domingo, 31 de julho de 2011

Conselho de uma juíza às Forças Armadas

Por Marli Nogueira

Os militares precisam descobrir a força que a instituição tem. Há anos venho acompanhando as notícias sobre o desmantelamento das Forças Armadas e sobre a relutância dos governos de FHC e de Lula em reajustar dignamente os salários dos militares.

O cidadão ingênuo até pensaria que os sucessivos cortes no orçamento do Ministério da Defesa e a insistência em negar os reajustes salariais à categoria poderiam, mesmo, decorrer de uma contenção de gastos, dessas que as pessoas honestas costumam fazer para manter em equilíbrio o binômio receita/despesa, sem comprometer a dignidade de sua existência.

Mas, depois de tanto acompanhar o noticiário nacional, certamente já ficou fácil perceber que não é esse o motivo que leva o governo a esmagar a única instituição do país que se pauta pela ampla, total e irrestrita seriedade de seus integrantes e que, por isso mesmo, goza do respaldo popular, figurando sempre entre as duas ou três primeiras colocadas nas pesquisas sobre credibilidade.

A alegação de falta de dinheiro é de todo improcedente ante os milhões (ou bilhões?) de reais que se desviaram dos cofres públicos para os ralos da corrupção política e financeira, agora plenamente demonstrada pelas CPIs em andamento no Congresso Nacional.

O reajuste salarial concedido à Polícia Militar do Distrito Federal, fazendo surgir discrepâncias inadmissíveis entre a PM e as Forças Armadas para os mesmos postos, quando o dinheiro provém da mesma fonte pagadora - a União - visa criar uma situação constrangedora para os que integram uma carreira que sempre teve entre suas funções justamente a de orientar todas as Polícias Militares do país, consideradas forças auxiliares e reserva do Exército (art. 144, § 6º da Constituição Federal).

Mas agora a charada ficou completamente desvendada. E se você, leitor, quer mesmo saber por que raios o governo vem massacrando as Forças Armadas e os militares, a ponto de o presidente da República sequer receber seus Comandantes para juntos discutirem a questão, eu lhe digo sem rodeios: é por pura inveja e por medo da comparação que, certamente, o povo já começa a fazer entre os governos militares e os que os sucederam. Eis algumas das razões dessa inveja e desse medo:

1) Porque esses políticos (assim como os 'formadores de opinião'), que falam tão mal dos militares, sabem que estes passam a vida inteira estudando o Brasil - suas necessidades, os óbices a serem superados e as soluções para os seus problemas - e, com isso, acompanham perfeitamente o que se passa no país, podendo detectar a verdadeira origem de suas mazelas e também as suas reais potencialidades.

Já os políticos profissionais - salvo exceções cada vez mais raras - passam a vida tentando descobrir uma nova fórmula de enganar o eleitor e, quando eleitos, não têm a menor idéia de por onde começar a trabalhar pelo país porque desconhecem por completo suas características, malgrado costumem, desde a candidatura, deitar falação sobre elas como forma de impressionar o público. Sem falar nos mais desonestos, que, além de não saberem nada sobre a terra que pretendem governar ou para ela legislar, ainda não têm o menor desejo de aprender o assunto. Sua única preocupação é ficar rico o mais rápido possível e gastar vultosas somas de dinheiro (público, é claro) em demonstrações de luxo e ostentação.

2) Porque eles sabem que durante a 'ditadura' militar havia projetos para o país, todos eles de longo prazo e em proveito da sociedade como um todo, e não para que os governantes de então fossem aplaudidos em comícios (que, aliás, jamais fizeram) ou ganhassem vantagens indevidas no futuro.

3) Porque eles sabem que os militares, por força da profissão, passam, em média, dois anos em cada região do Brasil, tendo a oportunidade de conhecer profundamente os aspectos peculiares a cada uma delas, dedicando-se a elaborar projetos para o seu desenvolvimento e para a solução dos problemas existentes. Projetos esses, diga-se de passagem, que os políticos, é lógico, não têm o mínimo interesse em conhecer e implementar.

4) Porque eles sabem que dados estatísticos são uma das ciências militares e, portanto, encarados com seriedade pelas Forças Armadas e não como meio de manipulação para, em manobra tipicamente orwelliana, justificar o injustificável em termos de economia, educação, saúde, segurança, emprego, índice de pobreza, etc.

5) Porque eles sabem que os militares tratam a coisa pública com parcimônia, evitando gastos inúteis e conservando ao máximo o material de trabalho que lhes é destinado, além de não admitirem a negligência ou a malícia no trabalho, mesmo entre seus pares. E esses políticos porto não suportariam ter os militares como espelho a refletir o seu próprio desperdício e a sua própria incompetência.

6) Porque eles sabem que os militares, ao se dirigirem ao povo, utilizam um tom direto e objetivo, falando com honestidade, sem emprego de palavras difíceis ou de conceitos abstratos para enganá-lo.

7) Porque eles sabem que os militares trabalham duro o tempo todo, embora seu trabalho seja excessivo, perigoso e muitas vezes insalubre, mesmo sabendo que não farão jus a nenhum pagamento adicional, que, de resto, jamais lhes passou pela cabeça pleitear.

8) Porque eles sabem que para os militares tanto faz morar no Rio de Janeiro ou em Picos, em São Paulo ou em Nioaque, em Fortaleza ou em Tabatinga porque seu amor ao Brasil está acima de seus anseios pessoais.

9) Porque eles sabem que os militares levam uma vida austera e cultivam valores completamente apartados dos prazeres contidos nas grandes grifes, nas mansões de luxo ou nas contas bancárias no exterior, pois têm consciência de que é mais importante viver dignamente com o próprio salário do que nababescamente com o dinheiro público.

10) Porque eles sabem que os militares têm companheiros de farda em todos os cantos do país, aos quais juraram lealdade eterna, razão por que não admitem que deslize algum lhes retire o respeito mútuo e os envergonhe.

11) Porque eles sabem que, por necessidade inerente à profissão, a atuação dos militares se baseia na confiança mútua, vez que são treinados para a guerra, onde ordens emanadas se cumpridas de forma equivocada podem significar a perda de suas vidas e as de seus companheiros, além da derrota na batalha.

12) Porque eles sabem que, sofrendo constantes transferências, os militares aprendem, desde sempre, que sua família é composta da sua própria e da de seus colegas de farda no local em que estiverem, e que é com esse convívio que também aprendem a amar o povo brasileiro e não apenas os parentes ou aqueles que possam lhes oferecer, em troca, algum tipo de vantagem.

13) Porque eles sabem que os militares jamais poderão entrar na carreira pela 'janela' ou se tornar capitães, coronéis ou generais por algum tipo de apadrinhamento, repudiando fortemente outro critério de ingresso e de ascensão profissional que não seja baseado no mérito e no elevado grau de responsabilidade, enquanto que os maus políticos praticam o nepotismo, o assistencialismo, além de votarem medidas meramente populistas para manterem o povo sob o seu domínio.

14) Porque eles sabem que os militares desenvolvem, ao longo da carreira, um enorme sentimento de verdadeira solidariedade, ajudando-se uns aos outros a suportar as agruras de locais desconhecidos - e muitas vezes inóspitos -, além das saudades dos familiares de sangue, dos amigos de infância e de sua cidade natal.

15) Porque eles sabem que os militares são os únicos a pautar-se pela grandeza do patriotismo e a cultuar, com sinceridade, os símbolos nacionais notadamente a nossa bandeira e o nosso hino, jamais imaginando acrescentar-lhes cores ideológico-partidárias ou adulterar-lhes a forma e o conteúdo.

16) Porque eles sabem que os militares têm orgulho dos heróis nacionais que, com a própria vida, mantiveram íntegra e respeitada a terra brasileira e que esses heróis não foram fabricados a partir de interesses ideológicos, já que, não dependendo de votos de quem quer que seja, nunca precisaram os militares agarrar-se à imagem romântica de um guerrilheiro ou de um traidor revolucionário para fazer dele um símbolo popular e uma bandeira de campanha.

17) Porque eles sabem que para os militares, o dinheiro é um meio, e não um fim em si mesmo. E que se há anos sua situação financeira vem se degradando por culpa de governos inescrupulosos que fazem do verbo inútil - e não de atos meritórios - o seu instrumento de convencimento a uma população em grande parte ignorante, eles ainda assim não esmorecem e nem se rendem à corrupção.

18) Porque eles sabem que se alguma corrupção existiu nos Governos Militares, foi ela pontual e episódica, mas jamais uma estratégia política para a manutenção do poder ou o reflexo de um desvio de caráter a contaminá-lo por inteiro.

19) Porque eles sabem que os militares passam a vida estudando e praticando, no seu dia-a-dia, conhecimentos ligados não apenas às atividades bélicas, mas também ao planejamento, à administração, à economia o que os coloca em um nível de capacidade e competência muito superior ao dos políticos gananciosos e despreparados que há pelo menos 20 anos nos têm governado.

20) Porque eles sabem que os militares são disciplinados e respeitam a hierarquia, ainda que divirjam de seus chefes, pois entendem que eles são responsáveis e dignos de sua confiança e que não se movem por motivos torpes ou por razões mesquinhas.

21) Porque eles sabem que os militares não se deixaram abater pelo massacre constante de acusações contra as Forças Armadas, que fizeram com que uma parcela da sociedade (principalmente a parcela menos esclarecida) acreditasse que eles eram pessoas más, truculentas, que não prezam a democracia, e que, por dá cá aquela palha, estão sempre dispostos a perseguir e a torturar os cidadãos de bem, quando na verdade apenas cumpriram o seu dever, atendendo ao apelo popular para impedir a transformação do Brasil em uma ditadura comunista como Cuba ou a antiga União Soviética, perigo esse que já volta a rondar o país.

22) Porque eles sabem que os militares cassaram muitos dos que hoje estão envolvidos não apenas em maracutaias escabrosas como também em um golpe de Estado espertamente camuflado de 'democracia' (o que vem enfim revelar e legitimar, definitivamente, o motivo de suas cassações), não interessando ao governo que a sociedade perceba a verdadeira índole desses guerrilheiros-políticos aproveitadores, que não têm o menor respeito pelo povo brasileiro. Eles sabem que a comparação entre estes últimos e os governantes militares iria revelar ao povo a enorme diferença entre quem trabalha pelo país e quem trabalha para si próprio.

23) Porque eles sabem que os militares não se dobraram à mesquinha ação da distorção de fatos que há mais de vinte anos os maus brasileiros impuseram à sociedade, com a clara intenção de inculcar-lhe a idéia de que os guerrilheiros de ontem (hoje corruptos e ladrões do dinheiro público) lutavam pela 'democracia', quando agora já está mais do que evidente que o desejo por eles perseguido há anos sempre foi - e continua sendo - o de implantar no país um regime totalitário, uma ditadura mil vezes pior do que aquela que eles afirmam ter combatido.

24) Porque eles sabem que os militares em nada mudaram sua rotina profissional, apesar do sistemático desprezo com que a esquerda sempre enxergou a inegável competência dos governos da 'ditadura', graças aos quais o país se desenvolveu a taxas nunca mais praticadas, promovendo a melhoria da infra-estrutura, a segurança, o pleno emprego, fazendo, enfim, com que o país se destacasse como uma das mais potentes economias do mundo, mas que ultimamente vem decaindo a olhos vistos.

25) Porque eles sabem que os militares se mantêm honrados ao longo de toda a sua trajetória profissional, enquanto agora nos deparamos com a descoberta da verdadeira face de muitos dos que se queixavam de terem sido cassados e torturados, mas que aí estão, mostrando o seu caráter abjeto e seus pendores nada democráticos.

26) Porque eles sabem que os militares representam o que há de melhor em termos de conduta profissional, sendo de se destacar a discrição mantida mesmo frente aos atuais escândalos, o que comprova que, longe de terem tendências para golpes, só interferem - como em 1964 - quando o povo assim o exige.

27) Porque eles sabem que os militares, com seus conhecimentos e dedicação ao Brasil, assim como Forças Armadas bem equipadas e treinadas são um estorvo para quem deseja implantar um regime totalitarista entre nós, para tanto se valendo de laços ilegítimos com ditaduras comunistas como as de Cuba e de outros países, cujos povos vêem sua identidade nacional se perder de forma praticamente irrevogável, seu poder aquisitivo reduzir-se aos mais baixos patamares e sua liberdade ser impiedosamente comprometida.

