Por Edgar Flexa Ribeiro
Não há mais lugar para dúvidas: o Ministério da Educação não sabe o que é uma sala de aula, nem sabe o que é uma escola.
Não conhece os professores. Não sabe a que são obrigados para cumprir o mínimo que se espera deles.
E, sem mais aquela, os convoca para lidar com um tema importante, delicado, que repercute na intimidade e nas convicções das famílias. Tema para o qual o magistério não foi preparado para trabalhar em sala de aula ao longo de sua formação.
O MEC não conhece as famílias, e nem as respeita, nem às suas convicções – certas ou erradas.
Pais, mães, ambientes domésticos não importam para os educocratas. Eles sabem tudo, determinam tudo, aprovam e reprovam a seu talante idéias, medidas e providencias que flutuem a seu redor.
O MEC gosta mesmo é de pegar onda. Singrar os mares em cima de qualquer idéia simpática que lhe cruze o caminho.
Não pensa, não indaga, não examina. Não ouve ninguém e parte para a ação: imprime, edita, distribui, obriga, compele e atrapalha-se a cada momento.
O MEC malbarata a esmo recursos públicos sabidamente escassos. Joga dinheiro público pela janela, em iniciativas que se destroem em pouco tempo.
É uma estrutura pública que vaga sem limites, sem propósito, sem metas, sem controle.
Combater a homofobia é uma boa e bela causa. De modo geral, toda e qualquer “fobia” deve ser mantida sob controle. As fobias são o colapso da razão. Qualquer uma.
Mas elas são parte de nós, vicejam nos mesmos campos em que vivemos todos. Sentimentos arraigados, com raízes profundas naqueles que as compartilham.
Vencê-las não é tarefa de resultados imediatos. Leva tempo, exige esforço continuado.
Como se atreve o MEC a distribuir material de uso em sala de aula, se ele sabe que os profissionais a quem caberá empregá-lo não foram formados para isso?
Considera os riscos, os sofrimentos, as perplexidades de crianças, jovens, pais e mães?
Não, os educocratas não se preocupam com o mundo real. A causa é justa, a idéia é boa, o material está ali mesmo.
Por que não produzi-lo em massa? Por que não distribuí-lo às escolas como se distribui a merenda?
E periodicamente as trapalhadas do MEC param o país. É o ENEM que se embaralha todo, é o emprego da norma culta da língua que é colocado em dúvida, é a intromissão brusca no seio das famílias violando sua intimidade.
Esses despautérios todos, sobretudo este último, terminam por acirrar o que pretendia estar combatendo.
Só o MEC consegue isso: dizendo que vai combater a homofobia acaba por excitá-la.
Ah, esse MEC...
Edgar Flexa Ribeiro é educador, radialista e presidente da Associação Brasileira de Educação (Transcrito do blog de Ricardo Noblat)
segunda-feira, 30 de maio de 2011
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Passividade letárgica
FRANCISCO ESPIRIDIÃO
A imprensa brasileira nunca esteve tão pobre de boas notícias como nos dias atuais. Para escamotear esse deserto, dá-lhe notícia recozida, futricas de última qualidade, picuinhas as mais vis. Para pôr um pouco mais de sal nessa insossa e indigesta salada, aí estão as redes sociais – com suas verdades, meias verdades, injúrias, difamações e todo tipo de dolo contra a última flor do Lácio.
O que impera nesses dias maus – Cristo disse: “basta a cada dia o seu mal” – são acusações de uns e outros sobre coisas da mais alta seriedade, mas que, sabe-se de antemão, o destino final é o buraco negro do esquecimento. Tudo muda com velocidade meteórica. O triste é que essa mutabilidade visa a que tudo continue acabando como tudo acaba na quarta-feira de carnaval: em cinzas.
Denúncias de dilapidação do erário nas três esferas de governo têm para todos os gostos. Diria mesmo que, nos campos político e administrativo, proliferam-se de A a Z. Não se pode dizer que as instituições incumbidas de cercear tais traquinagens estejam paradas - ou de olhos vendados. Mas que andam a passos lerdos, tal qual o bicho preguiça, lá isso andam.
A máxima do sujo falando do mal lavado não tem na história um momento em que sua verdade possa se tornar mais cristalina como agora. Estamos chegando ao ponto de conflagração. Aliás, por muito menos o País imergiu em 21 anos de regime de exceção.
Enquanto isso, a sociedade civil organizada (coletividade dissociada do Estado – Wikipédia) assiste a tudo como se nada fosse com ela. Refestela-se em berço esplêndido, com uma passividade letargicamente espantosa. Resta saber até quando.
A imprensa brasileira nunca esteve tão pobre de boas notícias como nos dias atuais. Para escamotear esse deserto, dá-lhe notícia recozida, futricas de última qualidade, picuinhas as mais vis. Para pôr um pouco mais de sal nessa insossa e indigesta salada, aí estão as redes sociais – com suas verdades, meias verdades, injúrias, difamações e todo tipo de dolo contra a última flor do Lácio.
O que impera nesses dias maus – Cristo disse: “basta a cada dia o seu mal” – são acusações de uns e outros sobre coisas da mais alta seriedade, mas que, sabe-se de antemão, o destino final é o buraco negro do esquecimento. Tudo muda com velocidade meteórica. O triste é que essa mutabilidade visa a que tudo continue acabando como tudo acaba na quarta-feira de carnaval: em cinzas.
Denúncias de dilapidação do erário nas três esferas de governo têm para todos os gostos. Diria mesmo que, nos campos político e administrativo, proliferam-se de A a Z. Não se pode dizer que as instituições incumbidas de cercear tais traquinagens estejam paradas - ou de olhos vendados. Mas que andam a passos lerdos, tal qual o bicho preguiça, lá isso andam.
A máxima do sujo falando do mal lavado não tem na história um momento em que sua verdade possa se tornar mais cristalina como agora. Estamos chegando ao ponto de conflagração. Aliás, por muito menos o País imergiu em 21 anos de regime de exceção.
Enquanto isso, a sociedade civil organizada (coletividade dissociada do Estado – Wikipédia) assiste a tudo como se nada fosse com ela. Refestela-se em berço esplêndido, com uma passividade letargicamente espantosa. Resta saber até quando.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Dilma suspende “kit gay” após protesto da bancada evangélica
Por Ana Flor, na Folha Online:
A presidente Dilma Rousseff determinou nesta terça-feira a suspensão da produção e distribuição do kit anti-homofobia em planejamento no Ministério da Educação, e definiu que todo material do governo que se refira a “costumes” passe por uma consulta aos setores interessados da sociedade antes de serem publicados ou divulgados. Segundo o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria Geral), Dilma considerou o material do MEC “inadequado” e o vídeo “impróprio para seu objetivo”.
A manifestação ocorreu na esteira de uma reunião de Carvalho com a bancada evangélica da Câmara. O grupo de parlamentares chegou a ameaçar o governo com obstrução da pauta no Congresso, colaborar com assinaturas para convocar o ministro Antonio Palocci (Casa Civil) a se explicar sobre sua evolução patrimonial e propor uma CPI para investigar o MEC.
Ontem, no plenário, o deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) chegou a pedir a demissão do ministro da Educação, Fernando Haddad. Na semana passada, o mesmo Garotinho, que é vice-presidente da Frente Parlamentar Evangélica, afirmou que a bancada evangélica, composta por 74 deputados, não votaria “nada”, nenhum projeto na Câmara, até que o governo recolhesse os vídeos anti-homofobia.
Mesmo depois das declarações do Planalto, Gilberto Carvalho afirmou que não há “toma lá, dá cá” entre o governo e a bancada evangélica na questão do kit e da convocação de Palocci.
O MEC nega que o kit e os vídeos que vazaram na internet tenham sido aprovados pelo ministério. Eles teriam sido produzidos por ONGs que prestam serviços à pasta e estariam em avaliação.Os deputados da bancada evangélica afirmam que os vídeos e a cartilha anti-homofobia “são um estímulo ao homossexualismo”. “Mostramos ao ministro Gilberto Carvalho que é virulenta a maneira como o material está sendo aplicado”, disse o ex-governador do Rio.
(Transcrito do blog de Reinaldo Azevedo)
A presidente Dilma Rousseff determinou nesta terça-feira a suspensão da produção e distribuição do kit anti-homofobia em planejamento no Ministério da Educação, e definiu que todo material do governo que se refira a “costumes” passe por uma consulta aos setores interessados da sociedade antes de serem publicados ou divulgados. Segundo o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria Geral), Dilma considerou o material do MEC “inadequado” e o vídeo “impróprio para seu objetivo”.
A manifestação ocorreu na esteira de uma reunião de Carvalho com a bancada evangélica da Câmara. O grupo de parlamentares chegou a ameaçar o governo com obstrução da pauta no Congresso, colaborar com assinaturas para convocar o ministro Antonio Palocci (Casa Civil) a se explicar sobre sua evolução patrimonial e propor uma CPI para investigar o MEC.
Ontem, no plenário, o deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) chegou a pedir a demissão do ministro da Educação, Fernando Haddad. Na semana passada, o mesmo Garotinho, que é vice-presidente da Frente Parlamentar Evangélica, afirmou que a bancada evangélica, composta por 74 deputados, não votaria “nada”, nenhum projeto na Câmara, até que o governo recolhesse os vídeos anti-homofobia.
Mesmo depois das declarações do Planalto, Gilberto Carvalho afirmou que não há “toma lá, dá cá” entre o governo e a bancada evangélica na questão do kit e da convocação de Palocci.
O MEC nega que o kit e os vídeos que vazaram na internet tenham sido aprovados pelo ministério. Eles teriam sido produzidos por ONGs que prestam serviços à pasta e estariam em avaliação.Os deputados da bancada evangélica afirmam que os vídeos e a cartilha anti-homofobia “são um estímulo ao homossexualismo”. “Mostramos ao ministro Gilberto Carvalho que é virulenta a maneira como o material está sendo aplicado”, disse o ex-governador do Rio.
(Transcrito do blog de Reinaldo Azevedo)
segunda-feira, 23 de maio de 2011
A DITADURA COR-DE-ROSA
GUILHERME FIUZA
O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), uma espécie de gorila assumido, foi ao Senado protestar contra uma cartilha de prevenção à homofobia que o governo pretende distribuir. Acabou agredido pela senadora Marinor Brito (PSOL-PA), defensora dos homossexuais.
Esses gorilas não sabem com quem estão se metendo. A tal cartilha, que está sendo preparada pelo MEC, será distribuída em escolas públicas, no ensino fundamental. A ideia é ensinar à criançada que namorar pessoas do mesmo sexo é saudável, ou seja, que ser gay é normal.
