feira, 24, para votação, o projeto que cria o Cursinho Pré-Vestibular Gratuito.

O projeto, que já conta com a anuência dos membros daquela Casa Legislativa, visa facilitar a vida de jovens de famílias humildes, que não dispõem de recursos para frequentar cursinhos pagos. A ideia acatada pela Secretaria Municipal de Educação vem do Movimento Negro da cidade, que já oferecia o cursinho de forma voluntária, desde 2006.

Além de remunerar os professores que antes trabalhavam de forma voluntária, a prefeitura vai se responsabilizar pela confecção das apostilas elaboradas pelo Movimento Negro. A criação do cursinho, na avaliação do prefeito, consolida uma política de inclusão social.

A idéia de que indivíduos negros são menos inteligentes que os que ostentam pele menos pigmentada é algo que não mais se encaixa em nossos dias. Querer tratar negros como indivíduos incapazes intelectualmente é fazer coro com o geneticista americano James D. Watson, que durante 35 anos dirigiu o laboratório Cold Spring Harbor, de Nova York.

Watson foi obrigado a pedir aposentadoria em 2007, depois de ter declarado em artigo publicado na revista Sunday Times que os negros africanos eram inferiores aos homens brancos.

Para desmesticar a ideia torta do cientista americano, estão aí nomes como o de Pelé, o rei do futebol. Passadas várias décadas, nenhum branco no Mundo conseguiu superar-lhe em talento dentro dos gramados. O trompetista Louis Armstrong, considerado a “personificação do jazz”, também mostra que a inteligência humana não considera a cor da pele. Miríades de outros exemplos poderiam ser citados.

O que falta mesmo é oportunidade. E isso não se resume apenas aos negros. Muitos brancos cheios de talento estão se perdendo pelas vielas escuras brasileiras em razão de não dispor de recursos para sentarem em bancos escolares capazes de lhes tirar dos olhos a venda da ignorância.

Se pretendemos desenhar um futuro diferente do que hoje vivemos, vergonhoso pela falta de caráter da maioria dos homens públicos, iniciativas como a do prefeito José Carlos do Pátio devem ser imitadas e repetidas ao extremo Brasil afora. Tiro-lhe o chapéu!

quinta-feira, 19 de março de 2009

Batido o martelo

Agora a inês é morta. Não adiantou o esperneio do ministro Marco Aurélio de Mello, que aventou aos quatro ventos a falta de critérios ao longo de todo o processo.

A demarcação em área contínua da reserva Raposa Serra do Sol foi confirmada nesta quinta-feira por dez dos onze ministros do Supremo Tribunal Federal.

De nada adiantou a reverberação de Marco Aurélio, para quem, a saída honrosa era mesmo a nulidade de todo o julgamento e começar tudo da estaca zero.

Agora, resta saber como será operacionalizada a retirada dos não índios, e ver onde tudo vai dar.

O resto, é chorar leite derramado.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Proteção ao índio

O ministro Marco Aurélio reiniciou agora, após o almoço, a leitura de seu voto na tribuna do Supremo. Trata-se da parte final.

Acaba de citar alguns dispositivos constitucionais que tratam da proteção aos índios no Brasil, tais como o reconhecimento da cultura, o direito ao usufruto da terra e a proibição à remoção dos grupos indígenas de suas terras.

“É certa a necessidade de interpretação dos dispositivos que conferem proteção aos índios em conjunto com os demais princípios e regras constitucionais, de maneira a favorecer a integração social e a unidade política em todo o território brasileiro", citou o ministro.

Para ele, o convívio harmônico dos homens, mesmo ante raças diferentes, presente a natural miscigenação, tem sido, no Brasil, (um processo) responsável.

Prejulgamento?

O julgamento da questão Raposa Serra do Sol ainda nem havia começado no Plenário do Supremo Tibumal Federal (STF), e anteontem (16), a Polícia Federal já tinha uma decisão em mente.

Iria retirar imediatamente da reserva todos os não índios caso se confirmasse hoje a tendência tomada pelos oito primeiros ministros a votarem;

O delegado encarregado falava até que os arrozeiros que ainda estão com uma safra para colher no interior da Reserva não teriam direito de fazê-lo.

Parece que as autoridades policiais, extrapolando a sua competência, desprezaram qualquer futura decisão técnica do Supremo Tribunal Federal.

Durma-se com um barulho desses!