28) Porque eles sabem que os militares conhecem perfeitamente as causas de nossos problemas e não as colocam no FMI, nos EUA ou em qualquer outro lugar fora daqui, mas na incompetência, no proselitismo e na desonestidade de nossos governantes e políticos profissionais.

29) Porque eles sabem que ninguém pode enganar todo mundo o tempo todo, o governo temia que esses escândalos, passíveis de aflorar a qualquer momento, pudessem provocar o chamamento popular da única instituição capaz de colocar o país nos eixos e fazer com que ele retomasse o caminho da competência, da segurança e do desenvolvimento.

30) Porque eles sabem, enfim, que todo o mal que se atribui aos militares e às Forças Armadas - por maiores que sejam seus defeitos e limitações – não tem respaldo na Verdade histórica que um dia há de aflorar.

Marli Nogueira é Juíza do Trabalho em Brasília.

(Artigo transcrito do Blog Alerta Total – http://www.alertatotal.net/)

quinta-feira, 28 de julho de 2011

IBGE: 55% são contra a união gay

Uma maioria de 55% dos brasileiros é contra a decisão do Supremo Tribunal Federal que autorizou a união estável entre pessoas do mesmo sexo. Mas o tema divide a população: 52% das mulheres são a favor e 63% dos homens são contra. As opiniões variam muito em função da religião, idade e escolaridade.

A pesquisa foi feita pelo Ibope Inteligência entre 14 e 18 de julho. Foram entrevistados dois mil brasileiros de todas as regiões, seguindo as cotas de distribuição por idade, sexo e classe de consumo. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos.

A decisão do STF coincide com o que pensam os brasileiros com menos de 40 anos e contraria os mais velhos. O apoio à união gay varia de 60% entre os jovens de 16 a 24 anos a 27% entre aqueles com 50 anos ou mais. Porém, nada divide mais a opinião dos brasileiros sobre o assunto que a religião.

Entre os 60% de brasileiros católicos (50% a 50%) e entre os 12% de ateus/agnósticos (51% de apoio) há um racha de iguais proporções. Entre espíritas e adeptos de outras religiões não cristãs, o apoio ao casamento de pessoas do mesmo sexo chega a 60%.

Quem desequilibra as opiniões contra a união estável homossexual são os evangélicos/protestantes. Com peso de 23% no total da população em idade de votar, eles são esmagadoramente contrários à decisão do STF: 77%. Apenas 23% concordam com os ministros.

As informações são do jornal O Estado de SP.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Histórias de Garimpo é o novo livro do jornalista

A saga da extração mineral que movimentou Roraima de forma frenética nos anos 1980 e 1990 está retratada em linguagem simples no livro “Histórias de Garimpo – Extração Mineral em Terras Roraimenses”, a ser lançado em Boa Vista no início do próximo mês.

Escrita pelo jornalista Francisco Espiridião, a obra enfoca histórias vividas por pessoas que estiveram no centro nervoso da “fofoca”, fazendo acontecer aquela que foi uma das mais pujantes atividades econômicas do então Território Federal.

O livro tem o formato de grandes reportagens. A primeira delas conta fatos inéditos que marcam as experiências do autor em sua passagem única pelos baixões auríferos, localizados nas proximidades da fronteira com a Venezuela, hoje Terra Indígena Yanomami.

Outra personagem marcante é Marina Cantão dos Santos, para os íntimos a “Marina Meu Caso”. Conhecida nos grotões paraenses pelo epíteto de “Goiana do 38”, Marina está longe de ser alguém que imponha o respeito pela força, senão pela ternura.

Goiana do 38 deu início à carreira de garimpeira no Pará. Foi levada aos barrancos por circunstâncias outras que só o seguir da vida pode explicar. Saiu-se vitoriosa: foi alçada ao oficialato, tornando-se dona de maquinaria. Desfrutou de uma miríade de peões às suas ordens.

Histórias de Garimpo é o terceiro livro do jornalista Francisco Espiridião. O primeiro, Até Quando?, coletânea de crônicas e artigos publicados na imprensa local (2004). O segundo relata a vivência do autor nas redações de impressos. O título é “Histórias de Redação – Vinte Anos de Jornalismo na Terra de Makunaima” (2009).

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Traição virtual - Brasil na vanguarda

Operando há apenas uma semana no Brasil, o site de relacionamentos para infiéis Ohhtel conseguiu 63.317 usuários se cadastrando.

Pelo menos 37% dos cerca de 42 mil homens cadastrados no site já pagaram pelo menos uma vez a taxa de R$ 60 que dá direito a interagir com até 20 mulheres na rede.

Durante a primeira semana nos Estados Unidos - país com maior população e mais internautas – o site teve 10.993 cadastrados.

Na Argentina, 30.114 se cadastraram nos primeiros sete dias do Ohhtel.

(Transcrito do Blog Alerta Total desta Quarta-feira, 20 de julho)

terça-feira, 19 de julho de 2011

Vai Passar

Hino contra o regime militar, composto por Chico Buarque, em 1983

Vai passar nessa avenida um samba popular

Cada paralelepípedo da velha cidade essa noite vai se arrepiar
Ao lembrar que aqui passaram sambas imortais
Que aqui sangraram pelos nossos pés
Que aqui sambaram nossos ancestrais
Num tempo página infeliz da nossa história,
passagem desbotada na memória
Das nossas novas gerações
Dormia a nossa pátria mãe tão distraída
sem perceber que era subtraída
Em tenebrosas transações
Seus filhos erravam cegos pelo continente,
levavam pedras feito penitentes
Erguendo estranhas catedrais
E um dia, afinal, tinham o direito a uma alegria fugaz
Uma ofegante epidemia que se chamava carnaval,
o carnaval, o carnaval
Vai passar, palmas pra ala dos barões famintos
O bloco dos napoleões retintos
e os pigmeus do boulevard
Meu Deus, vem olhar, vem ver de perto uma cidade a cantar
A evolução da liberdade até o dia clarear
Ai que vida boa, ô lerê,
ai que vida boa, ô lará
O estandarte do sanatório geral vai passar
Ai que vida boa, ô lerê,
ai que vida boa, ô lará
O estandarte do sanatório geral... vai passar

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Amanhã Será Tomorrow

Falcão

Se fosse fácil como realmente é
Se fosse perto todo mundo ia
Se grito resolvesse, porco não morria
É preciso que tudo mude pra que tudo continue igual
Pra que a sua parte seja igual a nossa
Pois se ferradura desse sorte, burro não puxava carroça
Oh baby desce desse pau senão tu morre!
Absolutamente, tudo é relativo
O que se ve e o que não existe
O que pra mim é moderno, pra você pode ser chique
E qualquer um pode ser vencedor
Desde que não haja nenhum concorrente
Pois se ficar calado qualquer imbecil passa por inteligente
Oh baby desce desse pau senão tu morre!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Pode ser tudo

 A foto ao lado mostra uma cena do que há de mais violento nas manifestações populares contra o governo instituído do Iêmem. Pelo menos 300 policiais e militares já desertaram.

Sem a presença do ditador Ali Abdullah Saleh, que segue na Arábia Saudita se tratando após um ataque rebelde, o país vê a situação de segurança se deteriorar cada vez mais e já perdeu o controle de cinco províncias.

Apesar de tudo, não parece mesmo um take de aguerridos desfiles de carnaval na Marquês de Sapucaí? (Foto Reuters).

terça-feira, 28 de junho de 2011

Precisa desenhar?

Por Francisco Espiridião
Levy Fidelix , fundador e presidente do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), foi chamado, semana passada, a um canto, durante reunião no Palácio do Planalto.

O teretetê de pé de orelha com a presidente Dilma Rousseff não teve nada de aprazível. A mandatária aplicou-lhe um puxão de orelha, chamando-o de inconveniente.

O motivo? A insistência com que o ex-candidato derrotado à Presidência da República vem criticando a política de juros implementada pelo governo federal.

A tal política de juros altos é o carro chefe do governo para segurar a inflação, juntamente com o arrocho salarial impingido ao funcionalismo público da União.

Inconveniente, chato ou qualquer outro adjetivo que a presidente queira tascar em Fidelix em razão de sua posição diante do assunto, nada será suficiente para empanar a verdade que lhe acoberta.

No feriadão da semana passada fiz uma segunda incursão à cidade guianense de Lethem. Na minha concepção, a maioria das mercadorias ali comercializadas é falsificada.

E é verdade. Enquanto uma camisa Lacoste original custa cerca de 200 reais, ali você compra réplicas por até 9 reais. Tênis de marcas garantidas, como a Nike, custam nada mais que 20 reais.

Nem tudo, porém, é fantasia. Há também produtos originalíssimos, como os pneus Pirelli fabricados no Brasil. Que a Pirelli está entre as marcas mais resistentes, disso ninguém tem dúvida.

O que me surpreendeu foi o preço cobrado lá. A metade do praticado no comércio boa-vistense. Comprei os quatro pneus de bitola 195 x 60 – aro 15 por 720 reais, 180 reais cada.

Voltei da viagem mais alegre que pinto no lixo. E não era para menos. Aqui em Boa Vista um pneu igual custa R$ 324,80 no estabelecimento que oferece o menor preço.

Quando questionei o preço praticado na Guiana, vez que o produto é o mesmo vendido tão caro no Brasil, o dono do estabelecimento, um brasileiro, respondeu-me em bom português:

– O motivo é que aqui a gente não precisa pagar tanto imposto como no Brasil.

Precisa desenhar para convencer dona Dilma que Levy Fidelix tem razão?

sábado, 25 de junho de 2011

Não, eu não vou desistir nem reconheço o Supremo como um tribunal de tiranos virtuosos

Por Reinaldo Azevedo

Não! Eu não vou desistir! Sempre entendi — eu e o bom senso — que ministro do Supremo está lá para decidir questões que não estão explicitadas na Constituição. Como o mundo é dinâmico e como as ocorrências que dizem respeito ao humano formam um conjunto aberto, com infinitas possibilidades, recorre-se ao tribunal quando se considera que um determinado direito constitucional foi agravado numa circunstância para a qual não há a devida prescrição ou que não tenha sido caracterizada, porque impossível, na Constituição. Afinal, textos constitucionais reúnem princípios, especificados depois em outros códigos —- todos eles devendo obediência à Lei Maior.

É fora de dúvida — ou deveria ser, ao menos — que, naquilo em que a Constituição é clara, específica, detalhada, não restando a menor dúvida sobre qual era a vontade do legislador, não cabe especulação de qualquer natureza. Não há valor intrínseco possível que possa desconsiderar o texto SEM QUE SE USE A CONSTITUIÇÃO CONTRA A CONSTITUIÇÃO, o que é um absurdo, um escândalo!

Não fosse assim, que se jogassem no lixo todos os artigos da Carta e se escrevesse apenas um:

“Todos os seres humanos, em quaisquer relações e circunstâncias, devem se pautar pelos valores do bem, do belo e do justo”.

E nada além. O Judiciário decidiria, com impressionante largueza de espírito, quando essa tríade estaria ou não sendo cumprida. Como são bons valores, convenham, estaríamos diante do discricionarismo do bem — que costuma, como atesta a história, dar à luz homicidas fanáticos.

Não, senhores! Eu não preciso ser “jurista” para chegar a essa conclusão. E, se alguém se faz jurista para defender que uma corte suprema pode jogar fora um artigo da Constituição numa democracia, então é prova de que recorreu aos instrumentos da ordem legal com a finalidade de solapá-la.

O direito à união civil não se iguala àqueles que, de fato, a todos igualam, como os especificados no caput do Artigo 5º: “direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”. Aquele é um direito que se exerce segundo uma condição estabelecida pela própria Carta. E que, ATENÇÃO, pode ser mudado por emenda constitucional. Que se consigam os três quintos nas duas Casas do Congresso e se altere a redação do Artigo 226, ora essa! A Constituição também prevê as condições para a sua própria mudança. A união civil deixaria de ser a celebrada entre “homem” (que tem bingolim) e “mulher” (que tem borboletinha). Que fosse entre “pessoas”, pronto!