Nada como um governo progressista, disposto a formar a cidadania sexual de seu povo. Pelos cálculos do MEC, uma criança de sete anos de idade que chegar à escola e receber em mãos uma historinha de amor homossexual terá menor probabilidade de chamar o coleguinha de bicha, ou a coleguinha de sapatão.
É difícil imaginar o que se passará na cabeça de cada uma dessas crianças diante do kit de orgulho gay do governo.
Mas não é tão difícil imaginar o que se passa na cabeça do MEC, ou melhor, do ministro da Educação. Assim como a quase totalidade da administração petista, o ministro da Educação, Fernando Haddad, só pensa naquilo — fazer política.
Em 2010, no bicampeonato do vexame do Enem, ele estava trabalhando duro na campanha eleitoral de Dilma Rousseff.
Sem tempo, portanto, para detalhes secundários, como a impressão trocada de gabaritos, que corrompeu a prova e infernizou a vida de mais de três milhões de estudantes.
No ano anterior o Enem tinha naufragado após o vazamento da prova, e no ano seguinte Haddad foi premiado com a permanência no cargo pelo novo governo. Honra ao mérito. Nesse meio tempo, o país caiu 20 posições no Índice de Desenvolvimento Humano da ONU para educação (ficando em 93º, atrás de Botswana).
Mas o ministro tem sempre uma “pesquisa interna” para oferecer aos jornalistas — dos quais nunca se descuida —, mostrando ótimas avaliações do ensino público.
No governo da “presidenta”, que vive dessa mitologia do oprimido, a cartilha sexual do companheiro Haddad é mais um afago no mercado político GLS. Um mercado que não para de crescer. Ao lado do avanço nos direitos dos gays, legítimo e importante, a indústria do politicamente correto vai criando um monstro. Foi esse monstro que distribuiu tapas na turma do deputado Bolsonaro.
É o monstro que transforma uma boa causa em revanche, histeria e intolerância. Que quer ensinar orgulho gay em escola primária. É a estupidez travestida de virtude. O barraco entre o gorila e a serpente aconteceu na Comissão de Direitos Humanos do Senado. Ali se discutia o projeto que transforma homofobia em crime. É um pacote de regras restritivas, como a que proíbe um pregador evangélico, por exemplo, de criticar o homossexualismo fora dos limites de sua igreja.
Os generais de 64 (heróis de Bolsonaro) não fariam melhor.
O totalitarismo, quem diria, também está saindo do armário. A relatora do projeto é a senadora Marta Suplicy (PT-SP), que se retirou da sessão quando a confusão estourou. Ela teve sorte. Não de se livrar dos tapas, mas de escapar da sua própria lei.
Menos de três anos atrás, ela fez insinuações de homossexualismo contra o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, seu adversário eleitoral na época.
Talvez seja o caso de incluir uma ressalva no projeto, anistiando os companheiros progressistas que ferirem o orgulho gay por relevante conveniência política. Mais do que nunca, a propaganda é a alma do negócio. Depois que Dilma Rousseff virou símbolo meteórico de afirmação feminina, ninguém mais segura os gigolôs da ideologia.
Basta um slogan na cabeça e uma caneta na mão, e tem-se uma revolução de butique.
Está prestes a ser aprovada a lei que obriga a fabricação de calcinhas e cuecas com etiquetas de advertência contra o câncer de próstata e de colo do útero, além de sutiãs com propaganda de mamografia.
É incrível que ainda continuem vendendo chocolate sem uma tarja de advertência contra a gordura e as espinhas.
É preciso ensinar a sociedade a ser saudável.
O Estado politicamente correto sabe o que é bom para você. Em nome da modernização dos costumes, assiste-se a uma escalada medieval de proibição da propaganda de produtos que fazem mal, e de obrigatoriedade de mensagens que fazem bem.
Até a obra de Monteiro Lobato quase entrou na dança: ia ser crivada de notas explicativas a cada aparição de Tia
Nastácia, em defesa da honra dos afrodescendentes. Os justiceiros do Conselho Nacional de Educação ainda não desistiram de corrigir o escritor.
É interessante ter um ex-BBB no Congresso defendendo os direitos dos homossexuais.
Mas é estranho ter no reacionário Jair Bolsonaro a voz solitária contra os excessos da patrulha GLS.
Talvez a consciência brasileira mereça, de fato, ser governada pelas cartilhas demagógicas do MEC.
GUILHERME FIUZA é jornalista.
Fonte: Jornal O Globo
O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), uma espécie de gorila assumido, foi ao Senado protestar contra uma cartilha de prevenção à homofobia que o governo pretende distribuir. Acabou agredido pela senadora Marinor Brito (PSOL-PA), defensora dos homossexuais.
Esses gorilas não sabem com quem estão se metendo. A tal cartilha, que está sendo preparada pelo MEC, será distribuída em escolas públicas, no ensino fundamental. A ideia é ensinar à criançada que namorar pessoas do mesmo sexo é saudável, ou seja, que ser gay é normal.
Nada como um governo progressista, disposto a formar a cidadania sexual de seu povo. Pelos cálculos do MEC, uma criança de sete anos de idade que chegar à escola e receber em mãos uma historinha de amor homossexual terá menor probabilidade de chamar o coleguinha de bicha, ou a coleguinha de sapatão.
É difícil imaginar o que se passará na cabeça de cada uma dessas crianças diante do kit de orgulho gay do governo.
Mas não é tão difícil imaginar o que se passa na cabeça do MEC, ou melhor, do ministro da Educação. Assim como a quase totalidade da administração petista, o ministro da Educação, Fernando Haddad, só pensa naquilo — fazer política.
Em 2010, no bicampeonato do vexame do Enem, ele estava trabalhando duro na campanha eleitoral de Dilma Rousseff.
Sem tempo, portanto, para detalhes secundários, como a impressão trocada de gabaritos, que corrompeu a prova e infernizou a vida de mais de três milhões de estudantes.
No ano anterior o Enem tinha naufragado após o vazamento da prova, e no ano seguinte Haddad foi premiado com a permanência no cargo pelo novo governo. Honra ao mérito. Nesse meio tempo, o país caiu 20 posições no Índice de Desenvolvimento Humano da ONU para educação (ficando em 93º, atrás de Botswana).
Mas o ministro tem sempre uma “pesquisa interna” para oferecer aos jornalistas — dos quais nunca se descuida —, mostrando ótimas avaliações do ensino público.
No governo da “presidenta”, que vive dessa mitologia do oprimido, a cartilha sexual do companheiro Haddad é mais um afago no mercado político GLS. Um mercado que não para de crescer. Ao lado do avanço nos direitos dos gays, legítimo e importante, a indústria do politicamente correto vai criando um monstro. Foi esse monstro que distribuiu tapas na turma do deputado Bolsonaro.
É o monstro que transforma uma boa causa em revanche, histeria e intolerância. Que quer ensinar orgulho gay em escola primária. É a estupidez travestida de virtude. O barraco entre o gorila e a serpente aconteceu na Comissão de Direitos Humanos do Senado. Ali se discutia o projeto que transforma homofobia em crime. É um pacote de regras restritivas, como a que proíbe um pregador evangélico, por exemplo, de criticar o homossexualismo fora dos limites de sua igreja.
Os generais de 64 (heróis de Bolsonaro) não fariam melhor.
O totalitarismo, quem diria, também está saindo do armário. A relatora do projeto é a senadora Marta Suplicy (PT-SP), que se retirou da sessão quando a confusão estourou. Ela teve sorte. Não de se livrar dos tapas, mas de escapar da sua própria lei.
Menos de três anos atrás, ela fez insinuações de homossexualismo contra o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, seu adversário eleitoral na época.
Talvez seja o caso de incluir uma ressalva no projeto, anistiando os companheiros progressistas que ferirem o orgulho gay por relevante conveniência política. Mais do que nunca, a propaganda é a alma do negócio. Depois que Dilma Rousseff virou símbolo meteórico de afirmação feminina, ninguém mais segura os gigolôs da ideologia.
Basta um slogan na cabeça e uma caneta na mão, e tem-se uma revolução de butique.
Está prestes a ser aprovada a lei que obriga a fabricação de calcinhas e cuecas com etiquetas de advertência contra o câncer de próstata e de colo do útero, além de sutiãs com propaganda de mamografia.
É incrível que ainda continuem vendendo chocolate sem uma tarja de advertência contra a gordura e as espinhas.
É preciso ensinar a sociedade a ser saudável.
O Estado politicamente correto sabe o que é bom para você. Em nome da modernização dos costumes, assiste-se a uma escalada medieval de proibição da propaganda de produtos que fazem mal, e de obrigatoriedade de mensagens que fazem bem.
Até a obra de Monteiro Lobato quase entrou na dança: ia ser crivada de notas explicativas a cada aparição de Tia
Nastácia, em defesa da honra dos afrodescendentes. Os justiceiros do Conselho Nacional de Educação ainda não desistiram de corrigir o escritor.
É interessante ter um ex-BBB no Congresso defendendo os direitos dos homossexuais.
Mas é estranho ter no reacionário Jair Bolsonaro a voz solitária contra os excessos da patrulha GLS.
Talvez a consciência brasileira mereça, de fato, ser governada pelas cartilhas demagógicas do MEC.
GUILHERME FIUZA é jornalista.
Fonte: Jornal O Globo
sábado, 21 de maio de 2011
Se aqui fosse os Estados Unidos...
Fica clara como água límpida para qualquer um que ler o post abaixo, de autoria do jornalista Augusto Nunes, sobre o caseiro Francenildo e a camareira Nafissatou, a verdadeira razão de os Estados Unidos serem a maior potência do Mundo e nós, brasileiros, jogando milho aos pombos.
Enquanto os Estados Unidos fazem valer o que está escrito, por aqui, nós vamos - para usar uma palavra da presidente Dilma - tergiversando (vige...). Nossa justiça usa de subterfúgios para justificar o injustificável. Prega que o que está escrito não é bem assim...
Fosse nos Estados Unidos, os quarenta ladrões enrolados no Supremo Tribunal Federal pelo esquema do mensalão já estariam todos na cadeia. Inlcusive o Ali Babá, o chefe deles, o ex-presidente Lula da Silva.
Definitivamente, aqui não é os Estados Unidos. Estamos mais para o Haiti.
Infelizmente.
Enquanto os Estados Unidos fazem valer o que está escrito, por aqui, nós vamos - para usar uma palavra da presidente Dilma - tergiversando (vige...). Nossa justiça usa de subterfúgios para justificar o injustificável. Prega que o que está escrito não é bem assim...