O que é inaceitável é que um colégio se reúna, SEM TER A PRERROGATIVA PARA TANTO, e decida: “O Artigo 226 da Constituição foi tornado sem efeito”. Alguns tantos dirão: “Mas o Congresso que temos jamais mudaria a redação de tal artigo”. Pois é… E deve o Supremo, diante dessa perspectiva, comportar-se como uma Câmara Legislativa que faz, por ato de ofício, o que o Congresso deixou de fazer em razão das circunstâncias políticas?

O Supremo Tribunal se transformou agora numa Corte dos Ditadores do Bem? Como a idéia de um só Tirano de Siracusa deu com os filósofos n’água — perguntem a Platão! —, vamos inventar agora um colegiado de tiranos virtuosos?

É claro que eu não sou jurista — até para sorte de uns tantos. Se fosse, iria infernizar a vida de alguns medalhões que decidiram que o papel do Poder Judiciário é fazer justiça com a própria toga, ao arrepio do que dizem os códigos legais. “Pacta sunt servanda”, aprendi nas aulas de latim, não de direito. Os contratos têm de ser cumpridos. A Constituição é um contrato nas sociedades democráticas. Aí dirá alguém, também em latim: “Pacta quae turpem causam continent non sunt observanda”: os contratos com propósito desonroso não têm de ser cumpridos. Ok. É uma máxima da jurisprudência, mas não aplicada à Constituição; serve justamente para os momentos em que a lei é agredida.

Atenção! Ser contra um dispositivo constitucional e lutar para mudá-lo é um direito garantido pela própria Constituição! Qualquer um pode, a qualquer momento, escolher ser o militante de uma causa. Numa democracia, a única militância permitida a um juiz é a letra da lei. É ali que ele acha o direito, não na rua. Na rua costuma estar o arbítrio, que a lei coíbe e corrige.

(Artigo publicado originalmente no Blog do Autor)

O TEXTO PRECONCEITUOSO DE GILBERTO DIMENSTEIN CONTRA OS EVANGÉLICOS

Por Reinaldo Azevedo

Gilberto Dimenstein, para manter a tradição — a seu modo, é um conservador, com sua mania de jamais surpreender — , resolveu dar mais uma contribuição notável ao equívoco ao escrever hoje na Folha Online sobre a Marcha para Jesus e sobre a parada gay. Segue seu texto em vermelho. Comento em azul.

São Paulo é mais gay ou evangélica?

Sem qualquer investimento voluntário na polissemia, é um texto tolo de cabo a rabo; do título à última linha. São Paulo nem é “mais gay” nem é “mais evangélica”. Fizesse tal consideração sentido, a cidade é “mais heterossexual” e “mais católica”, porque são essas as maiorias, embora não-militantes. Ora, se a diversidade é um dos aspectos positivos da cidade, como sustenta o articulista, é irrelevante saber se a cidade é “mais isso” ou “mais aquilo”, até porque não se trata de categorias excludentes. Se número servisse para determinar o “ser” da cidade — e Dimenstein recorre ao verbo “ser” —, IBGE e Datafolha mostram que os cristãos, no Brasil, ultrapassam os 90%.

Como considero a diversidade o ponto mais interessante da cidade de São Paulo, gosto da idéia de termos, tão próximas, as paradas gay e evangélica tomando as ruas pacificamente. Tão próximas no tempo e no espaço, elas têm diferenças brutais.

Nessas poucas linhas, o articulista quer afastar a suspeita de que seja preconceituoso. Está, vamos dizer assim, preparando o bote. Vamos ver.

Os gays não querem tirar o direito dos evangélicos (nem de ninguém) de serem respeitados. Já a parada evangélica não respeita os direitos dos gays (o que, vamos reconhecer, é um direito deles). Ou seja, quer uma sociedade com menos direitos e menos diversidade.

Está tudo errado! Pra começo de conversa, que história é essa de que “é um direito” dos evangélicos “não respeitar” os direitos dos gays? Isso é uma boçalidade! Nenhum evangélico reivindica o “direito” de “desrespeitar direitos” alheios. A frase é marota porque embute uma acusação, como se evangélicos reivindicassem o “direito” de desrespeitar os outros.


Agora vamos ver quem quer tirar o direito de quem. O tal PLC 122, por exemplo, pretende retirar dos evangélicos — ou, mais amplamente, dos cristãos — o direito de expressar o que suas respectivas denominações religiosas pensam sobre a prática homossexual. Vale dizer: são os militantes gays (e não todos os gays), no que concerne aos cristãos, que “reivindicam uma sociedade com menos direitos e menos diversidade”. Quer dizer que a era da afirmação das identidades proibiria cristãos, ou evangélicos propriamente, de expressar a sua? Mas Dimenstein ainda não nos ofereceu o seu pior. Vem agora.

Os gays usam a alegria para falar e se manifestar. A parada evangélica tem um ranço um tanto raivoso, já que, em meio à sua pregação, faz ataques a diversos segmentos da sociedade. Nesse ano, um do seus focos foi o STF.

Milhões de evangélicos se reuniram ontem nas ruas e praças, e não se viu um só incidente. A manifestação me pareceu bastante alegre, porém decorosa. Para Dimenstein, no entanto, a “alegria”, nessa falsa polarização que ele criou entre gays e evangélicos, é monopólio dos primeiros. Os segundos seriam os monopolistas do “ranço um tanto raivoso”. Ele pretende evidenciar o que diz por meio da locução conjuntiva causal “já que”, tropeçando no estilo e no fato. A marcha evangélica, diz, “faz ataques a diversos segmentos da sociedade” — neste ano, “o STF”. O democrata Gilberto Dimenstein acredita que protestar contra uma decisão da Justiça é prova de ranço e intolerância, entenderam? Os verdadeiros democratas sempre se contentam com a ordem legal como ela é. Sendo assim, por que os gays estariam, então, empenhados em mudá-la? No fim das contas, para o articulista, os gays são naturalmente progressistas, e tudo o que fizerem, pois, resulta em avanço; e os evangélicos são naturalmente reacionários, e tudo o que fizerem, pois, resulta em atraso. Que nome isso tem? PRECONCEITO!

Por trás da parada gay, não há esquemas políticos nem partidários.

Bem, chego a duvidar que Gilberto Dimenstein estivesse sóbrio quando escreveu essa coluna. Não há?

Na parada evangélica há uma relação que mistura religião com eleições, basta ver o número de políticos no desfile em posição de liderança.

Em qualquer país do mundo democrático, questões religiosas e morais se misturam ao debate eleitoral, e isso é parte do processo. Políticos também desfilam nas paradas gays, como todo mundo sabe.


Isso para não falar de muitos personagens que, se não têm contas a acertar com Deus, certamente têm com a Justiça dos mortais, acusados de fraudes financeiras.

Todos sabem que o PT é o grande incentivador dos movimentos gays. Como é notório, trata-se de um partido acima de qualquer suspeita, jamais envolvido em falcatruas, que pauta a sua atuação pelo mais rigoroso respeito às leis, aos bons costumes e à verdade.

Nada contra –muito pelo contrário– o direito dos evangélicos terem seu direito de se manifestarem. Mas prefiro a alegria dos gays que querem que todos sejam alegres. Inclusive os evangélicos.

Gilberto Dimenstein precisa estudar o emprego do infinitivo flexionado. A inculta e bela virou uma sepultura destroçada no trecho acima. Mas é pior o que ele diz do que a forma como diz. Que história é essa de “nada contra”? Sim, ele escreve um texto contra o direito de manifestação dos evangélicos. O fato de ele negar que o faça não muda a natureza do seu texto. Ora, vejam como os militantes gays são bonzinhos — querem que todos sejam alegres —, e os evangélicos são maus: pretendem tolher a livre manifestação do outro. SÓ QUE HÁ UMA DIFERENÇA QUE A ESTUPIDEZ DO TEXTO DE DIMENSTEIN NÃO CONSIDERA: SÃO OS MILITANTES GAYS QUE QUEREM MANDAR OS EVANGÉLICOS PARA A CADEIA, NÃO O CONTRÁRIO. São os movimentos gays que querem rasgar o Artigo 5º da Constituição, não os evangélicos.

Civilidade é a diversidade. São Paulo, portanto, é mais gay do que evangélica.

Hein??? A conclusão, obviamente, não faz o menor sentido nem decorre da argumentação. Aquele “portanto” dá a entender que o autor demonstrou uma tese. Bem, por que a conclusão de um texto sem sentido faria sentido? Termina tão burro e falacioso como começou.

Texto publicado originalmente às 16h48 desta sexta (24) no Blog de Reinaldo Azevedo

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Que País é esse?

Por Francisco Espiridião

Sob a égide do PT, o Brasil se torna cada vez mais surpreendente. Surpreendente não no sentido benéfico, mas sim, no que há de mais pernóstico em termos de atitudes humanas.

Estamos, dia após dia, forjando um conceito espúrio e extremamente negativista sobre nós mesmos diante das demais nações civilizadas. Seguimos uma esburacada estrada que em breve nos tornará a escória do mundo.

O tal do politicamente correto toma conta das consciências. Conceitos antes tidos como virtude, decência e bons costumes, tudo hoje é jogado solenemente na lata do lixo.

Os mais jovens já não têm mais em quem se espelhar. Os líderes sucumbem no lamaçal do pecado. A cara não fica vermelha quando são pegos com a boca na botija.

Um ministro é flagrado na imoralidade do enriquecimento ilícito – 20 milhões de reais em quatro anos e, destes, 10 milhões apenas em dois meses – e nem por isso é demitido do cargo. Pede para sair para "não prejudicar o diálogo no governo".

De outro, descobre-se que forjou o conhecido "Escândalo dos Aloprados" (arrecadação de dinheiro para forjar dossiê falso), e nem por isso é incomodado. Permanece na alta cúpula do governo.

A título de uma liberdade desvairada, embarcamos todos na canoa furada do vale tudo. Liberou geral! (Falta ainda as drogas, mas, pelo andar da carruagem, está bem perto disso).

Até para as autoridades roubarem já tem lei proposta no Congresso, com pompa e circunstância.

Por meio dos instrumentos regulatórios, a sociedade não poderá mais tomar conta daquilo que o governo pretende gastar com os preparativos da Copa de 2014.

Num país onde autoridades surrupiam até cestas básicas destinadas a desabrigados das chuvas no Nordeste (estado de Alagoas), como se acreditar que a montanha de dinheiro destinada a tal preparação será mesmo consumida de forma honesta?

No Brasil, a Justiça está em constante conflito com a justiça. Decisões são tomadas umas de encontro às outras. Não se sabe mais o que é certo e o que é errado.

A Alta Corte (leia-se STF - o Supremo Tribunal Federal) liberta o supercriminoso italiano Cesare Battisti, que matou quatro em seu país e, por isso, condenado a prisão perpétua, enquanto o governo petista extradita dois atletas cubanos pelo crime de terem abandonado a delegação e se eximido de voltar para a Ilha.

O ex-jogador Edmundo, condenado pela morte de três jovens em um acidente de trânsito ocorrido em 1995, não conseguiu passar mais que 18 horas no xadrez. As famílias dos mortos que se lixem.

Enquanto isso, Angélica Teodoro, que surrupiou um pote de margarina de um supermercado, em São Paulo, ficou na prisão por nada menos que 123 dias. Aguarda em liberdade a decisão final dos recursos impetrados.

Este é, definitivamente, um país de cabeça para baixo.

domingo, 19 de junho de 2011

Mesmo com decisão do STF, casal gay tem união estável cancelada em Goiás

Rafhael Borges
Especial para o UOL Notícias - Em Goiânia

O primeiro casal gay de Goiânia a registrar sua união depois da decisão de reconhecimento do STF (Supremo Tribunal Federal) perdeu o direito de permanecer em união estável. O juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública Municipal e Registros Públicos de Goiânia, Jeronymo Pedro Villas Boas, cancelou de ofício (ou seja, sem nenhum pedido) o contrato.

O magistrado contestou a decisão do Supremo, e disse que a Corte não tem competência para alterar normas da Constituição Federal. O artigo 226 traz em seu texto que, “para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão”. Esta seria a norma que o juiz entendeu inviolável.