Fosse nos Estados Unidos, os quarenta ladrões enrolados no Supremo Tribunal Federal pelo esquema do mensalão já estariam todos na cadeia. Inlcusive o Ali Babá, o chefe deles, o ex-presidente Lula da Silva.
Definitivamente, aqui não é os Estados Unidos. Estamos mais para o Haiti.
Infelizmente.
A indignação dos brasileiros sensatos detém a ofensiva dos professores de ignorância
Augusto Nunes/Veja
“Por que, em educação, todo mundo acha que conhece os assuntos e pode falar com propriedade? “, irritou-se a professora Heloísa Ramos. “Esse assunto é complexo, é para especialistas”. Segundo a autora de “Por uma vida melhor”, um linguista tem o direito de ensinar que falar errado está certo sem que ninguém tente defender o idioma e os estudantes. Feito o preâmbulo, Heloísa baixou o decreto: “Eu não admito mais que alguém escreva que nosso livro ensina a falar errado ou que não se dedica a ensinar a norma culta”.
Tão infeliz quanto a já famosa ”Os livro ilustrado mais interessante estão emprestado”, abre-alas do desfile de absurdos patrocinado pelo Ministério da Educação, a frase foi pulverizada por quem trata o português com o carinho que lhe negam os demagogos da linguística. Três exemplos:
Merval Pereira, colunista de O Globo: “A pretexto de defender a fala popular como alternativa válida à norma culta do português, o Ministério da Educação está estimulando os alunos brasileiros a cultivarem seus erros, que terão efeito direto na sua vida na sociedade e nos resultados de exames, nacionais e internacionais, que avaliam a situação de aprendizado dos alunos, debilitando mais ainda a competitividade do país”.
Marcos Vilaça, presidente da Academia Brasileira de Letras: “Discordo completamente do entendimento que os professores que fizeram esse trabalho têm. Uma coisa é compreender a evolução da língua, que é um organismo vivo, a outra é validar erros grosseiros. É uma atitude de concessão demagógica. É como ensinar tabuada errada. Quatro vezes três é sempre 12, na periferia ou no palácio”.
Clóvis Rossi, colunista da Folha de S. Paulo: “Os autores do crime linguístico aprovado pelo MEC usam um argumento delinquencial para dar licença para o assassinato da língua: dizem que quem usa ‘os livro’ precisa ficar atento porque ‘corre o risco de ser vítima de preconceito linguístico’. Absurdo total. Não se trata de preconceito linguístico. Trata-se, pura e simplesmente, de respeitar normas que custaram anos de evolução para que as pessoas pudessem se comunicar de uma maneira que umas entendam perfeitamente as outras (…) Que os professores prefiram a preguiça ao ensino, já é péssimo. Que o MEC os premie, é crime”.
Suponha-se que um ex-aluno de Heloísa Ramos resolva dispensar a norma culta na defesa oral de uma tese de doutorado. Suponha-se que faça parte da banca examinadora algum sacerdote da seita que acredita que na linguagem popular, como nos piores bordéis, tudo é permitido ─ as regras só valem para a linguagem escrita. Suponha-se que o expositor decida começar a apresentação saudando os integrante da mesa e os professor presente. Como reagiria o linguista do povo? Com aplausos e gritos de “bravo!”? Ou com um pedido antecipado de desculpas ao candidato a doutor condenado à reprovação?
Indiferente a exemplos do gênero, surdo ao coro dos sensatos, o MEC comunicou que não pretende recolher os exemplares distribuídos a 485 mil estudantes, jovens e adultos, pelo Programa Nacional do Livro Didático. A escolha das obras é feita por professores universitários, esclareceu um dos porta-vozes do subitamente silencioso Fernando Haddad. “Por uma vida melhor”, por exemplo, teve o aval de um grupo de docentes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. É preciso respeitar o endosso da junta de acadêmicos.
O MEC vai acabar mudando de ideia por força de ações judiciais, previne a procuradora Janice Ascari, do Ministério Público Federal. Aturdida com o que leu, Janice mandou um recado em bom português aos editores e autores: “Vocês estão cometendo um crime contra os jovens, prestando um desserviço à educação e desperdiçando dinheiro público com material que emburrece em vez de instruir”. Os livro pode ser emprestado a quem os autor quiser. Mas os brasileiros que mantêm o juízo e cada plural em seu lugar não vão admitir o triunfo dos professores de ignorância.
“Por que, em educação, todo mundo acha que conhece os assuntos e pode falar com propriedade? “, irritou-se a professora Heloísa Ramos. “Esse assunto é complexo, é para especialistas”. Segundo a autora de “Por uma vida melhor”, um linguista tem o direito de ensinar que falar errado está certo sem que ninguém tente defender o idioma e os estudantes. Feito o preâmbulo, Heloísa baixou o decreto: “Eu não admito mais que alguém escreva que nosso livro ensina a falar errado ou que não se dedica a ensinar a norma culta”.
Tão infeliz quanto a já famosa ”Os livro ilustrado mais interessante estão emprestado”, abre-alas do desfile de absurdos patrocinado pelo Ministério da Educação, a frase foi pulverizada por quem trata o português com o carinho que lhe negam os demagogos da linguística. Três exemplos:
Merval Pereira, colunista de O Globo: “A pretexto de defender a fala popular como alternativa válida à norma culta do português, o Ministério da Educação está estimulando os alunos brasileiros a cultivarem seus erros, que terão efeito direto na sua vida na sociedade e nos resultados de exames, nacionais e internacionais, que avaliam a situação de aprendizado dos alunos, debilitando mais ainda a competitividade do país”.
Marcos Vilaça, presidente da Academia Brasileira de Letras: “Discordo completamente do entendimento que os professores que fizeram esse trabalho têm. Uma coisa é compreender a evolução da língua, que é um organismo vivo, a outra é validar erros grosseiros. É uma atitude de concessão demagógica. É como ensinar tabuada errada. Quatro vezes três é sempre 12, na periferia ou no palácio”.
Clóvis Rossi, colunista da Folha de S. Paulo: “Os autores do crime linguístico aprovado pelo MEC usam um argumento delinquencial para dar licença para o assassinato da língua: dizem que quem usa ‘os livro’ precisa ficar atento porque ‘corre o risco de ser vítima de preconceito linguístico’. Absurdo total. Não se trata de preconceito linguístico. Trata-se, pura e simplesmente, de respeitar normas que custaram anos de evolução para que as pessoas pudessem se comunicar de uma maneira que umas entendam perfeitamente as outras (…) Que os professores prefiram a preguiça ao ensino, já é péssimo. Que o MEC os premie, é crime”.
Suponha-se que um ex-aluno de Heloísa Ramos resolva dispensar a norma culta na defesa oral de uma tese de doutorado. Suponha-se que faça parte da banca examinadora algum sacerdote da seita que acredita que na linguagem popular, como nos piores bordéis, tudo é permitido ─ as regras só valem para a linguagem escrita. Suponha-se que o expositor decida começar a apresentação saudando os integrante da mesa e os professor presente. Como reagiria o linguista do povo? Com aplausos e gritos de “bravo!”? Ou com um pedido antecipado de desculpas ao candidato a doutor condenado à reprovação?
Indiferente a exemplos do gênero, surdo ao coro dos sensatos, o MEC comunicou que não pretende recolher os exemplares distribuídos a 485 mil estudantes, jovens e adultos, pelo Programa Nacional do Livro Didático. A escolha das obras é feita por professores universitários, esclareceu um dos porta-vozes do subitamente silencioso Fernando Haddad. “Por uma vida melhor”, por exemplo, teve o aval de um grupo de docentes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. É preciso respeitar o endosso da junta de acadêmicos.
O MEC vai acabar mudando de ideia por força de ações judiciais, previne a procuradora Janice Ascari, do Ministério Público Federal. Aturdida com o que leu, Janice mandou um recado em bom português aos editores e autores: “Vocês estão cometendo um crime contra os jovens, prestando um desserviço à educação e desperdiçando dinheiro público com material que emburrece em vez de instruir”. Os livro pode ser emprestado a quem os autor quiser. Mas os brasileiros que mantêm o juízo e cada plural em seu lugar não vão admitir o triunfo dos professores de ignorância.
O caseiro do Piauí e a camareira da Guiné
Augusto Nunes/Veja
Nafissatou Diallo e Francenildo: exemplos de justiça e justiça
Nascido no Piauí, Francenildo Costa era caseiro em Brasília. Em 2006, depois de confirmar que Antonio Palocci frequentava regularmente a mansão que fingia nem conhecer, teve o sigilo bancário estuprado a mando do ministro da Fazenda.
Nascida na Guiné, Nafissatou Diallo mudou-se para Nova York em 1998 e é camareira do Sofitel há três anos. Domingo passado, enquanto arrumava o apartamento em que se hospedava Dominique Strauss-Kahn, foi estuprada pelo diretor do FMI e candidato à presidência da França.
Consumado o crime em Brasília, a direção da Caixa Econômica Federal absolveu liminarmente o culpado e acusou a vítima de ter-se beneficiado de um estranho depósito no valor de R$ 30 mil. Francenildo explicou que o dinheiro fora enviado pelo pai. Por duvidar da palavra do caseiro, a Polícia Federal resolveu interrogá-lo até admitir, horas mais tarde, que o que disse desde sempre era verdade.
Consumado o crime em Nova York, a direção do hotel chamou a polícia, que ouviu o relato de Nafissatou. Confiantes na palavra da camareira, os agentes da lei descobriram o paradeiro do hóspede suspeito e conseguiram prendê-lo dois minutos antes da decolagem do avião que o levaria para Paris ─ e para a impunidade perpétua.
Até depor na CPI dos Bingos, Francenildo, hoje com 28 anos, não sabia quem era o homem que vira várias vezes chegando de carro à “República de Ribeirão Preto”. Informado de que se tratava do ministro da Fazenda, esperou sem medo a hora de confirmar na Justiça o que dissera no Congresso. Nunca foi chamado para detalhar o que testemunhou. Na sessão do Supremo Tribunal Federal que julgou o caso, ele se ofereceu para falar. Os juízes se dispensaram de ouvi-lo. Decidiram que Palocci não mentiu e engavetaram a história.
Depois da captura de Strauss, a camareira foi levada à polícia para fazer o reconhecimento formal do agressor. Só então descobriu que o estuprador é uma celebridade internacional. A irmã que a acompanhava assustou-se. Nafissatou, muçulmana de 32 anos, disse que acreditava na Justiça americana. Embora jurasse que tudo não passara de sexo consensual, o acusado foi recolhido a uma cela.
Nesta quinta-feira, Francenildo completou cinco anos sem emprego fixo. Palocci completou cinco dias de silêncio: perdeu a voz no domingo, quando o país soube do milagre da multiplicação do patrimônio. Pela terceira vez em oito anos, está de volta ao noticiário político-policial.
Enquanto se recupera do trauma, a camareira foi confortada por um comunicado da direção do hotel: “Estamos completamente satisfeitos com seu trabalho e seu comportamento”, diz um trecho. Nesta sexta-feira, depois de cinco noites num catre, Strauss pagou a fiança de 1 milhão de dólares para responder ao processo em prisão domiciliar. Até o julgamento, terá de usar uma tornozeleira eletrônica.
Livre de complicações judiciais, Palocci elegeu-se deputado, caiu nas graças de Dilma Rousseff e há quatro meses, na chefia da Casa Civil, faz e desfaz como primeiro-ministro. Atropelado pela descoberta de que andou ganhando pilhas de dinheiro como traficante de influência, tenta manter o emprego. Talvez consiga: desde 2003, não existe pecado do lado de baixo do Equador. O Brasil dos delinquentes cinco estrelas é um convite à reincidência.
Enlaçado pelo braço da Justiça, Strauss renunciou à direção do FMI, sepultou o projeto presidencial e é forte candidato a uma longa temporada na gaiola. Descobriu tardiamente que, nos Estados Unidos, todos são iguais perante a lei. Não há diferenças entre o hóspede do apartamento de 3 mil dólares por dia e a imigrante africana incumbida de arrumá-lo.
Altos Companheiros do PT, esse viveiro de gigolôs da miséria, recitam de meia em meia hora que o Grande Satã ianque é o retrato do triunfo dos poderosos sobre os oprimidos. Lugar de pobre que sonha com o paraíso é o Brasil que Lula inventou. Colocados lado a lado, o caseiro do Piauí e a camareira da Guiné gritam o contrário.
Se tentasse fazer lá o que faz aqui, Palocci teria estacionado no primeiro item do prontuário. Se escolhesse o País do Carnaval para fazer o que fez nos Estados Unidos, Strauss só se arriscaria a ser convidado para comandar o Banco Central. O azar de Francenildo foi não ter tentado a vida em Nova York. A sorte de Nassifatou foi ter escapado de um Brasil que absolve o criminoso reincidente e castiga quem comete o pecado da honestidade.
Nafissatou Diallo e Francenildo: exemplos de justiça e justiça

Nascido no Piauí, Francenildo Costa era caseiro em Brasília. Em 2006, depois de confirmar que Antonio Palocci frequentava regularmente a mansão que fingia nem conhecer, teve o sigilo bancário estuprado a mando do ministro da Fazenda.
Consumado o crime em Brasília, a direção da Caixa Econômica Federal absolveu liminarmente o culpado e acusou a vítima de ter-se beneficiado de um estranho depósito no valor de R$ 30 mil. Francenildo explicou que o dinheiro fora enviado pelo pai. Por duvidar da palavra do caseiro, a Polícia Federal resolveu interrogá-lo até admitir, horas mais tarde, que o que disse desde sempre era verdade.
Consumado o crime em Nova York, a direção do hotel chamou a polícia, que ouviu o relato de Nafissatou. Confiantes na palavra da camareira, os agentes da lei descobriram o paradeiro do hóspede suspeito e conseguiram prendê-lo dois minutos antes da decolagem do avião que o levaria para Paris ─ e para a impunidade perpétua.
Até depor na CPI dos Bingos, Francenildo, hoje com 28 anos, não sabia quem era o homem que vira várias vezes chegando de carro à “República de Ribeirão Preto”. Informado de que se tratava do ministro da Fazenda, esperou sem medo a hora de confirmar na Justiça o que dissera no Congresso. Nunca foi chamado para detalhar o que testemunhou. Na sessão do Supremo Tribunal Federal que julgou o caso, ele se ofereceu para falar. Os juízes se dispensaram de ouvi-lo. Decidiram que Palocci não mentiu e engavetaram a história.
Depois da captura de Strauss, a camareira foi levada à polícia para fazer o reconhecimento formal do agressor. Só então descobriu que o estuprador é uma celebridade internacional. A irmã que a acompanhava assustou-se. Nafissatou, muçulmana de 32 anos, disse que acreditava na Justiça americana. Embora jurasse que tudo não passara de sexo consensual, o acusado foi recolhido a uma cela.
Nesta quinta-feira, Francenildo completou cinco anos sem emprego fixo. Palocci completou cinco dias de silêncio: perdeu a voz no domingo, quando o país soube do milagre da multiplicação do patrimônio. Pela terceira vez em oito anos, está de volta ao noticiário político-policial.
Enquanto se recupera do trauma, a camareira foi confortada por um comunicado da direção do hotel: “Estamos completamente satisfeitos com seu trabalho e seu comportamento”, diz um trecho. Nesta sexta-feira, depois de cinco noites num catre, Strauss pagou a fiança de 1 milhão de dólares para responder ao processo em prisão domiciliar. Até o julgamento, terá de usar uma tornozeleira eletrônica.
Livre de complicações judiciais, Palocci elegeu-se deputado, caiu nas graças de Dilma Rousseff e há quatro meses, na chefia da Casa Civil, faz e desfaz como primeiro-ministro. Atropelado pela descoberta de que andou ganhando pilhas de dinheiro como traficante de influência, tenta manter o emprego. Talvez consiga: desde 2003, não existe pecado do lado de baixo do Equador. O Brasil dos delinquentes cinco estrelas é um convite à reincidência.
Enlaçado pelo braço da Justiça, Strauss renunciou à direção do FMI, sepultou o projeto presidencial e é forte candidato a uma longa temporada na gaiola. Descobriu tardiamente que, nos Estados Unidos, todos são iguais perante a lei. Não há diferenças entre o hóspede do apartamento de 3 mil dólares por dia e a imigrante africana incumbida de arrumá-lo.
Altos Companheiros do PT, esse viveiro de gigolôs da miséria, recitam de meia em meia hora que o Grande Satã ianque é o retrato do triunfo dos poderosos sobre os oprimidos. Lugar de pobre que sonha com o paraíso é o Brasil que Lula inventou. Colocados lado a lado, o caseiro do Piauí e a camareira da Guiné gritam o contrário.
Se tentasse fazer lá o que faz aqui, Palocci teria estacionado no primeiro item do prontuário. Se escolhesse o País do Carnaval para fazer o que fez nos Estados Unidos, Strauss só se arriscaria a ser convidado para comandar o Banco Central. O azar de Francenildo foi não ter tentado a vida em Nova York. A sorte de Nassifatou foi ter escapado de um Brasil que absolve o criminoso reincidente e castiga quem comete o pecado da honestidade.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Senado pode aprovar substitutivo de Marta ao PLC 122 que tolera homofobia só em templos
Por Jorge Serrão - Alertatotal
A temperatura deve atingir sua máxima, logo mais, no inferno do Senado. A Comissão de Direitos Humanos deve votar o polêmico e oportunista substitutivo que a senadora Marta Suplicy (PT-SP) fez no PLC 122. A estratégia petralha, obedecendo à engenharia social globalitária de gerar conflitos permanentes na sociedade brasileira, pretende criminalizar toda opinião filosófica, médica e moral contrária à relação sexual entre homens ou mulheres que pratiquem o homossexualismo, o bissexualismo, o lesbianismo e o transsexsualismo.
O Senado tem tudo para aprovar a aberração jurídica concebida pela sexóloga Marta – que fatura com os votos do segmento GBLT. O criativo substitutivo da petista peca pela contradição e desigualdade. Poupa da questionável “criminalização” os discursos feitos dentro de templos e igrejas contra os homossexuais. Até os defensores da causa GBLT reconhecem que a exceção concebida por Marta – para tentar ficar bem com os evangélicos – mutila o PLC 122 (que já cria um privilégio inconstitucional para uma minoria politicamente ativa, principalmente no jornalismo e no campo artístico).
Inventado em 2006 pela ex-deputada federal Iara Bernardi, do PT de São Paulo, o Projeto de Lei Complementar 122 estava arquivado desde o começo deste ano. A senadora Marta Suplicy conseguiu desarquivá-lo e agora tenta empurrar goela abaixo da nação a lei que criminaliza a "homofobia" nas vias públicas, nos programas de televisão e rádio, nas revistas, jornais, etc.
A temperatura deve atingir sua máxima, logo mais, no inferno do Senado. A Comissão de Direitos Humanos deve votar o polêmico e oportunista substitutivo que a senadora Marta Suplicy (PT-SP) fez no PLC 122. A estratégia petralha, obedecendo à engenharia social globalitária de gerar conflitos permanentes na sociedade brasileira, pretende criminalizar toda opinião filosófica, médica e moral contrária à relação sexual entre homens ou mulheres que pratiquem o homossexualismo, o bissexualismo, o lesbianismo e o transsexsualismo.
O Senado tem tudo para aprovar a aberração jurídica concebida pela sexóloga Marta – que fatura com os votos do segmento GBLT. O criativo substitutivo da petista peca pela contradição e desigualdade. Poupa da questionável “criminalização” os discursos feitos dentro de templos e igrejas contra os homossexuais. Até os defensores da causa GBLT reconhecem que a exceção concebida por Marta – para tentar ficar bem com os evangélicos – mutila o PLC 122 (que já cria um privilégio inconstitucional para uma minoria politicamente ativa, principalmente no jornalismo e no campo artístico).
Inventado em 2006 pela ex-deputada federal Iara Bernardi, do PT de São Paulo, o Projeto de Lei Complementar 122 estava arquivado desde o começo deste ano. A senadora Marta Suplicy conseguiu desarquivá-lo e agora tenta empurrar goela abaixo da nação a lei que criminaliza a "homofobia" nas vias públicas, nos programas de televisão e rádio, nas revistas, jornais, etc.
E a vergonha que era pouca se acabou
Por Gilberto Barbosa de Figueiredo
Poucas vezes na história da república brasileira houve um desapontamento tão grave como o acontecido em relação ao PT, pouco tempo após ter assumido o poder, em 2003. Nos anos anteriores, praticando uma oposição vigorosa, não poupou os adversários então no governo e se apresentava como o partido da ética e da moralidade na política. Tal discurso provocou uma onda de esperança, até mesmo em quem desconfiava da capacidade do PT, em face da pobreza técnica de seus quadros, em sair-se bem no governo da república. Chegou-se a pensar que pelo menos iríamos melhorar as práticas políticas. Triste ilusão! Não foram necessários mais do que alguns meses para se apresentar uma outra realidade.