A decisão que cancelou o contrato também determinou a comunicação a todos os Cartórios de Registro de Títulos e Documentos e do Registro Civil da comarca de Goiânia para que nenhum deles faça a escrituração de declaração de união estável entre pessoas do mesmo sexo. Segundo a ordem, só terá validade o ato entre pessoas do mesmo sexo se houver decisão judicial prévia.

O casal Liorcino Mendes e Odílio Torres registrou a união em 9 de maio. Procurados pelo UOL Notícias para comentar a decisão judicial, eles afirmaram que foi uma medida escandalosamente ilegal e desrespeitosa. “O Poder Judiciário não pode criar um ambiente de insegurança jurídica no país. E mais do que isso: não podemos aceitar que cidadãos homossexuais paguem impostos e altos salários de juízes para que estes, de forma discriminatória e preconceituosa, desrespeitem até as decisões da maior Corte do país.”

Documento ao CNJ

Mendes, que é jornalista e bacharel em direito, encaminhou um documento ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Em um dos trechos, afirmou que a união foi um dos momentos de maior felicidade da vida do casal. “Nos sentimos como pessoas dignas de direitos e não mais cidadãos de segunda categoria, onde éramos obrigados apenas a cumprir deveres como pagar impostos, votar, mas sempre tendo nossos direitos como pessoas naturais negados.”

Mendes utiliza várias normas jurídicas para fundamentar o pedido e contestar a decisão do juiz, que, segundo ele, não poderia proferir uma decisão como esta. E pede ao ministro Cezar Peluso, presidente do CNJ, que o conselho mova uma ação para pedir o afastamento imediato do juiz, e manter a união.
Na próxima segunda-feira (20), o casal vai pedir ajuda à comissão da diversidade sexual da OAB de Goiás, ao Conselho Nacional de Justiça e a Corregedoria do Tribunal de Justiça de Goiás, para que sejam garantidos os direitos adquiridos.

“Este foi o maior momento de frustração em nossas vidas. Um sentimento de descrédito sobre as instituições públicas, sobre a Justiça do nosso Estado”, finalizou Mendes.

sábado, 18 de junho de 2011

O Brasil se transformou na Magistraturocracia

Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net/

Por Thomas Korontai

Democracia já era. Legislativo, um suposto poder representativo da Sociedade pode estar com os dias contados. As últimas decisões do STF demonstram que os ministros, a maioria absoluta apontados pelo governo Lula, estão legislando de acordo com a corrente política ditada pelo Planalto e não mais pelo que está escrito na Carta Magda, ops!, Carta Magna. É verdade que a Constituição vigente é ruim em muitos aspectos, mas, é a Constituição, é o que se tem para respeitar. Se isso não é levado em consideração, então estamos fritos.

Neste ano, três casos emblemáticos. O primeiro, os ministros rasgaram o art. 226 da Constituição Federal que diz claramente:

Art. 226. A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado.

§ 1º - O casamento é civil e gratuita a celebração.

§ 2º - O casamento religioso tem efeito civil, nos termos da lei.

§ 3º - Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento.

Em nenhum lugar está escrito que duas pessoas do mesmo sexo podem “casar”. E não estou dizendo que sou contra duas pessoas assim viverem juntas, isso é questão de foro intimo. Mas, se tivesse que existir o tal “casamento”, que fosse devidamente instituído por meio de uma PEC. O STF não podia fazer o que fez.

O caso do terrorista Batisti, condenado na Itália à prisão perpétua feriu todos os preceitos da legalidade, da Justiça, do bom senso, das relações internacionais, enfim, não sobrou nada que pudesse se salvar. Nem o tal direcionamento “humanista” apregoado pelas mariposas do Planalto. Rasgou-se a Constituição. Novamente..

Agora, a “Marcha pela Maconha”, liberada por unanimidade pelos oito ministros presentes, criou precedente para uma série de coisas. Para fundamentar o que afirmo, mais do que a questão da liberdade de expressão, está o bom senso desta liberdade. Toda liberdade tem limites. A liberdade precisa de pesos e contrapesos. Se assim não fosse, o piloto não precisaria do avião para voar livre como os pássaros. Todo e qualquer cidadão poderia fazer o que bem entendesse, afinal, é a liberdade! Ladrões e assassinos ficam livres para fazer o que quiserem, porque afinal, não se pode restringir o exercício da profissão, como bem lembrou o advogado de um dos assassinos do estudante da USP.

Pois bem, com o precedente aberto, não vejo impedimento para que os pedófilos saiam às ruas para exigir a descriminalização da pedofilia. E porque não, os bandidos unidos exigirem a descriminalização dos seus atos? E os Sem Terra, exigir a legalização das terras, e por que não também, qualquer outro tipo de propriedades invadidas por eles e para eles? Agora tudo pode!

Não se trata de liberdade de expressão. Não é pelo fato de esta estar “garantida” (diante da postura do STF, não temos mais quem guarde a Constituição, por isso as aspas) no art. 5º que você vai sair xingando todo mundo, publicamente. Se xingar seu chefe, seu empregador, e você for para a rua vai poder processá-lo por censura ao seu direito de expressão?

As conseqüências poderão ser muito graves. Além dos precedentes criados, da magistraturocracia implantada ao revel do Congresso, que nada faz, pois está regiamente compensado pelas benesses da “coalizão” com o Poder Executivo (apesar de agora querer mais e mais...), as franquias para os traficantes estão garantidas, pois nada mais será apologia ao crime, ao consumo de drogas, à libertinagem ampla, geral e irrestrita. Liberou geral!
Enquanto na Inglaterra se diz “God Save the Queen” e nos EUA, “God bless the America”, aqui só podemos dizer “Cada um por si, Deus por todos”.

Thomas Korontai é fundador e líder do Movimento Federalista – www.movimentofederalista.org.br

sexta-feira, 10 de junho de 2011

STF pode garantir reajustes anuais ao funcionalismo

O STF iniciou nesta quinta (9) o julgamento de uma ação que pode resultar na garantia de reajustes anuais para servidores federais, estaduais e municipais.

Relator do processo, o ministro Marco Aurélio Mello reconheceu o direito do funcionalismo à reposição das perdas impostas pela inflação.

Disse que a correção monetária anual dos contracheques dos servidores públicos está prevista no inciso 10o do artigo 37 da Constituição.

A despeito disso, realçou o ministro, estabeleceu-se um “círculo vicioso” nas esferas “federal, estadual e municipal”.

No dizer do ministro, os governantes mantêm “os olhos fechados” para o texto constitucional, descumprindo-o.

A ação é movida por servidores públicos de São Paulo. Está submetida, porém, ao princípio da “repercussão geral”.

Significa dizer que a decisão do Supremo valerá para todos os servidores do país, inclusive os do Poder Judiciário. Coisa de 10 milhões de pessoas.

O julgamento não foi concluído porque a ministra Cármen Lucia, primeira a se pronunciar depois da leitura do voto do relator, pediu vista dos autos.

Os servidores de São Paulo, Estado governado pelo PSDB há 16 anos, reivindicam no STF uma indenização pelos reajustes que não receberam nos últimos anos.

Marco Aurélio não se limitou a deferir o pedido. Decidiu que a indenização terá de ser paga com juros e correção monetária.

Para ele, ao sonegar ao funcionalismo a reposição dos indices de inflação, o Poder Público aufere “vantagem indevida”. Algo que, diante do poderio do Estado, aproxima-se do “fascismo”. O ministro acrescentou:

“Não se pode adotar entendimento que implique supremacia absoluta do Estado, em conflito com o regime democrático e republicano”.

O Judiciário não tem poderes para obrigar União, Estados e municípios a conceder reajustes salariais. Porém, o ministro fez uma distinção entre reajuste e reposição inflacionária.

“Correção monetária não é acréscimo, não é ganho, é mera reposição com o escopo de preservar o valor” do salário, disse ele.

Marco Aurélio serviu-se de emenda aprovada sob FHC para justificar a concessão do pedido feito pelos servidores do Estado governado pelo tucano Geraldo Alckmin.

Lembrou que a redação do inciso 10o do artigo 37 da Constituição, que prevê os reajustes anuais, foi fixada por uma reforma administrativa de 1998.

O ministro reproduziu trecho da justificativa enviada ao Legislativo por Clóvis Carvalho, à época o chefe da Casa Civil de Fernando Henrique Cardoso.

O auxiliar de FHC escreveu que os objetivos da reforma eram: “recuperar o respeito e a imagem do servidor público perante a sociedade; estimular o desenvolvimento profissional dos servidores e; por fim, melhorar as condições de trabalho”.

E Marco Aurélio: “Vê-se, então, que a reforma administrativa veio para melhorar as condições do servidor”. Daí a sua interpretação do texto constitucional.

O julgamento será retomado quando Cármen Lucia devolver o processo ao plenário do Supremo. Não há, por ora, data prevista.

Transcrito do Blog de Josias de Souza/Folha-Uol

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Imagina o tamanho do prejuízo

Carta aberta a um casal de amigos de Recife

Aqui a coisa está meio esquisita. Só muita oração. O Beiral e os bairros Paraviana e Cauamé já estão com muitas casas alagadas e com o rio subindo a cada hora. Muitas pessoas desalojadas. O problema não são as chuvas, que até já estiaram.

A razão da enchente é que o rio Negro (Aquele que banha Manaus), onde o rio Branco deságua, está cheio e represa as águas que vêm de cima. Caracaraí está sendo atingida de forma mais implacável. A casa da Fátima, irmã da Eliana, já está com água lambendo o piso. A Marcela, que é sargento do Corpo de Bombeiros, foi destacada para lá. Precisa de suas orações também.

A previsão é que as águas ainda durem mais alguns dias para baixar. Para se ter uma ideia da gravidade, ontem à tarde a BR-401, que liga Boa Vista a Bonfim, foi interditada.

As águas, que continuam subindo, estavam passando mais de meio metro sobre a pista naquela baixada antes de chegar na cidade Santa Cecília (entrada para o Haras), logo depois que se sai da ponte dos Macuxis indo para Bonfim, lembra? Amanhã, o ministro Fernando Coelho, da Integração Nacional, vem a Roraima para ver o tamanho do estrago e talvez liberar recursos para ajudar os desabrigados.

Não, até agora, ninguém da igreja foi afetado. A BR-174 foi a primeira a ser interditada. Até a ponte sobre o rio Branco em Caracaraí já está deixando dúvidas com relação à sua estrutura. As consequências são terríveis. Filas quilométricas nos postos de combustíveis. Ainda não saí de casa hoje, mas acredito que já não tenha mais gasolina na cidade. O gás de cozinha acabou ontem no comércio. Dizem que uma balsa saiu de Manaus com o produto.

O medo geral é o desabastecimento de alimentos, também. Começa uma verdadeira corrida aos supermercados. Mas cremos que o Senhor está no comando de tudo. Por enquanto, estamos todos bem.

Fotos cedidas pela reporter fotográfica France Telles.  

A primeira, só o cocuruto de uma casa do Beiral. Esta ao lado, a Orla de Boa Vista tomada pelas águas. Quando o rio está no nível normal, dá uma bela visão a quem a visita. Local aprazível, onde havia shows, música ao vivo, lanchonetes, pizzaria. Tudo agora debaixo dágua.  

sábado, 4 de junho de 2011

É brincadeira, meu cumpadi!

FRANCISCO ESPIRIDIÃO

O Brasil já teve vários ministros atrapalhados, surgidos principalmente depois que os militares entregaram o poder aos civis. Entre tantos, podem-se citar o dublê de astronauta Gustavo Krause, ministro da Fazenda durante o governo Itamar Franco.

Pernambucano de Vitória de Santo Antão, Krause ainda continua na política regional de seu estado, encostado no DEM. No Ministério, não conseguiu emplacar os três meses. Tomou posse em 2 de outubro e deixou o cargo em 16 de dezembro de 1992.

Outro despirocado foi o eletricista Antônio Rogério Magri (o "imexível"), que assumiu o Ministério do Trabalho durante o governo do defenestrado presidente Fernando Collor de Mello. Tendo um carro de sua Pasta sido flagrado levando sua cadela de estimação ao veterinário, Magri mostrou-se surpreso:

- Que mal tem? A bichinha é um ser humano como outro qualquer.

Tudo bem. Ministros desmiolados são artigos que não faltam na história da República de Banânia. Mas, de topete alto e elevada moral de cueca (nada a ver com os dólares na cueca do petista cearense) ainda estávamos por ver uma safra tão pródiga quanto à petista dos últimos anos.

Ricardo Berzoíni (Trabalho), Benedita da Silva (Ação Social, substituída por Patrus Ananias), Luiz Gushiken (o das cartilhas), e por aí vai. Para quem não lembra, Berzoíni é aquele que queria exterminar os velhinhos aposentados. Benedita da Silva fez turismo com dinheiro público na Argentina.

Ah, ia esquecendo aquele que a gente pode chamar de bola da vez: Antônio Palocci (atual Casa Civil da Presidência da República). Está atolado até o pescoço com a história do enriquecimento meteórico - R$ 20 milhões em apenas quatro anos. Deste total, 10 milhões apenas nos dois últimos meses de 2010.

Em passado não muito remoto, enquanto superministro da Fazenda do governo Lula, Palocci enredou-se com a história da quebra de sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa. Por isso, perdeu o cargo de ministro. Mas foi inocentado escandalosamente pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Em maio passado, a Caixa Econômica Federal confirmou na Polícia Federal que a ordem para a quebra do sigilo do caseiro partiu mesmo do gabinete de Palocci.

Mas, incompetência mesmo tem nome e endereço no Ministério de Dilma. Chama-se Fernando Haddad. Não tem pra ninguém. O homem é detentor do cetro máximo. A cada dia surge novo furacão, e quem está no olho do danado? Quem, senão Haddad?

Responda depressa: quantas vezes o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) foi fraudado sob a direção de Fernando Haddad? Eu ajudo: foram pelo menos duas vezes consecutivas, em 2009 e 2010. A barbeiragem da primeira vez foi repetida com pompa e circunstância no ano seguinte.

Sob as barbas de Haddad, os “petralhas” prepararam uma cartilha que introduzia criancinhas no “alegre” mundo gay. Depois de questionamentos nada espartanos, a cartilha transformou-se em “kit gay”, a ser distribuído aos alunos do ensino médio. Ensinava os jovens a fazerem sexo anal sem dor. Considerado moeda de troca diante do atual imbróglio envolvendo Palocci, tal excrescência foi jogada na lata de lixo.

Mais recentemente, Haddad se viu enredado pelo caso do tal livro que argui que repreender quem fala "nós vai", "os livro" é usar de preconceito linguístico. O tal do politicamente correto.

E, para fechar com chave de ouro, Haddad agora está cheio de dedos para explicar gastos da ordem de 14 milhões de reais para a impressão de 7 milhões de livros didáticos que ensinam a preciosidade matemática: 10 – 7 = 4.

Isso já não é mais incompetência. É deboche mesmo.

Mais uma da pasta de Haddad, o incansável

MEC gasta R$ 14 milhões para imprimir 7 milhões de livros e ensinar que 10 menos 7 são 4

Por Marta Salomon e Denise Madueño, no Estadão:

O Ministério da Educação pagou R$ 13,6 milhões para ensinar que dez menos sete é igual a quatro a alunos de escolas públicas da zona rural do país. No segundo semestre de 2010, foram distribuídas com erros graves 200 mil exemplares do Escola Ativa, material destinado às classes que reúnem alunos de várias séries diferentes.

Foram impressos ao todo 7 milhões de livros - cada coleção do Escola Ativa contém 35 volumes. Os erros foram detectados no início do ano, e um grupo de especialistas contratados pelo ministério julgou que eles eram tão graves, tão grosseiros e tão numerosos que não bastava divulgar uma “errata” à coleção.

Os livros com erros foram distribuídos a 39.732 classes multisseriadas da zona rural, presentes em 3.109 municípios e todos os Estados do país. Segundo publicação do MEC, essas classes atendem 1,3 milhão de alunos.

Provocado pelo Estado, o ministro da Educação, Fernando Haddad pediu à Controladoria-Geral da República (CGU) a abertura de sindicância para apurar o tamanho do prejuízo e os responsáveis por ele. Ao mesmo tempo, mandou uma carta aos coordenadores de escolas da zona rural recomendando que os livros do Escola Ativa não sejam usados em sala de aula. A coleção foi retirada do ar também na internet.

“O número de erros é razoável, isso não se resolve com errata”, disse Haddad ao estado, na tarde desta sexta-feira. A reportagem busca informações do MEC sobre o destino da coleção Escola Ativa desde segunda-feira. “Houve uma falha de revisão, essa revisão foi muito malfeita”, admitiu o ministro, insistindo que se trata de um material de apoio às classes multisseriadas no campo. “A interrupção do uso não vai comprometer o ensino, porque esse é um material de uso opcional”, completou.

A última versão da coleção do Escola Ativa teve a impressão encomendada à gráfica e editora Posigraf, de Curitiba. Segundo registro no Portal da Transparência, site mantido pela Controladoria-Geral da União, o trabalho custou aos cofres públicos exatos R$ 13.608.033,33.

O dinheiro seria suficiente para a construção de 36 escolas de educação infantil, segundo cálculo usado recentemente pelo próprio ministério. As 200 mil coleções foram impressas e distribuídas no segundo semestre do ano, sem que percebessem as falhas na edição.

Erros primários. O MEC informou não ter toda a coleção disponível para a consulta em Brasília. Mas, entre os exemplos que condenaram a edição, os erros de matemática são os mais notáveis. Na página 29 do Guia 4 de Matemática, o Escola Ativa convida os alunos a fazer descobertas com números, na companhia dos personagens Joana e Pedro. A página apresenta uma tabela na qual, na qual 10-7=4.

A página 138 do Guia 3, também de Matemática, apresenta tabelas de adição e subtração, para que os alunos confiram os resultados de operações com números entre 9 e 18. Nas tabelas, o Escola Ativa, o aluno da zona rural aprende que 16-8=6 e 16-7=5.

A pedido do MEC, a Controladoria-Geral da República deve abrir sindicância nesta segunda-feira para investigar o caso. O secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do MEC à época da contratação era André Lázaro, atual secretário executivo da Secretaria Nacional de Direitos Humanos. Na última segunda-feira ele disse que a coleção ficara indisponível “para pequenas correções”. Na sexta, não respondeu à reportagem.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

O MEC pirou de vez

Por Edgar Flexa Ribeiro

Não há mais lugar para dúvidas: o Ministério da Educação não sabe o que é uma sala de aula, nem sabe o que é uma escola.

Não conhece os professores. Não sabe a que são obrigados para cumprir o mínimo que se espera deles.

E, sem mais aquela, os convoca para lidar com um tema importante, delicado, que repercute na intimidade e nas convicções das famílias. Tema para o qual o magistério não foi preparado para trabalhar em sala de aula ao longo de sua formação.

O MEC não conhece as famílias, e nem as respeita, nem às suas convicções – certas ou erradas.

Pais, mães, ambientes domésticos não importam para os educocratas. Eles sabem tudo, determinam tudo, aprovam e reprovam a seu talante idéias, medidas e providencias que flutuem a seu redor.

O MEC gosta mesmo é de pegar onda. Singrar os mares em cima de qualquer idéia simpática que lhe cruze o caminho.

Não pensa, não indaga, não examina. Não ouve ninguém e parte para a ação: imprime, edita, distribui, obriga, compele e atrapalha-se a cada momento.

O MEC malbarata a esmo recursos públicos sabidamente escassos. Joga dinheiro público pela janela, em iniciativas que se destroem em pouco tempo.

É uma estrutura pública que vaga sem limites, sem propósito, sem metas, sem controle.

Combater a homofobia é uma boa e bela causa. De modo geral, toda e qualquer “fobia” deve ser mantida sob controle. As fobias são o colapso da razão. Qualquer uma.

Mas elas são parte de nós, vicejam nos mesmos campos em que vivemos todos. Sentimentos arraigados, com raízes profundas naqueles que as compartilham.

Vencê-las não é tarefa de resultados imediatos. Leva tempo, exige esforço continuado.

Como se atreve o MEC a distribuir material de uso em sala de aula, se ele sabe que os profissionais a quem caberá empregá-lo não foram formados para isso?

Considera os riscos, os sofrimentos, as perplexidades de crianças, jovens, pais e mães?

Não, os educocratas não se preocupam com o mundo real. A causa é justa, a idéia é boa, o material está ali mesmo.

Por que não produzi-lo em massa? Por que não distribuí-lo às escolas como se distribui a merenda?

E periodicamente as trapalhadas do MEC param o país. É o ENEM que se embaralha todo, é o emprego da norma culta da língua que é colocado em dúvida, é a intromissão brusca no seio das famílias violando sua intimidade.

Esses despautérios todos, sobretudo este último, terminam por acirrar o que pretendia estar combatendo.

Só o MEC consegue isso: dizendo que vai combater a homofobia acaba por excitá-la.

Ah, esse MEC...

Edgar Flexa Ribeiro é educador, radialista e presidente da Associação Brasileira de Educação (Transcrito do blog de Ricardo Noblat) 

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Passividade letárgica

FRANCISCO ESPIRIDIÃO

A imprensa brasileira nunca esteve tão pobre de boas notícias como nos dias atuais. Para escamotear esse deserto, dá-lhe notícia recozida, futricas de última qualidade, picuinhas as mais vis. Para pôr um pouco mais de sal nessa insossa e indigesta salada, aí estão as redes sociais – com suas verdades, meias verdades, injúrias, difamações e todo tipo de dolo contra a última flor do Lácio.

O que impera nesses dias maus – Cristo disse: “basta a cada dia o seu mal” – são acusações de uns e outros sobre coisas da mais alta seriedade, mas que, sabe-se de antemão, o destino final é o buraco negro do esquecimento. Tudo muda com velocidade meteórica. O triste é que essa mutabilidade visa a que tudo continue acabando como tudo acaba na quarta-feira de carnaval: em cinzas.

Denúncias de dilapidação do erário nas três esferas de governo têm para todos os gostos. Diria mesmo que, nos campos político e administrativo, proliferam-se de A a Z. Não se pode dizer que as instituições incumbidas de cercear tais traquinagens estejam paradas - ou de olhos vendados. Mas que andam a passos lerdos, tal qual o bicho preguiça, lá isso andam.

A máxima do sujo falando do mal lavado não tem na história um momento em que sua verdade possa se tornar mais cristalina como agora. Estamos chegando ao ponto de conflagração. Aliás, por muito menos o País imergiu em 21 anos de regime de exceção.

Enquanto isso, a sociedade civil organizada (coletividade dissociada do Estado – Wikipédia) assiste a tudo como se nada fosse com ela. Refestela-se em berço esplêndido, com uma passividade letargicamente espantosa. Resta saber até quando.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Dilma suspende “kit gay” após protesto da bancada evangélica

Por Ana Flor, na Folha Online:

A presidente Dilma Rousseff determinou nesta terça-feira a suspensão da produção e distribuição do kit anti-homofobia em planejamento no Ministério da Educação, e definiu que todo material do governo que se refira a “costumes” passe por uma consulta aos setores interessados da sociedade antes de serem publicados ou divulgados. Segundo o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria Geral), Dilma considerou o material do MEC “inadequado” e o vídeo “impróprio para seu objetivo”.

A manifestação ocorreu na esteira de uma reunião de Carvalho com a bancada evangélica da Câmara. O grupo de parlamentares chegou a ameaçar o governo com obstrução da pauta no Congresso, colaborar com assinaturas para convocar o ministro Antonio Palocci (Casa Civil) a se explicar sobre sua evolução patrimonial e propor uma CPI para investigar o MEC.

Ontem, no plenário, o deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) chegou a pedir a demissão do ministro da Educação, Fernando Haddad. Na semana passada, o mesmo Garotinho, que é vice-presidente da Frente Parlamentar Evangélica, afirmou que a bancada evangélica, composta por 74 deputados, não votaria “nada”, nenhum projeto na Câmara, até que o governo recolhesse os vídeos anti-homofobia.

Mesmo depois das declarações do Planalto, Gilberto Carvalho afirmou que não há “toma lá, dá cá” entre o governo e a bancada evangélica na questão do kit e da convocação de Palocci.