O primeiro impacto foi, em 2005, o do mensalão, maneira como ficou conhecido um dos maiores esquemas de corrupção que o Brasil conheceu. Um sistema de transferência de propinas para parlamentares da base aliada em troca de garantia de apoio nas votações em plenário. O ex-presidente Lula inicialmente alegou ter sido traído e afirmou que desconhecia o esquema, mesmo tendo sua urdidura acontecido na antessala de seu gabinete. Hoje, tenta minimizar o escândalo, alegando que tudo não passou de caixa 2 de campanha política, o que já é uma confissão de crime.
A verdade, no entanto, é que a denúncia abalou o governo e fez com que José Dirceu, então ministro da Casa Civil, fosse exonerado do cargo. O petista, àquela época homem forte de Lula, foi apontado como o chefe do esquema da mesada. Em 2006, a Procuradoria Geral da República apresentou ao STF (Supremo Tribunal Federal) denúncia contra quarenta pessoas, entre deputados, ex-ministros, executivos e empresários. No ano seguinte, o STF aceitou a denúncia e converteu o processo em ação penal. Dos quarenta denunciados, o STF deve julgar trinta e oito, pois o deputado José Jannene (PR-PR) faleceu e o ex-secretário-geral do PT, Silvio Pereira, fez acordo e foi excluído da ação em troca de pena alternativa.
A partir do mensalão, foi uma sucessão interminável de escândalos e, fato curioso, parecia que a vergonha pelos mal feitos diminuía passo a passo até desaparecer completamente nos dias de hoje. Sem querer citar a todos – que seria cansativo – e sem preocupação com a ordem cronológica, vale relembrar alguns dos escândalos da era Lula: o caso de Furnas; os dólares na cueca; o negócio da Gamecorp-Telemar; a quebra do sigilo bancário do caseiro de Antônio Palocci; os aloprados, compradores de dossiês; as alianças com políticos de passado duvidoso - Renan Calheiros, Collor, etc; o dossiê da Casa Civil; os superfaturamentos em obras do PAC, denunciados pelo TCU; a expropriação de ativos da Petrobras na Bolívia; os gastos fora de controle com cartões corporativos.
Este último aconteceu no ano de 2008 e foi competentemente abafado por elementos da equipe de governo. Mas serviu para mostrar a maneira tortuosa de raciocinar e de agir do antigo presidente, além de sua extrema dificuldade em separar o público do privado. Os cartões corporativos foram criados com o objetivo de dar transparência aos gastos públicos e evitar abusos. Em tese, deveriam ser usados apenas para pagar gastos decorrentes do exercício funcional.
Lamentavelmente, não foi o que ocorreu. Ministros gastaram, sem nenhum controle, com aluguéis de carros, resorts, bares, até em free shops. Isso sem falar nos gastos, também abafados, do próprio palácio presidencial, sob a alegação de tratar-se de problema de segurança nacional. A farra tamanha pode ser compreendida em números: em 2003, ano em que Lula assumiu o governo, os dispêndios com cartões corporativos foi de 8,7 milhões de reais; em 2007, ano anterior à revelação do escândalo, subiram para 78 milhões de reais.
Sabe-se que mentir é próprio de pessoas que encontram obstáculo ao lidar com questões éticas. É comportamento condenável, principalmente quando o mentiroso busca tirar proveito próprio da mentira. É característico naqueles que não têm pejo em serem apontados como faltos de vergonha. Pois bem, a mentira foi uma constante nos oito anos da era Lula. Mentiu quando alegou desconhecer completamente o esquema do mensalão; mentiu quando apresentou como coisa sua diversos empreendimentos do governo anterior a que somente deu continuidade; mentiu ao maquiar números visando a apresentar-se como o melhor presidente da história do país; mentiu, particularmente, quando se dispôs a eleger sua sucessora a qualquer custo. São exemplos as promessas, em palanques, de entrega de obras do PAC que nunca se concretizaram nos prazos prometidos, como a ferrovia transnordestina e o trecho da BR 101 em Santa Catarina.
Outra mentira repetida à exaustão diz respeito à herança maldita que teria recebido de seu antecessor. Tudo que não conseguia fazer ou por incompetência própria ou de seus “companheiros” ou, ainda, por falta de vontade mesmo, era atribuído a problemas recebidos da gestão anterior. Na verdade, herança maldita foi a que legou para Dilma. No afã de vencer a eleição custe o que custar, elevou irresponsavelmente os gastos públicos, gerando pesadas dificuldades para o início do atual governo. Aqui, constata-se um curioso paradoxo. Lula, que alega ter recebido uma herança maldita, seguiu, em linhas gerais, a política econômica do antecessor. Dilma, que afirma ter recebido uma herança bendita, viu-se na contingência de tudo mudar.
Causa espanto, da mesma forma, a absoluta ausência de desconforto, da parte dos integrantes do governo, em face das constantes acusações de corrupção praticadas nas mais diversas esferas. Estranha, também, é o completa falta de constrangimento pelas regalias concedidas a amigos, apaniguados e sindicalistas, sem nenhum critério de mérito envolvido.
Nos últimos dias, a vergonha de nossos homens públicos parece que foi embora de vez. São fatos emblemáticos o perdão concedido a Delúbio Soares – sabe-se lá o que poderia revelar – réu no processo do mensalão ainda não julgado pelo STF e a negativa de filhos e netos de Lula de devolver os passaportes diplomáticos a que, legalmente, não têm direito. Tais foram evidências que levaram-me a apelar a uma paráfrase de antiga cantiga de roda: e a vergonha que era pouca se acabou!
Gilberto Barbosa de Figueiredo é General de Exército da Reserva - Artigo publicado originalmente no site Alerta Total – www.alertatotal.net
Poucas vezes na história da república brasileira houve um desapontamento tão grave como o acontecido em relação ao PT, pouco tempo após ter assumido o poder, em 2003. Nos anos anteriores, praticando uma oposição vigorosa, não poupou os adversários então no governo e se apresentava como o partido da ética e da moralidade na política. Tal discurso provocou uma onda de esperança, até mesmo em quem desconfiava da capacidade do PT, em face da pobreza técnica de seus quadros, em sair-se bem no governo da república. Chegou-se a pensar que pelo menos iríamos melhorar as práticas políticas. Triste ilusão! Não foram necessários mais do que alguns meses para se apresentar uma outra realidade.
O primeiro impacto foi, em 2005, o do mensalão, maneira como ficou conhecido um dos maiores esquemas de corrupção que o Brasil conheceu. Um sistema de transferência de propinas para parlamentares da base aliada em troca de garantia de apoio nas votações em plenário. O ex-presidente Lula inicialmente alegou ter sido traído e afirmou que desconhecia o esquema, mesmo tendo sua urdidura acontecido na antessala de seu gabinete. Hoje, tenta minimizar o escândalo, alegando que tudo não passou de caixa 2 de campanha política, o que já é uma confissão de crime.
A verdade, no entanto, é que a denúncia abalou o governo e fez com que José Dirceu, então ministro da Casa Civil, fosse exonerado do cargo. O petista, àquela época homem forte de Lula, foi apontado como o chefe do esquema da mesada. Em 2006, a Procuradoria Geral da República apresentou ao STF (Supremo Tribunal Federal) denúncia contra quarenta pessoas, entre deputados, ex-ministros, executivos e empresários. No ano seguinte, o STF aceitou a denúncia e converteu o processo em ação penal. Dos quarenta denunciados, o STF deve julgar trinta e oito, pois o deputado José Jannene (PR-PR) faleceu e o ex-secretário-geral do PT, Silvio Pereira, fez acordo e foi excluído da ação em troca de pena alternativa.
A partir do mensalão, foi uma sucessão interminável de escândalos e, fato curioso, parecia que a vergonha pelos mal feitos diminuía passo a passo até desaparecer completamente nos dias de hoje. Sem querer citar a todos – que seria cansativo – e sem preocupação com a ordem cronológica, vale relembrar alguns dos escândalos da era Lula: o caso de Furnas; os dólares na cueca; o negócio da Gamecorp-Telemar; a quebra do sigilo bancário do caseiro de Antônio Palocci; os aloprados, compradores de dossiês; as alianças com políticos de passado duvidoso - Renan Calheiros, Collor, etc; o dossiê da Casa Civil; os superfaturamentos em obras do PAC, denunciados pelo TCU; a expropriação de ativos da Petrobras na Bolívia; os gastos fora de controle com cartões corporativos.
Este último aconteceu no ano de 2008 e foi competentemente abafado por elementos da equipe de governo. Mas serviu para mostrar a maneira tortuosa de raciocinar e de agir do antigo presidente, além de sua extrema dificuldade em separar o público do privado. Os cartões corporativos foram criados com o objetivo de dar transparência aos gastos públicos e evitar abusos. Em tese, deveriam ser usados apenas para pagar gastos decorrentes do exercício funcional.
Lamentavelmente, não foi o que ocorreu. Ministros gastaram, sem nenhum controle, com aluguéis de carros, resorts, bares, até em free shops. Isso sem falar nos gastos, também abafados, do próprio palácio presidencial, sob a alegação de tratar-se de problema de segurança nacional. A farra tamanha pode ser compreendida em números: em 2003, ano em que Lula assumiu o governo, os dispêndios com cartões corporativos foi de 8,7 milhões de reais; em 2007, ano anterior à revelação do escândalo, subiram para 78 milhões de reais.
Sabe-se que mentir é próprio de pessoas que encontram obstáculo ao lidar com questões éticas. É comportamento condenável, principalmente quando o mentiroso busca tirar proveito próprio da mentira. É característico naqueles que não têm pejo em serem apontados como faltos de vergonha. Pois bem, a mentira foi uma constante nos oito anos da era Lula. Mentiu quando alegou desconhecer completamente o esquema do mensalão; mentiu quando apresentou como coisa sua diversos empreendimentos do governo anterior a que somente deu continuidade; mentiu ao maquiar números visando a apresentar-se como o melhor presidente da história do país; mentiu, particularmente, quando se dispôs a eleger sua sucessora a qualquer custo. São exemplos as promessas, em palanques, de entrega de obras do PAC que nunca se concretizaram nos prazos prometidos, como a ferrovia transnordestina e o trecho da BR 101 em Santa Catarina.
Outra mentira repetida à exaustão diz respeito à herança maldita que teria recebido de seu antecessor. Tudo que não conseguia fazer ou por incompetência própria ou de seus “companheiros” ou, ainda, por falta de vontade mesmo, era atribuído a problemas recebidos da gestão anterior. Na verdade, herança maldita foi a que legou para Dilma. No afã de vencer a eleição custe o que custar, elevou irresponsavelmente os gastos públicos, gerando pesadas dificuldades para o início do atual governo. Aqui, constata-se um curioso paradoxo. Lula, que alega ter recebido uma herança maldita, seguiu, em linhas gerais, a política econômica do antecessor. Dilma, que afirma ter recebido uma herança bendita, viu-se na contingência de tudo mudar.