O MEC nega que o kit e os vídeos que vazaram na internet tenham sido aprovados pelo ministério. Eles teriam sido produzidos por ONGs que prestam serviços à pasta e estariam em avaliação.Os deputados da bancada evangélica afirmam que os vídeos e a cartilha anti-homofobia “são um estímulo ao homossexualismo”. “Mostramos ao ministro Gilberto Carvalho que é virulenta a maneira como o material está sendo aplicado”, disse o ex-governador do Rio.

(Transcrito do blog de Reinaldo Azevedo)

segunda-feira, 23 de maio de 2011

A DITADURA COR-DE-ROSA

GUILHERME FIUZA

O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), uma espécie de gorila assumido, foi ao Senado protestar contra uma cartilha de prevenção à homofobia que o governo pretende distribuir. Acabou agredido pela senadora Marinor Brito (PSOL-PA), defensora dos homossexuais.

Esses gorilas não sabem com quem estão se metendo. A tal cartilha, que está sendo preparada pelo MEC, será distribuída em escolas públicas, no ensino fundamental. A ideia é ensinar à criançada que namorar pessoas do mesmo sexo é saudável, ou seja, que ser gay é normal.

Nada como um governo progressista, disposto a formar a cidadania sexual de seu povo. Pelos cálculos do MEC, uma criança de sete anos de idade que chegar à escola e receber em mãos uma historinha de amor homossexual terá menor probabilidade de chamar o coleguinha de bicha, ou a coleguinha de sapatão.

É difícil imaginar o que se passará na cabeça de cada uma dessas crianças diante do kit de orgulho gay do governo.

Mas não é tão difícil imaginar o que se passa na cabeça do MEC, ou melhor, do ministro da Educação. Assim como a quase totalidade da administração petista, o ministro da Educação, Fernando Haddad, só pensa naquilo — fazer política.

Em 2010, no bicampeonato do vexame do Enem, ele estava trabalhando duro na campanha eleitoral de Dilma Rousseff.

Sem tempo, portanto, para detalhes secundários, como a impressão trocada de gabaritos, que corrompeu a prova e infernizou a vida de mais de três milhões de estudantes.

No ano anterior o Enem tinha naufragado após o vazamento da prova, e no ano seguinte Haddad foi premiado com a permanência no cargo pelo novo governo. Honra ao mérito. Nesse meio tempo, o país caiu 20 posições no Índice de Desenvolvimento Humano da ONU para educação (ficando em 93º, atrás de Botswana).

Mas o ministro tem sempre uma “pesquisa interna” para oferecer aos jornalistas — dos quais nunca se descuida —, mostrando ótimas avaliações do ensino público.

No governo da “presidenta”, que vive dessa mitologia do oprimido, a cartilha sexual do companheiro Haddad é mais um afago no mercado político GLS. Um mercado que não para de crescer. Ao lado do avanço nos direitos dos gays, legítimo e importante, a indústria do politicamente correto vai criando um monstro. Foi esse monstro que distribuiu tapas na turma do deputado Bolsonaro.

É o monstro que transforma uma boa causa em revanche, histeria e intolerância. Que quer ensinar orgulho gay em escola primária. É a estupidez travestida de virtude. O barraco entre o gorila e a serpente aconteceu na Comissão de Direitos Humanos do Senado. Ali se discutia o projeto que transforma homofobia em crime. É um pacote de regras restritivas, como a que proíbe um pregador evangélico, por exemplo, de criticar o homossexualismo fora dos limites de sua igreja.

Os generais de 64 (heróis de Bolsonaro) não fariam melhor.

O totalitarismo, quem diria, também está saindo do armário. A relatora do projeto é a senadora Marta Suplicy (PT-SP), que se retirou da sessão quando a confusão estourou. Ela teve sorte. Não de se livrar dos tapas, mas de escapar da sua própria lei.

Menos de três anos atrás, ela fez insinuações de homossexualismo contra o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, seu adversário eleitoral na época.

Talvez seja o caso de incluir uma ressalva no projeto, anistiando os companheiros progressistas que ferirem o orgulho gay por relevante conveniência política. Mais do que nunca, a propaganda é a alma do negócio. Depois que Dilma Rousseff virou símbolo meteórico de afirmação feminina, ninguém mais segura os gigolôs da ideologia.

Basta um slogan na cabeça e uma caneta na mão, e tem-se uma revolução de butique.

Está prestes a ser aprovada a lei que obriga a fabricação de calcinhas e cuecas com etiquetas de advertência contra o câncer de próstata e de colo do útero, além de sutiãs com propaganda de mamografia.

É incrível que ainda continuem vendendo chocolate sem uma tarja de advertência contra a gordura e as espinhas.

É preciso ensinar a sociedade a ser saudável.

O Estado politicamente correto sabe o que é bom para você. Em nome da modernização dos costumes, assiste-se a uma escalada medieval de proibição da propaganda de produtos que fazem mal, e de obrigatoriedade de mensagens que fazem bem.

Até a obra de Monteiro Lobato quase entrou na dança: ia ser crivada de notas explicativas a cada aparição de Tia

Nastácia, em defesa da honra dos afrodescendentes. Os justiceiros do Conselho Nacional de Educação ainda não desistiram de corrigir o escritor.

É interessante ter um ex-BBB no Congresso defendendo os direitos dos homossexuais.

Mas é estranho ter no reacionário Jair Bolsonaro a voz solitária contra os excessos da patrulha GLS.

Talvez a consciência brasileira mereça, de fato, ser governada pelas cartilhas demagógicas do MEC.

GUILHERME FIUZA é jornalista.

Fonte: Jornal O Globo

sábado, 21 de maio de 2011

Se aqui fosse os Estados Unidos...

Fica clara como água límpida para qualquer um que ler o post abaixo, de autoria do jornalista Augusto Nunes, sobre o caseiro Francenildo e a camareira Nafissatou, a verdadeira razão de os Estados Unidos serem a maior potência do Mundo e nós, brasileiros, jogando milho aos pombos.

Enquanto os Estados Unidos fazem valer o que está escrito, por aqui, nós vamos - para usar uma palavra da presidente Dilma - tergiversando (vige...). Nossa justiça usa de subterfúgios para justificar o injustificável. Prega que o que está escrito não é bem assim...

Fosse nos Estados Unidos, os quarenta ladrões enrolados no Supremo Tribunal Federal pelo esquema do mensalão já estariam todos na cadeia. Inlcusive o Ali Babá, o chefe deles, o ex-presidente Lula da Silva.

Definitivamente, aqui não é os Estados Unidos. Estamos mais para o Haiti.

Infelizmente.

A indignação dos brasileiros sensatos detém a ofensiva dos professores de ignorância

Augusto Nunes/Veja

“Por que, em educação, todo mundo acha que conhece os assuntos e pode falar com propriedade? “, irritou-se a professora Heloísa Ramos. “Esse assunto é complexo, é para especialistas”. Segundo a autora de “Por uma vida melhor”, um linguista tem o direito de ensinar que falar errado está certo sem que ninguém tente defender o idioma e os estudantes. Feito o preâmbulo, Heloísa baixou o decreto: “Eu não admito mais que alguém escreva que nosso livro ensina a falar errado ou que não se dedica a ensinar a norma culta”.

Tão infeliz quanto a já famosa ”Os livro ilustrado mais interessante estão emprestado”, abre-alas do desfile de absurdos patrocinado pelo Ministério da Educação, a frase foi pulverizada por quem trata o português com o carinho que lhe negam os demagogos da linguística. Três exemplos:

Merval Pereira, colunista de O Globo: “A pretexto de defender a fala popular como alternativa válida à norma culta do português, o Ministério da Educação está estimulando os alunos brasileiros a cultivarem seus erros, que terão efeito direto na sua vida na sociedade e nos resultados de exames, nacionais e internacionais, que avaliam a situação de aprendizado dos alunos, debilitando mais ainda a competitividade do país”.

Marcos Vilaça, presidente da Academia Brasileira de Letras: “Discordo completamente do entendimento que os professores que fizeram esse trabalho têm. Uma coisa é compreender a evolução da língua, que é um organismo vivo, a outra é validar erros grosseiros. É uma atitude de concessão demagógica. É como ensinar tabuada errada. Quatro vezes três é sempre 12, na periferia ou no palácio”.

Clóvis Rossi, colunista da Folha de S. Paulo: “Os autores do crime linguístico aprovado pelo MEC usam um argumento delinquencial para dar licença para o assassinato da língua: dizem que quem usa ‘os livro’ precisa ficar atento porque ‘corre o risco de ser vítima de preconceito linguístico’. Absurdo total. Não se trata de preconceito linguístico. Trata-se, pura e simplesmente, de respeitar normas que custaram anos de evolução para que as pessoas pudessem se comunicar de uma maneira que umas entendam perfeitamente as outras (…) Que os professores prefiram a preguiça ao ensino, já é péssimo. Que o MEC os premie, é crime”.

Suponha-se que um ex-aluno de Heloísa Ramos resolva dispensar a norma culta na defesa oral de uma tese de doutorado. Suponha-se que faça parte da banca examinadora algum sacerdote da seita que acredita que na linguagem popular, como nos piores bordéis, tudo é permitido ─ as regras só valem para a linguagem escrita. Suponha-se que o expositor decida começar a apresentação saudando os integrante da mesa e os professor presente. Como reagiria o linguista do povo? Com aplausos e gritos de “bravo!”? Ou com um pedido antecipado de desculpas ao candidato a doutor condenado à reprovação?

Indiferente a exemplos do gênero, surdo ao coro dos sensatos, o MEC comunicou que não pretende recolher os exemplares distribuídos a 485 mil estudantes, jovens e adultos, pelo Programa Nacional do Livro Didático. A escolha das obras é feita por professores universitários, esclareceu um dos porta-vozes do subitamente silencioso Fernando Haddad. “Por uma vida melhor”, por exemplo, teve o aval de um grupo de docentes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. É preciso respeitar o endosso da junta de acadêmicos.

O MEC vai acabar mudando de ideia por força de ações judiciais, previne a procuradora Janice Ascari, do Ministério Público Federal. Aturdida com o que leu, Janice mandou um recado em bom português aos editores e autores: “Vocês estão cometendo um crime contra os jovens, prestando um desserviço à educação e desperdiçando dinheiro público com material que emburrece em vez de instruir”. Os livro pode ser emprestado a quem os autor quiser. Mas os brasileiros que mantêm o juízo e cada plural em seu lugar não vão admitir o triunfo dos professores de ignorância.

O caseiro do Piauí e a camareira da Guiné

Augusto Nunes/Veja
Nafissatou Diallo e Francenildo: exemplos de justiça e justiça             
Nascido no Piauí, Francenildo Costa era caseiro em Brasília. Em 2006, depois de confirmar que Antonio Palocci frequentava regularmente a mansão que fingia nem conhecer, teve o sigilo bancário estuprado a mando do ministro da Fazenda.

Nascida na Guiné, Nafissatou Diallo mudou-se para Nova York em 1998 e é camareira do Sofitel há três anos. Domingo passado, enquanto arrumava o apartamento em que se hospedava Dominique Strauss-Kahn, foi estuprada pelo diretor do FMI e candidato à presidência da França.

Consumado o crime em Brasília, a direção da Caixa Econômica Federal absolveu liminarmente o culpado e acusou a vítima de ter-se beneficiado de um estranho depósito no valor de R$ 30 mil. Francenildo explicou que o dinheiro fora enviado pelo pai. Por duvidar da palavra do caseiro, a Polícia Federal resolveu interrogá-lo até admitir, horas mais tarde, que o que disse desde sempre era verdade.

Consumado o crime em Nova York, a direção do hotel chamou a polícia, que ouviu o relato de Nafissatou. Confiantes na palavra da camareira, os agentes da lei descobriram o paradeiro do hóspede suspeito e conseguiram prendê-lo dois minutos antes da decolagem do avião que o levaria para Paris ─ e para a impunidade perpétua.

Até depor na CPI dos Bingos, Francenildo, hoje com 28 anos, não sabia quem era o homem que vira várias vezes chegando de carro à “República de Ribeirão Preto”. Informado de que se tratava do ministro da Fazenda, esperou sem medo a hora de confirmar na Justiça o que dissera no Congresso. Nunca foi chamado para detalhar o que testemunhou. Na sessão do Supremo Tribunal Federal que julgou o caso, ele se ofereceu para falar. Os juízes se dispensaram de ouvi-lo. Decidiram que Palocci não mentiu e engavetaram a história.

Depois da captura de Strauss, a camareira foi levada à polícia para fazer o reconhecimento formal do agressor. Só então descobriu que o estuprador é uma celebridade internacional. A irmã que a acompanhava assustou-se. Nafissatou, muçulmana de 32 anos, disse que acreditava na Justiça americana. Embora jurasse que tudo não passara de sexo consensual, o acusado foi recolhido a uma cela.

Nesta quinta-feira, Francenildo completou cinco anos sem emprego fixo. Palocci completou cinco dias de silêncio: perdeu a voz no domingo, quando o país soube do milagre da multiplicação do patrimônio. Pela terceira vez em oito anos, está de volta ao noticiário político-policial.

Enquanto se recupera do trauma, a camareira foi confortada por um comunicado da direção do hotel: “Estamos completamente satisfeitos com seu trabalho e seu comportamento”, diz um trecho. Nesta sexta-feira, depois de cinco noites num catre, Strauss pagou a fiança de 1 milhão de dólares para responder ao processo em prisão domiciliar. Até o julgamento, terá de usar uma tornozeleira eletrônica.

Livre de complicações judiciais, Palocci elegeu-se deputado, caiu nas graças de Dilma Rousseff e há quatro meses, na chefia da Casa Civil, faz e desfaz como primeiro-ministro. Atropelado pela descoberta de que andou ganhando pilhas de dinheiro como traficante de influência, tenta manter o emprego. Talvez consiga: desde 2003, não existe pecado do lado de baixo do Equador. O Brasil dos delinquentes cinco estrelas é um convite à reincidência.

Enlaçado pelo braço da Justiça, Strauss renunciou à direção do FMI, sepultou o projeto presidencial e é forte candidato a uma longa temporada na gaiola. Descobriu tardiamente que, nos Estados Unidos, todos são iguais perante a lei. Não há diferenças entre o hóspede do apartamento de 3 mil dólares por dia e a imigrante africana incumbida de arrumá-lo.

Altos Companheiros do PT, esse viveiro de gigolôs da miséria, recitam de meia em meia hora que o Grande Satã ianque é o retrato do triunfo dos poderosos sobre os oprimidos. Lugar de pobre que sonha com o paraíso é o Brasil que Lula inventou. Colocados lado a lado, o caseiro do Piauí e a camareira da Guiné gritam o contrário.

Se tentasse fazer lá o que faz aqui, Palocci teria estacionado no primeiro item do prontuário. Se escolhesse o País do Carnaval para fazer o que fez nos Estados Unidos, Strauss só se arriscaria a ser convidado para comandar o Banco Central. O azar de Francenildo foi não ter tentado a vida em Nova York. A sorte de Nassifatou foi ter escapado de um Brasil que absolve o criminoso reincidente e castiga quem comete o pecado da honestidade.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Senado pode aprovar substitutivo de Marta ao PLC 122 que tolera homofobia só em templos

Por Jorge Serrão - Alertatotal

A temperatura deve atingir sua máxima, logo mais, no inferno do Senado. A Comissão de Direitos Humanos deve votar o polêmico e oportunista substitutivo que a senadora Marta Suplicy (PT-SP) fez no PLC 122. A estratégia petralha, obedecendo à engenharia social globalitária de gerar conflitos permanentes na sociedade brasileira, pretende criminalizar toda opinião filosófica, médica e moral contrária à relação sexual entre homens ou mulheres que pratiquem o homossexualismo, o bissexualismo, o lesbianismo e o transsexsualismo.

O Senado tem tudo para aprovar a aberração jurídica concebida pela sexóloga Marta – que fatura com os votos do segmento GBLT. O criativo substitutivo da petista peca pela contradição e desigualdade. Poupa da questionável “criminalização” os discursos feitos dentro de templos e igrejas contra os homossexuais. Até os defensores da causa GBLT reconhecem que a exceção concebida por Marta – para tentar ficar bem com os evangélicos – mutila o PLC 122 (que já cria um privilégio inconstitucional para uma minoria politicamente ativa, principalmente no jornalismo e no campo artístico).

Inventado em 2006 pela ex-deputada federal Iara Bernardi, do PT de São Paulo, o Projeto de Lei Complementar 122 estava arquivado desde o começo deste ano. A senadora Marta Suplicy conseguiu desarquivá-lo e agora tenta empurrar goela abaixo da nação a lei que criminaliza a "homofobia" nas vias públicas, nos programas de televisão e rádio, nas revistas, jornais, etc.

E a vergonha que era pouca se acabou

Por Gilberto Barbosa de Figueiredo

Poucas vezes na história da república brasileira houve um desapontamento tão grave como o acontecido em relação ao PT, pouco tempo após ter assumido o poder, em 2003. Nos anos anteriores, praticando uma oposição vigorosa, não poupou os adversários então no governo e se apresentava como o partido da ética e da moralidade na política. Tal discurso provocou uma onda de esperança, até mesmo em quem desconfiava da capacidade do PT, em face da pobreza técnica de seus quadros, em sair-se bem no governo da república. Chegou-se a pensar que pelo menos iríamos melhorar as práticas políticas. Triste ilusão! Não foram necessários mais do que alguns meses para se apresentar uma outra realidade.

O primeiro impacto foi, em 2005, o do mensalão, maneira como ficou conhecido um dos maiores esquemas de corrupção que o Brasil conheceu. Um sistema de transferência de propinas para parlamentares da base aliada em troca de garantia de apoio nas votações em plenário. O ex-presidente Lula inicialmente alegou ter sido traído e afirmou que desconhecia o esquema, mesmo tendo sua urdidura acontecido na antessala de seu gabinete. Hoje, tenta minimizar o escândalo, alegando que tudo não passou de caixa 2 de campanha política, o que já é uma confissão de crime.

A verdade, no entanto, é que a denúncia abalou o governo e fez com que José Dirceu, então ministro da Casa Civil, fosse exonerado do cargo. O petista, àquela época homem forte de Lula, foi apontado como o chefe do esquema da mesada. Em 2006, a Procuradoria Geral da República apresentou ao STF (Supremo Tribunal Federal) denúncia contra quarenta pessoas, entre deputados, ex-ministros, executivos e empresários. No ano seguinte, o STF aceitou a denúncia e converteu o processo em ação penal. Dos quarenta denunciados, o STF deve julgar trinta e oito, pois o deputado José Jannene (PR-PR) faleceu e o ex-secretário-geral do PT, Silvio Pereira, fez acordo e foi excluído da ação em troca de pena alternativa.

A partir do mensalão, foi uma sucessão interminável de escândalos e, fato curioso, parecia que a vergonha pelos mal feitos diminuía passo a passo até desaparecer completamente nos dias de hoje. Sem querer citar a todos – que seria cansativo – e sem preocupação com a ordem cronológica, vale relembrar alguns dos escândalos da era Lula: o caso de Furnas; os dólares na cueca; o negócio da Gamecorp-Telemar; a quebra do sigilo bancário do caseiro de Antônio Palocci; os aloprados, compradores de dossiês; as alianças com políticos de passado duvidoso - Renan Calheiros, Collor, etc; o dossiê da Casa Civil; os superfaturamentos em obras do PAC, denunciados pelo TCU; a expropriação de ativos da Petrobras na Bolívia; os gastos fora de controle com cartões corporativos.

Este último aconteceu no ano de 2008 e foi competentemente abafado por elementos da equipe de governo. Mas serviu para mostrar a maneira tortuosa de raciocinar e de agir do antigo presidente, além de sua extrema dificuldade em separar o público do privado. Os cartões corporativos foram criados com o objetivo de dar transparência aos gastos públicos e evitar abusos. Em tese, deveriam ser usados apenas para pagar gastos decorrentes do exercício funcional.

Lamentavelmente, não foi o que ocorreu. Ministros gastaram, sem nenhum controle, com aluguéis de carros, resorts, bares, até em free shops. Isso sem falar nos gastos, também abafados, do próprio palácio presidencial, sob a alegação de tratar-se de problema de segurança nacional. A farra tamanha pode ser compreendida em números: em 2003, ano em que Lula assumiu o governo, os dispêndios com cartões corporativos foi de 8,7 milhões de reais; em 2007, ano anterior à revelação do escândalo, subiram para 78 milhões de reais.

Sabe-se que mentir é próprio de pessoas que encontram obstáculo ao lidar com questões éticas. É comportamento condenável, principalmente quando o mentiroso busca tirar proveito próprio da mentira. É característico naqueles que não têm pejo em serem apontados como faltos de vergonha. Pois bem, a mentira foi uma constante nos oito anos da era Lula. Mentiu quando alegou desconhecer completamente o esquema do mensalão; mentiu quando apresentou como coisa sua diversos empreendimentos do governo anterior a que somente deu continuidade; mentiu ao maquiar números visando a apresentar-se como o melhor presidente da história do país; mentiu, particularmente, quando se dispôs a eleger sua sucessora a qualquer custo. São exemplos as promessas, em palanques, de entrega de obras do PAC que nunca se concretizaram nos prazos prometidos, como a ferrovia transnordestina e o trecho da BR 101 em Santa Catarina.

Outra mentira repetida à exaustão diz respeito à herança maldita que teria recebido de seu antecessor. Tudo que não conseguia fazer ou por incompetência própria ou de seus “companheiros” ou, ainda, por falta de vontade mesmo, era atribuído a problemas recebidos da gestão anterior. Na verdade, herança maldita foi a que legou para Dilma. No afã de vencer a eleição custe o que custar, elevou irresponsavelmente os gastos públicos, gerando pesadas dificuldades para o início do atual governo. Aqui, constata-se um curioso paradoxo. Lula, que alega ter recebido uma herança maldita, seguiu, em linhas gerais, a política econômica do antecessor. Dilma, que afirma ter recebido uma herança bendita, viu-se na contingência de tudo mudar.

Causa espanto, da mesma forma, a absoluta ausência de desconforto, da parte dos integrantes do governo, em face das constantes acusações de corrupção praticadas nas mais diversas esferas. Estranha, também, é o completa falta de constrangimento pelas regalias concedidas a amigos, apaniguados e sindicalistas, sem nenhum critério de mérito envolvido.

Nos últimos dias, a vergonha de nossos homens públicos parece que foi embora de vez. São fatos emblemáticos o perdão concedido a Delúbio Soares – sabe-se lá o que poderia revelar – réu no processo do mensalão ainda não julgado pelo STF e a negativa de filhos e netos de Lula de devolver os passaportes diplomáticos a que, legalmente, não têm direito. Tais foram evidências que levaram-me a apelar a uma paráfrase de antiga cantiga de roda: e a vergonha que era pouca se acabou!

Gilberto Barbosa de Figueiredo é General de Exército da Reserva - Artigo publicado originalmente no site Alerta Total – www.alertatotal.net

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Homofobia, um esclarecimento necessário

Por Hernandes Dias Lopes

A palavra homofobia está na moda. No mundo inteiro discute-se a questão do homossexualismo.

Em alguns países já se aprovou a lei do casamento gay. Aqui no Brasil, tramita no congresso um projeto de lei (PL 122/2006), que visa à criminalização daqueles que se posicionarem contra a prática homossexual.

O assunto que estava adormecido, em virtude de firme posição evangélica contra o referido projeto de lei, mormente na efervescência da campanha política de 2010, ganhou novo fôlego com a nova proposta da senadora Marta Suplicy (PT-SP), que pleiteia a reclusão de cinco anos, em regime fechado, para quem se posicionar publicamente contra o homossexualismo.

Diante desse fato, quero propor algumas reflexões:

Em primeiro lugar, esse projeto de lei fere o mais sagrado dos direitos, que é a liberdade de consciência.

Que os homossexuais têm direito garantido por lei de adotarem para si o estilo de vida que quiserem e fazer suas escolhas sexuais, ninguém questiona.

O que não é cabível é nos obrigar, por força de lei, concordar com essa prática.