Causa espanto, da mesma forma, a absoluta ausência de desconforto, da parte dos integrantes do governo, em face das constantes acusações de corrupção praticadas nas mais diversas esferas. Estranha, também, é o completa falta de constrangimento pelas regalias concedidas a amigos, apaniguados e sindicalistas, sem nenhum critério de mérito envolvido.
Nos últimos dias, a vergonha de nossos homens públicos parece que foi embora de vez. São fatos emblemáticos o perdão concedido a Delúbio Soares – sabe-se lá o que poderia revelar – réu no processo do mensalão ainda não julgado pelo STF e a negativa de filhos e netos de Lula de devolver os passaportes diplomáticos a que, legalmente, não têm direito. Tais foram evidências que levaram-me a apelar a uma paráfrase de antiga cantiga de roda: e a vergonha que era pouca se acabou!
Gilberto Barbosa de Figueiredo é General de Exército da Reserva - Artigo publicado originalmente no site Alerta Total – www.alertatotal.net
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Homofobia, um esclarecimento necessário
Por Hernandes Dias Lopes
A palavra homofobia está na moda. No mundo inteiro discute-se a questão do homossexualismo.
Em alguns países já se aprovou a lei do casamento gay. Aqui no Brasil, tramita no congresso um projeto de lei (PL 122/2006), que visa à criminalização daqueles que se posicionarem contra a prática homossexual.
O assunto que estava adormecido, em virtude de firme posição evangélica contra o referido projeto de lei, mormente na efervescência da campanha política de 2010, ganhou novo fôlego com a nova proposta da senadora Marta Suplicy (PT-SP), que pleiteia a reclusão de cinco anos, em regime fechado, para quem se posicionar publicamente contra o homossexualismo.
Diante desse fato, quero propor algumas reflexões:
Em primeiro lugar, esse projeto de lei fere o mais sagrado dos direitos, que é a liberdade de consciência.
Que os homossexuais têm direito garantido por lei de adotarem para si o estilo de vida que quiserem e fazer suas escolhas sexuais, ninguém questiona.
O que não é cabível é nos obrigar, por força de lei, concordar com essa prática.
Se os homossexuais têm liberdade de fazer suas escolhas, os heterossexuais têm o sagrado direito de pensar diferente, de serem diferentes e de expressarem livremente o seu posicionamento.
Em segundo lugar, esse projeto de lei cria uma classe privilegiada distinta das demais.
O respeito ao foro íntimo e à liberdade de consciência é a base de uma sociedade justa enquanto a liberdade de expressão é a base da democracia.
Não podemos amordaçar um povo sem produzir um regime totalitário, truculento e opressor.
Não podemos impor um comportamento goela abaixo de uma nação nem ameaçar com os rigores da lei aqueles que pensam diferente.
Nesse país se fala mal dos políticos, dos empresários, dos trabalhadores, dos religiosos, dos homens e das mulheres e só se criminaliza aqueles que discordam da prática homossexual?
Onde está a igualdade de direitos? Onde está o sagrado direito da liberdade de consciência? Onde o preceito da justiça?
Em terceiro lugar, esse projeto de lei degrada os valores morais que devem reger a sociedade.
O que estamos assistindo é uma inversão de valores.
A questão vigente não é a tolerância ao homossexualismo, mas uma promoção dessa prática.
Querem nos convencer de que a prática homossexual deve ser ensinada e adotada como uma opção sexual legítima e moralmente aceitável.
Os meios de comunicação, influenciados pelos formadores de opinião dessa vertente, induzem as crianças e adolescentes a se renderem a esse estilo de vida, que diga de passagem, está na contramão dos castiços valores morais, que sempre regeram a família e a sociedade.
O homossexualismo não é apenas uma prática condenada pelos preceitos de Deus, mas, também, é o fundo do poço da degradação moral de um povo (Rm 1.18-32).
Em quarto lugar, esse projeto de lei avilta os valores morais que devem reger a família.
Deus criou o homem e a mulher (Gn 1.27).
Ninguém nasce homossexual.
Essa é uma prática aprendida que decorre de uma educação distorcida, de um abuso sofrido ou de uma escolha errada.
Assim como ninguém nasce adúltero, de igual forma, ninguém nasce homossexual.
Essa é uma escolha deliberada, que se transforma num hábito arraigado e num vício avassalador.
Deus instituiu o casamento como uma união legal, legítima e santa entre um homem e uma mulher (Gn 2.24).
A relação homossexual é vista na Palavra de Deus como abominação para o Senhor (Lv 18.22).
A união homossexual é vista como um erro, uma torpeza, uma paixão infame, algo contrário à natureza (Rm 1.24-28).
A Palavra de Deus diz que os homossexuais não herdarão o reino de Deus, a não ser que se arrependam dessa prática (1Co 6.9,10).
Porém, aqueles que se convertem a Cristo e são santificados pelo Espírito Santo recebem uma nova mente, uma nova vida e o completo perdão divino (1Co 6.11).
A palavra homofobia está na moda. No mundo inteiro discute-se a questão do homossexualismo.
Em alguns países já se aprovou a lei do casamento gay. Aqui no Brasil, tramita no congresso um projeto de lei (PL 122/2006), que visa à criminalização daqueles que se posicionarem contra a prática homossexual.
O assunto que estava adormecido, em virtude de firme posição evangélica contra o referido projeto de lei, mormente na efervescência da campanha política de 2010, ganhou novo fôlego com a nova proposta da senadora Marta Suplicy (PT-SP), que pleiteia a reclusão de cinco anos, em regime fechado, para quem se posicionar publicamente contra o homossexualismo.
Diante desse fato, quero propor algumas reflexões:
Em primeiro lugar, esse projeto de lei fere o mais sagrado dos direitos, que é a liberdade de consciência.
Que os homossexuais têm direito garantido por lei de adotarem para si o estilo de vida que quiserem e fazer suas escolhas sexuais, ninguém questiona.
O que não é cabível é nos obrigar, por força de lei, concordar com essa prática.
Se os homossexuais têm liberdade de fazer suas escolhas, os heterossexuais têm o sagrado direito de pensar diferente, de serem diferentes e de expressarem livremente o seu posicionamento.
Em segundo lugar, esse projeto de lei cria uma classe privilegiada distinta das demais.
O respeito ao foro íntimo e à liberdade de consciência é a base de uma sociedade justa enquanto a liberdade de expressão é a base da democracia.
Não podemos amordaçar um povo sem produzir um regime totalitário, truculento e opressor.
Não podemos impor um comportamento goela abaixo de uma nação nem ameaçar com os rigores da lei aqueles que pensam diferente.
Nesse país se fala mal dos políticos, dos empresários, dos trabalhadores, dos religiosos, dos homens e das mulheres e só se criminaliza aqueles que discordam da prática homossexual?
Onde está a igualdade de direitos? Onde está o sagrado direito da liberdade de consciência? Onde o preceito da justiça?
Em terceiro lugar, esse projeto de lei degrada os valores morais que devem reger a sociedade.
O que estamos assistindo é uma inversão de valores.
A questão vigente não é a tolerância ao homossexualismo, mas uma promoção dessa prática.
Querem nos convencer de que a prática homossexual deve ser ensinada e adotada como uma opção sexual legítima e moralmente aceitável.
Os meios de comunicação, influenciados pelos formadores de opinião dessa vertente, induzem as crianças e adolescentes a se renderem a esse estilo de vida, que diga de passagem, está na contramão dos castiços valores morais, que sempre regeram a família e a sociedade.
O homossexualismo não é apenas uma prática condenada pelos preceitos de Deus, mas, também, é o fundo do poço da degradação moral de um povo (Rm 1.18-32).
Em quarto lugar, esse projeto de lei avilta os valores morais que devem reger a família.
Deus criou o homem e a mulher (Gn 1.27).
Ninguém nasce homossexual.
Essa é uma prática aprendida que decorre de uma educação distorcida, de um abuso sofrido ou de uma escolha errada.
Assim como ninguém nasce adúltero, de igual forma, ninguém nasce homossexual.
Essa é uma escolha deliberada, que se transforma num hábito arraigado e num vício avassalador.
Deus instituiu o casamento como uma união legal, legítima e santa entre um homem e uma mulher (Gn 2.24).
A relação homossexual é vista na Palavra de Deus como abominação para o Senhor (Lv 18.22).
A união homossexual é vista como um erro, uma torpeza, uma paixão infame, algo contrário à natureza (Rm 1.24-28).
A Palavra de Deus diz que os homossexuais não herdarão o reino de Deus, a não ser que se arrependam dessa prática (1Co 6.9,10).
Porém, aqueles que se convertem a Cristo e são santificados pelo Espírito Santo recebem uma nova mente, uma nova vida e o completo perdão divino (1Co 6.11).
domingo, 1 de maio de 2011
Flamengo, campeão da Taça Rio e Camponato Carioca
Ser campeão carioca é bom, mas ser campeão carioca derrotando o Vasco é muito melhor! Como venceu o primeiro turno, o Flamengo, de forma invicta, obteve o caneco sem necessidade da final. O clube da Gávea, agora, tem 32 títulos cariocas, aumentando ainda mais a vantagem sobre o Fluminense, que tem 30.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Anti-cristianismo
É sério candidato a sofrer uma denúncia, por quebra de decoro e preconceito, o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ).
Homossexual militante, Jean conseguiu alguma notoriedade participando do programa Big Brother Brasil da Rede Globo.
Lançou, na semana passada, uma campanha de combate ao cristianismo.
Em sua página do Twitter, Jean publicou várias mensagens dizendo que cristãos são doentes, homofóbicos, preconceituosos, violentos, ignorantes e fanáticos.
O deputado prometeu que se dedicará ainda mais a eliminar a influência do cristianismo na sociedade.
Por isso corre o risco de ser punido por ferir a Constituição, em seus ataques à liberdade de expressão, religião e comunicação.
Censura gay
Jean promove uma campanha de censura a usuários do Twitter que são contrários às idéias que ele defende.
Membro da Frente Parlamentar LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e travestis) no Congresso Nacional, Jean Wyllys joga a favor do "casamento" homossexual e das cartilhas de suposto combate à "homofobia" do MEC (mais conhecidas como Kit Gay).
Também quer a aprovação do famigerado PLC 122/2006 (lei da mordaça gay), projeto de lei que pretende transformar em crime qualquer crítica ou oposição ao comportamento homossexual ou às pretensões do lobby gay.
(Transcrito do blog Alerta Total)
Homossexual militante, Jean conseguiu alguma notoriedade participando do programa Big Brother Brasil da Rede Globo.
Lançou, na semana passada, uma campanha de combate ao cristianismo.
Em sua página do Twitter, Jean publicou várias mensagens dizendo que cristãos são doentes, homofóbicos, preconceituosos, violentos, ignorantes e fanáticos.
O deputado prometeu que se dedicará ainda mais a eliminar a influência do cristianismo na sociedade.
Por isso corre o risco de ser punido por ferir a Constituição, em seus ataques à liberdade de expressão, religião e comunicação.
Censura gay
Jean promove uma campanha de censura a usuários do Twitter que são contrários às idéias que ele defende.
Membro da Frente Parlamentar LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e travestis) no Congresso Nacional, Jean Wyllys joga a favor do "casamento" homossexual e das cartilhas de suposto combate à "homofobia" do MEC (mais conhecidas como Kit Gay).
Também quer a aprovação do famigerado PLC 122/2006 (lei da mordaça gay), projeto de lei que pretende transformar em crime qualquer crítica ou oposição ao comportamento homossexual ou às pretensões do lobby gay.
(Transcrito do blog Alerta Total)
terça-feira, 26 de abril de 2011
Brasil é 3º país onde mais se crê em Deus, aponta pesquisa
DA BBC BRASIL
O Brasil foi o terceiro país em que mais se acredita em "Deus ou em um ser supremo" em uma pesquisa conduzida em 23 países.
A pesquisa, feita pelo empresa de pesquisa de mercado Ipsos para a agência de notícias Reuters, ouviu 18.829 adultos e concluiu que 51% dos entrevistados "definitivamente acreditam em uma 'entidade divina' comparados com os 18% que não acreditam e 17% que não tem certeza".
O país onde mais se acredita na existência de Deus ou de um ser supremo é a Indonésia, com 93% dos entrevistados. A Turquia vem em segundo, com 91% dos entrevistados e o Brasil é o terceiro, com 84% dos pesquisados.
Entre todos os pesquisados, 51% também acreditam em algum tipo de vida após a morte, enquanto que apenas 23% acreditam que as pessoas param de existir depois da morte e 26% "simplesmente não sabem".
Entre os 51% que acreditam em algum tipo de vida após a morte, 23% acreditam na vida após a morte, mas "não especificamente em um paraíso ou inferno", 19% acreditam "que a pessoa vai para o paraíso ou inferno", outros 7% acreditam que "basicamente na reencarnação" e 2% acreditam "no paraíso, mas não no inferno".
Nesse mesmo quesito, o México vem em primeiro lugar, com 40% dos entrevistados afirmando que acreditam em uma vida após a morte, mas não em paraíso ou inferno. Em segundo está a Rússia, com 34%. O Brasil fica novamente em terceiro nesta questão, com 32% dos entrevistados.
Mas o Brasil está em segundo entre os países onde as pessoas acreditam "basicamente na reencarnação", com 12% dos entrevistados. Apenas a Hungria está à frente dos brasileiros, com 13% dos entrevistados. Em terceiro, está o México, com 11%.
Entre os que acreditam que a pessoa vai para o paraíso ou para o inferno depois da morte, o Brasil está em quinto lugar, com 28%. Em primeiro, está a Indonésia, com 62%, seguida pela África do Sul, 52%, Turquia, 52% e Estados Unidos, 41%.
CRIAÇÃO X EVOLUÇÃO
As discussões entre evolucionistas e criacionistas também foram abordadas pela pesquisa do instituto Ipsos.
Entre os entrevistados no mundo todo, 28% se definiram como criacionistas, acreditam que os seres humanos foram criados por uma força espiritual como o Deus em que acreditam e não acreditam que a origem do homem viesse da evolução de outras espécies como os macacos.
Nesta categoria, o Brasil está em quinto lugar, com 47% dos entrevistados, à frente dos Estados Unidos (40%). Em primeiro lugar está a Arábia Saudita, com 75%, seguida pela Turquia, com 60%, Indonésia em terceiro (57%) e África do Sul em quarto lugar, com 56%.
Por outro lado, 41% dos entrevistados no mundo todo se consideram evolucionistas, acreditam que os seres humanos são fruto de um lento processo de evolução a partir de espécies menos evoluídas como macacos.
Entre os evolucionistas, a Suécia está em primeiro lugar, com 68% dos entrevistados. A Alemanha vem em segundo, com 65%, seguida pela China, com 64%, e a Bélgica em quarto lugar, com 61% dos pesquisados.
DESCRENTES E INDECISOS
Entre os 18.829 adultos pesquisados no mundo todo, um total de 18% afirmam que não acreditam em "Deus, deuses, ser ou seres supremos".
No topo da lista dos descrentes está a França, com 39% dos entrevistados. A Suécia vem em segundo lugar, com 37% e a Bélgica em terceiro, com 36%. No Brasil, apenas 3% dos entrevistados declararam que não acreditam em Deus, ou deuses ou seres supremos.
A pesquisa também concluiu que 17% dos entrevistados em todo o mundo "às vezes acreditam, mas às vezes não acreditam em Deus, deuses, ser ou seres supremos".
Entre estes, o Japão está em primeiro lugar, com 34%, seguido pela China, com 32% e a Coréia do Sul, também com 32%. Nesta categoria, o Brasil tem 4% dos entrevistados
O Brasil foi o terceiro país em que mais se acredita em "Deus ou em um ser supremo" em uma pesquisa conduzida em 23 países.
A pesquisa, feita pelo empresa de pesquisa de mercado Ipsos para a agência de notícias Reuters, ouviu 18.829 adultos e concluiu que 51% dos entrevistados "definitivamente acreditam em uma 'entidade divina' comparados com os 18% que não acreditam e 17% que não tem certeza".
O país onde mais se acredita na existência de Deus ou de um ser supremo é a Indonésia, com 93% dos entrevistados. A Turquia vem em segundo, com 91% dos entrevistados e o Brasil é o terceiro, com 84% dos pesquisados.
Entre todos os pesquisados, 51% também acreditam em algum tipo de vida após a morte, enquanto que apenas 23% acreditam que as pessoas param de existir depois da morte e 26% "simplesmente não sabem".
Entre os 51% que acreditam em algum tipo de vida após a morte, 23% acreditam na vida após a morte, mas "não especificamente em um paraíso ou inferno", 19% acreditam "que a pessoa vai para o paraíso ou inferno", outros 7% acreditam que "basicamente na reencarnação" e 2% acreditam "no paraíso, mas não no inferno".
Nesse mesmo quesito, o México vem em primeiro lugar, com 40% dos entrevistados afirmando que acreditam em uma vida após a morte, mas não em paraíso ou inferno. Em segundo está a Rússia, com 34%. O Brasil fica novamente em terceiro nesta questão, com 32% dos entrevistados.
Mas o Brasil está em segundo entre os países onde as pessoas acreditam "basicamente na reencarnação", com 12% dos entrevistados. Apenas a Hungria está à frente dos brasileiros, com 13% dos entrevistados. Em terceiro, está o México, com 11%.
Entre os que acreditam que a pessoa vai para o paraíso ou para o inferno depois da morte, o Brasil está em quinto lugar, com 28%. Em primeiro, está a Indonésia, com 62%, seguida pela África do Sul, 52%, Turquia, 52% e Estados Unidos, 41%.
CRIAÇÃO X EVOLUÇÃO
As discussões entre evolucionistas e criacionistas também foram abordadas pela pesquisa do instituto Ipsos.
Entre os entrevistados no mundo todo, 28% se definiram como criacionistas, acreditam que os seres humanos foram criados por uma força espiritual como o Deus em que acreditam e não acreditam que a origem do homem viesse da evolução de outras espécies como os macacos.
Nesta categoria, o Brasil está em quinto lugar, com 47% dos entrevistados, à frente dos Estados Unidos (40%). Em primeiro lugar está a Arábia Saudita, com 75%, seguida pela Turquia, com 60%, Indonésia em terceiro (57%) e África do Sul em quarto lugar, com 56%.
Por outro lado, 41% dos entrevistados no mundo todo se consideram evolucionistas, acreditam que os seres humanos são fruto de um lento processo de evolução a partir de espécies menos evoluídas como macacos.
Entre os evolucionistas, a Suécia está em primeiro lugar, com 68% dos entrevistados. A Alemanha vem em segundo, com 65%, seguida pela China, com 64%, e a Bélgica em quarto lugar, com 61% dos pesquisados.
DESCRENTES E INDECISOS
Entre os 18.829 adultos pesquisados no mundo todo, um total de 18% afirmam que não acreditam em "Deus, deuses, ser ou seres supremos".
No topo da lista dos descrentes está a França, com 39% dos entrevistados. A Suécia vem em segundo lugar, com 37% e a Bélgica em terceiro, com 36%. No Brasil, apenas 3% dos entrevistados declararam que não acreditam em Deus, ou deuses ou seres supremos.
A pesquisa também concluiu que 17% dos entrevistados em todo o mundo "às vezes acreditam, mas às vezes não acreditam em Deus, deuses, ser ou seres supremos".
Entre estes, o Japão está em primeiro lugar, com 34%, seguido pela China, com 32% e a Coréia do Sul, também com 32%. Nesta categoria, o Brasil tem 4% dos entrevistados
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Coisas de Brasil que sugerem investigação da Polícia
Petrobras admite que pode faltar gasolina em postos
Como se sabe, nada é tão ruim que não possa piorar um pouco. A Petrobras admitiu que pode faltar gasolina em alguns postos.
Depois do discurso grandiloqüente da autosuficiência petrolífera, em meio à fumaça dos fogos do pré-sal, chega-se à encrenca graças à escassez de etanol.
Sim, isso mesmo, a estatal petroleira alega que falta etanol para misturar à gasolina. Hoje, a mistura é de 25%.
Afora a entressafra da cana, os produtores têm preferido produzir açúcar em vez de álcool. Os preços são mais covidativos.
Ouça-se o que disse o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa:
"O mais difícil [em termos de abastecimento] é o etanol anidro para ser misturado à gasolina...”
“... Se houver falta de gasolina, pode ser causada por isso [a falta de álcool]".
De novo: nada é tão ruim que não possa piorar um pouco.
(Do Blog do Josias de Sousa)
Perguntas feitas por um mané:
O Lula não alardeou ao mundo que o Brasil estava em outro patamar, o dos países suficientes em petróleo?
Por que há tanta necessidade de batizar a gasolina com o álcool?
Será que aí não cabe uma investigaçãozinha?
Como se sabe, nada é tão ruim que não possa piorar um pouco. A Petrobras admitiu que pode faltar gasolina em alguns postos.
Depois do discurso grandiloqüente da autosuficiência petrolífera, em meio à fumaça dos fogos do pré-sal, chega-se à encrenca graças à escassez de etanol.