Se os homossexuais têm liberdade de fazer suas escolhas, os heterossexuais têm o sagrado direito de pensar diferente, de serem diferentes e de expressarem livremente o seu posicionamento.

Em segundo lugar, esse projeto de lei cria uma classe privilegiada distinta das demais.

O respeito ao foro íntimo e à liberdade de consciência é a base de uma sociedade justa enquanto a liberdade de expressão é a base da democracia.

Não podemos amordaçar um povo sem produzir um regime totalitário, truculento e opressor.

Não podemos impor um comportamento goela abaixo de uma nação nem ameaçar com os rigores da lei aqueles que pensam diferente.

Nesse país se fala mal dos políticos, dos empresários, dos trabalhadores, dos religiosos, dos homens e das mulheres e só se criminaliza aqueles que discordam da prática homossexual?

Onde está a igualdade de direitos? Onde está o sagrado direito da liberdade de consciência? Onde o preceito da justiça?

Em terceiro lugar, esse projeto de lei degrada os valores morais que devem reger a sociedade.

O que estamos assistindo é uma inversão de valores.

A questão vigente não é a tolerância ao homossexualismo, mas uma promoção dessa prática.

Querem nos convencer de que a prática homossexual deve ser ensinada e adotada como uma opção sexual legítima e moralmente aceitável.

Os meios de comunicação, influenciados pelos formadores de opinião dessa vertente, induzem as crianças e adolescentes a se renderem a esse estilo de vida, que diga de passagem, está na contramão dos castiços valores morais, que sempre regeram a família e a sociedade.

O homossexualismo não é apenas uma prática condenada pelos preceitos de Deus, mas, também, é o fundo do poço da degradação moral de um povo (Rm 1.18-32).

Em quarto lugar, esse projeto de lei avilta os valores morais que devem reger a família.

Deus criou o homem e a mulher (Gn 1.27).

Ninguém nasce homossexual.

Essa é uma prática aprendida que decorre de uma educação distorcida, de um abuso sofrido ou de uma escolha errada.

Assim como ninguém nasce adúltero, de igual forma, ninguém nasce homossexual.

Essa é uma escolha deliberada, que se transforma num hábito arraigado e num vício avassalador.

Deus instituiu o casamento como uma união legal, legítima e santa entre um homem e uma mulher (Gn 2.24).

A relação homossexual é vista na Palavra de Deus como abominação para o Senhor (Lv 18.22).

A união homossexual é vista como um erro, uma torpeza, uma paixão infame, algo contrário à natureza (Rm 1.24-28).

A Palavra de Deus diz que os homossexuais não herdarão o reino de Deus, a não ser que se arrependam dessa prática (1Co 6.9,10).

Porém, aqueles que se convertem a Cristo e são santificados pelo Espírito Santo recebem uma nova mente, uma nova vida e o completo perdão divino (1Co 6.11).

domingo, 1 de maio de 2011

Flamengo, campeão da Taça Rio e Camponato Carioca

Ser campeão carioca é bom, mas ser campeão carioca derrotando o Vasco é muito melhor! Como venceu o primeiro turno, o Flamengo, de forma invicta, obteve o caneco sem necessidade da final. O clube da Gávea, agora, tem 32 títulos cariocas, aumentando ainda mais a vantagem sobre o Fluminense, que tem 30.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Anti-cristianismo

É sério candidato a sofrer uma denúncia, por quebra de decoro e preconceito, o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ).

Homossexual militante, Jean conseguiu alguma notoriedade participando do programa Big Brother Brasil da Rede Globo.

Lançou, na semana passada, uma campanha de combate ao cristianismo.

Em sua página do Twitter, Jean publicou várias mensagens dizendo que cristãos são doentes, homofóbicos, preconceituosos, violentos, ignorantes e fanáticos.

O deputado prometeu que se dedicará ainda mais a eliminar a influência do cristianismo na sociedade.

Por isso corre o risco de ser punido por ferir a Constituição, em seus ataques à liberdade de expressão, religião e comunicação.

Censura gay

Jean promove uma campanha de censura a usuários do Twitter que são contrários às idéias que ele defende.

Membro da Frente Parlamentar LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e travestis) no Congresso Nacional, Jean Wyllys joga a favor do "casamento" homossexual e das cartilhas de suposto combate à "homofobia" do MEC (mais conhecidas como Kit Gay).

Também quer a aprovação do famigerado PLC 122/2006 (lei da mordaça gay), projeto de lei que pretende transformar em crime qualquer crítica ou oposição ao comportamento homossexual ou às pretensões do lobby gay.

(Transcrito do blog Alerta Total)

terça-feira, 26 de abril de 2011

Brasil é 3º país onde mais se crê em Deus, aponta pesquisa

DA BBC BRASIL

O Brasil foi o terceiro país em que mais se acredita em "Deus ou em um ser supremo" em uma pesquisa conduzida em 23 países.

A pesquisa, feita pelo empresa de pesquisa de mercado Ipsos para a agência de notícias Reuters, ouviu 18.829 adultos e concluiu que 51% dos entrevistados "definitivamente acreditam em uma 'entidade divina' comparados com os 18% que não acreditam e 17% que não tem certeza".

O país onde mais se acredita na existência de Deus ou de um ser supremo é a Indonésia, com 93% dos entrevistados. A Turquia vem em segundo, com 91% dos entrevistados e o Brasil é o terceiro, com 84% dos pesquisados.

Entre todos os pesquisados, 51% também acreditam em algum tipo de vida após a morte, enquanto que apenas 23% acreditam que as pessoas param de existir depois da morte e 26% "simplesmente não sabem".

Entre os 51% que acreditam em algum tipo de vida após a morte, 23% acreditam na vida após a morte, mas "não especificamente em um paraíso ou inferno", 19% acreditam "que a pessoa vai para o paraíso ou inferno", outros 7% acreditam que "basicamente na reencarnação" e 2% acreditam "no paraíso, mas não no inferno".

Nesse mesmo quesito, o México vem em primeiro lugar, com 40% dos entrevistados afirmando que acreditam em uma vida após a morte, mas não em paraíso ou inferno. Em segundo está a Rússia, com 34%. O Brasil fica novamente em terceiro nesta questão, com 32% dos entrevistados.

Mas o Brasil está em segundo entre os países onde as pessoas acreditam "basicamente na reencarnação", com 12% dos entrevistados. Apenas a Hungria está à frente dos brasileiros, com 13% dos entrevistados. Em terceiro, está o México, com 11%.

Entre os que acreditam que a pessoa vai para o paraíso ou para o inferno depois da morte, o Brasil está em quinto lugar, com 28%. Em primeiro, está a Indonésia, com 62%, seguida pela África do Sul, 52%, Turquia, 52% e Estados Unidos, 41%.

CRIAÇÃO X EVOLUÇÃO

As discussões entre evolucionistas e criacionistas também foram abordadas pela pesquisa do instituto Ipsos.

Entre os entrevistados no mundo todo, 28% se definiram como criacionistas, acreditam que os seres humanos foram criados por uma força espiritual como o Deus em que acreditam e não acreditam que a origem do homem viesse da evolução de outras espécies como os macacos.

Nesta categoria, o Brasil está em quinto lugar, com 47% dos entrevistados, à frente dos Estados Unidos (40%). Em primeiro lugar está a Arábia Saudita, com 75%, seguida pela Turquia, com 60%, Indonésia em terceiro (57%) e África do Sul em quarto lugar, com 56%.

Por outro lado, 41% dos entrevistados no mundo todo se consideram evolucionistas, acreditam que os seres humanos são fruto de um lento processo de evolução a partir de espécies menos evoluídas como macacos.

Entre os evolucionistas, a Suécia está em primeiro lugar, com 68% dos entrevistados. A Alemanha vem em segundo, com 65%, seguida pela China, com 64%, e a Bélgica em quarto lugar, com 61% dos pesquisados.

DESCRENTES E INDECISOS

Entre os 18.829 adultos pesquisados no mundo todo, um total de 18% afirmam que não acreditam em "Deus, deuses, ser ou seres supremos".

No topo da lista dos descrentes está a França, com 39% dos entrevistados. A Suécia vem em segundo lugar, com 37% e a Bélgica em terceiro, com 36%. No Brasil, apenas 3% dos entrevistados declararam que não acreditam em Deus, ou deuses ou seres supremos.

A pesquisa também concluiu que 17% dos entrevistados em todo o mundo "às vezes acreditam, mas às vezes não acreditam em Deus, deuses, ser ou seres supremos".

Entre estes, o Japão está em primeiro lugar, com 34%, seguido pela China, com 32% e a Coréia do Sul, também com 32%. Nesta categoria, o Brasil tem 4% dos entrevistados

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Coisas de Brasil que sugerem investigação da Polícia

Petrobras admite que pode faltar gasolina em postos

Como se sabe, nada é tão ruim que não possa piorar um pouco. A Petrobras admitiu que pode faltar gasolina em alguns postos.

Depois do discurso grandiloqüente da autosuficiência petrolífera, em meio à fumaça dos fogos do pré-sal, chega-se à encrenca graças à escassez de etanol.

Sim, isso mesmo, a estatal petroleira alega que falta etanol para misturar à gasolina. Hoje, a mistura é de 25%.

Afora a entressafra da cana, os produtores têm preferido produzir açúcar em vez de álcool. Os preços são mais covidativos.

Ouça-se o que disse o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa:

"O mais difícil [em termos de abastecimento] é o etanol anidro para ser misturado à gasolina...”

“... Se houver falta de gasolina, pode ser causada por isso [a falta de álcool]".

De novo: nada é tão ruim que não possa piorar um pouco.

(Do Blog do Josias de Sousa)

Perguntas feitas por um mané:

O Lula não alardeou ao mundo que o Brasil estava em outro patamar, o dos países suficientes em petróleo?

Por que há tanta necessidade de batizar a gasolina com o álcool?

Será que aí não cabe uma investigaçãozinha?

Brasil à beira do abismo

Depois do otimismo do pré-sal, sobreveio o pré-caos


Desconfie do excesso de otimismo. Sempre! O otimista crônico é um cadáver mal informado. Tome-se o caso da Petrobras.

Depois da tempestade verborrágica, veio a cobrança. Sob Lula, a estatal foi às nuvens. Chegou a atear inveja no estrangeiro.

Em 2008, pré-candidata à Casa Branca, Hillary Clinton discursou: ''O Brasil investiu em pesquisa com cana-de-açúcar e hoje é autosuficiente em energia''.

Ao lero-lero da autosuficiência somou-se a grandiloquência do pré-sal. Tratou-se o óleo das profundezas do mar como se já estivesse no barril.

De repente, o pré-sal sumiu das manchetes. O noticiário agora ocupa-se do pré-caos.

Diretor-executivo do CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura), Adriano Pires deu nome ao fenômeno:

"A população pode não perceber, mas vivemos um estrangulamento do setor de combustíveis, um apagão".

Uma notícia produzida pela repórter Raquel Landim resumiu a encrenca que conduziu ao “apagão” de que fala o especialista.

O preço do etanol roça o céu. Desde o início de 2011, subiu 30% na bomba. Em movimento de autodefesa, os motoristas correram para a gasolina.

Resultado: além de álcool, começou faltar gasolina. A Petrobras e as usinas viram-se compelidas a importar os dois produtos.

Deve-se a elevação do preço do etanol à entressafra da cana e, sobretudo, a uma opção dos usineiros.

A cotação do açúcar, em alta, tornou-se convidativa. Dá mais dinheiro transformar a cana em pó do que em líquido.

Para complicar, houve um aumento da frota de automóveis. Lula convidou o brasileiro a consumir. O governo serviu um refresco de IPI às montadoras e estimulou o crédito.

Em 2010, licenciaram-se 3,52 milhões de veículos no país. O dobro do número de licenças emitidas em 2000: 1,49 milhão.

Hoje, rodam no Brasil 32,5 milhões de carros, ônibus e caminhões. O crescimento da frota não foi acompanhado de investimentos na produção de combustível.

No ano passado, consumiam-se 117,9 milhões de metros cúbicos de derivados de petróleo, 11% a mais do que foi produzido.

Até então, a oferta de combustíveis superava a demanda. A inversão da curva levou à importação. Numa palavra: faltou planejamento.

(Do Blog do Josias de Sousa)