Sim, isso mesmo, a estatal petroleira alega que falta etanol para misturar à gasolina. Hoje, a mistura é de 25%.
Afora a entressafra da cana, os produtores têm preferido produzir açúcar em vez de álcool. Os preços são mais covidativos.
Ouça-se o que disse o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa:
"O mais difícil [em termos de abastecimento] é o etanol anidro para ser misturado à gasolina...”
“... Se houver falta de gasolina, pode ser causada por isso [a falta de álcool]".
De novo: nada é tão ruim que não possa piorar um pouco.
(Do Blog do Josias de Sousa)
Perguntas feitas por um mané:
O Lula não alardeou ao mundo que o Brasil estava em outro patamar, o dos países suficientes em petróleo?
Por que há tanta necessidade de batizar a gasolina com o álcool?
Será que aí não cabe uma investigaçãozinha?
Brasil à beira do abismo
Depois do otimismo do pré-sal, sobreveio o pré-caos
Desconfie do excesso de otimismo. Sempre! O otimista crônico é um cadáver mal informado. Tome-se o caso da Petrobras.
Depois da tempestade verborrágica, veio a cobrança. Sob Lula, a estatal foi às nuvens. Chegou a atear inveja no estrangeiro.
Em 2008, pré-candidata à Casa Branca, Hillary Clinton discursou: ''O Brasil investiu em pesquisa com cana-de-açúcar e hoje é autosuficiente em energia''.
Ao lero-lero da autosuficiência somou-se a grandiloquência do pré-sal. Tratou-se o óleo das profundezas do mar como se já estivesse no barril.
De repente, o pré-sal sumiu das manchetes. O noticiário agora ocupa-se do pré-caos.
Diretor-executivo do CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura), Adriano Pires deu nome ao fenômeno:
"A população pode não perceber, mas vivemos um estrangulamento do setor de combustíveis, um apagão".
Uma notícia produzida pela repórter Raquel Landim resumiu a encrenca que conduziu ao “apagão” de que fala o especialista.
O preço do etanol roça o céu. Desde o início de 2011, subiu 30% na bomba. Em movimento de autodefesa, os motoristas correram para a gasolina.
Resultado: além de álcool, começou faltar gasolina. A Petrobras e as usinas viram-se compelidas a importar os dois produtos.
Deve-se a elevação do preço do etanol à entressafra da cana e, sobretudo, a uma opção dos usineiros.
A cotação do açúcar, em alta, tornou-se convidativa. Dá mais dinheiro transformar a cana em pó do que em líquido.
Para complicar, houve um aumento da frota de automóveis. Lula convidou o brasileiro a consumir. O governo serviu um refresco de IPI às montadoras e estimulou o crédito.
Em 2010, licenciaram-se 3,52 milhões de veículos no país. O dobro do número de licenças emitidas em 2000: 1,49 milhão.
Hoje, rodam no Brasil 32,5 milhões de carros, ônibus e caminhões. O crescimento da frota não foi acompanhado de investimentos na produção de combustível.
No ano passado, consumiam-se 117,9 milhões de metros cúbicos de derivados de petróleo, 11% a mais do que foi produzido.
Até então, a oferta de combustíveis superava a demanda. A inversão da curva levou à importação. Numa palavra: faltou planejamento.
(Do Blog do Josias de Sousa)
Desconfie do excesso de otimismo. Sempre! O otimista crônico é um cadáver mal informado. Tome-se o caso da Petrobras.
Depois da tempestade verborrágica, veio a cobrança. Sob Lula, a estatal foi às nuvens. Chegou a atear inveja no estrangeiro.
Em 2008, pré-candidata à Casa Branca, Hillary Clinton discursou: ''O Brasil investiu em pesquisa com cana-de-açúcar e hoje é autosuficiente em energia''.
Ao lero-lero da autosuficiência somou-se a grandiloquência do pré-sal. Tratou-se o óleo das profundezas do mar como se já estivesse no barril.
De repente, o pré-sal sumiu das manchetes. O noticiário agora ocupa-se do pré-caos.
Diretor-executivo do CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura), Adriano Pires deu nome ao fenômeno:
"A população pode não perceber, mas vivemos um estrangulamento do setor de combustíveis, um apagão".
Uma notícia produzida pela repórter Raquel Landim resumiu a encrenca que conduziu ao “apagão” de que fala o especialista.
O preço do etanol roça o céu. Desde o início de 2011, subiu 30% na bomba. Em movimento de autodefesa, os motoristas correram para a gasolina.
Resultado: além de álcool, começou faltar gasolina. A Petrobras e as usinas viram-se compelidas a importar os dois produtos.
Deve-se a elevação do preço do etanol à entressafra da cana e, sobretudo, a uma opção dos usineiros.
A cotação do açúcar, em alta, tornou-se convidativa. Dá mais dinheiro transformar a cana em pó do que em líquido.
Para complicar, houve um aumento da frota de automóveis. Lula convidou o brasileiro a consumir. O governo serviu um refresco de IPI às montadoras e estimulou o crédito.
Em 2010, licenciaram-se 3,52 milhões de veículos no país. O dobro do número de licenças emitidas em 2000: 1,49 milhão.
Hoje, rodam no Brasil 32,5 milhões de carros, ônibus e caminhões. O crescimento da frota não foi acompanhado de investimentos na produção de combustível.
No ano passado, consumiam-se 117,9 milhões de metros cúbicos de derivados de petróleo, 11% a mais do que foi produzido.
Até então, a oferta de combustíveis superava a demanda. A inversão da curva levou à importação. Numa palavra: faltou planejamento.
(Do Blog do Josias de Sousa)
sábado, 26 de março de 2011
A verdade nua e crua
"Caso a Justiça funcionasse de verdade, o Supremo Tribunal Federal seria dispensado de decidir se a Lei da Ficha Limpa é ou não aplicável a quem disputou as eleições de 2010: para empoleirar-se num palanque, políticos bandidos teriam de fugir da cadeia." Augusto Nunes
sexta-feira, 18 de março de 2011
Bethânia, Espiridião e a cultura brasileira
Por: Aroldo Pinheiro
Maria Bethânia está autorizada pelo Ministério da Cultura a captar R$1,3 milhão para o blog dela. Isso mesmo: R$1.300.000. Um milhão e trezentos mil com todos os zeros.
Speed (o apelido é Espide, mas, para conferir ar mais aristocrático, dei-lhe um toque bretão), injuriando afirma: “Não gastei nem um centavo para construir minha página na internet, não desembolso nada para mantê-la. Não consigo entender o porquê de toda essa dinheirama para a irmã de Caetano”. Nem eu, Speed.
J.R. Guzzo, em artigo publicado na revista Veja do dia 16 de março, pergunta: “Para que serve o Ministério da Cultura?” E responde: “Para nada que seja do interesse público”. Serve para financiar o que ninguém tem interesse de ver. O articulista afirma: “O Ministério da Cultura jamais tornará o Brasil mais culto. Nunca conseguiu desde a sua fundação; não há nenhum fato sugerindo que venha a conseguir um dia”.
Espidi está concluindo uma nova obra. O livro, que narra experiências do ex-sargento da Polícia Militar de Roraima nos garimpos do furo Santa Rosa, será publicado com recursos próprios do escritor. Com sarcástico ar inocente, Francisco Espiridião propõe: “Se Bethânia destinasse só dez mil para meu livro, ainda ficaria com um milhão e duzentos e noventa mil para declamar poesias que não interessam a ninguém”. E conclui: “Eu até abriria um link no meu blog para divulgar a baiana de Santo Amaro da Purificação.”
É, Speed. Seu erro foi ter nascido em Rondônia, morar em Roraima e não ter nenhum relacionamento com a ministra da Cultura, Ana, cujo único mérito é ser irmã de Chico Buarque.
Maria Bethânia está autorizada pelo Ministério da Cultura a captar R$1,3 milhão para o blog dela. Isso mesmo: R$1.300.000. Um milhão e trezentos mil com todos os zeros.
Speed (o apelido é Espide, mas, para conferir ar mais aristocrático, dei-lhe um toque bretão), injuriando afirma: “Não gastei nem um centavo para construir minha página na internet, não desembolso nada para mantê-la. Não consigo entender o porquê de toda essa dinheirama para a irmã de Caetano”. Nem eu, Speed.
J.R. Guzzo, em artigo publicado na revista Veja do dia 16 de março, pergunta: “Para que serve o Ministério da Cultura?” E responde: “Para nada que seja do interesse público”. Serve para financiar o que ninguém tem interesse de ver. O articulista afirma: “O Ministério da Cultura jamais tornará o Brasil mais culto. Nunca conseguiu desde a sua fundação; não há nenhum fato sugerindo que venha a conseguir um dia”.
Espidi está concluindo uma nova obra. O livro, que narra experiências do ex-sargento da Polícia Militar de Roraima nos garimpos do furo Santa Rosa, será publicado com recursos próprios do escritor. Com sarcástico ar inocente, Francisco Espiridião propõe: “Se Bethânia destinasse só dez mil para meu livro, ainda ficaria com um milhão e duzentos e noventa mil para declamar poesias que não interessam a ninguém”. E conclui: “Eu até abriria um link no meu blog para divulgar a baiana de Santo Amaro da Purificação.”
É, Speed. Seu erro foi ter nascido em Rondônia, morar em Roraima e não ter nenhum relacionamento com a ministra da Cultura, Ana, cujo único mérito é ser irmã de Chico Buarque.
quarta-feira, 16 de março de 2011
Governo revisa plano de banda larga para incluir Roraima e Amapá
Finalmente, uma boa notícia da banda do Ministério das Comunicações. O ministro Paulo Bernardo disse nesta quarta-feira que o governo vai revisar o plano da Banda Larga para incluir Roraima e Amapá. Já era sem tempo, né? Eu aqui já não aguento mais de tanto sofrer com essa internet furrequinha, melhor, banda muito estreita, estreitíssima!. Leia mais.
AULA DE ECONOMIA
Essa quem reencaminhou-me foi o amigo Aroldo Pinheiro. Vale a pena!
Curso rápido de Economia
Um viajante chega a uma cidade e entra num pequeno hotel. Na recepção, entrega duas notas de R$100,00 e pede para ver um quarto.
Enquanto o viajante inspeciona os quartos, o gerente do hotel sai correndo com as duas notas de R$100,00 e vai até o açougue pagar suas dívidas com o açougueiro.
Este pega as duas notas e vai até um criador de suínos a quem, coincidentemente, também deve R$200,00 e quita a dívida.
O criador, por sua vez, pega também as duas notas e corre ao veterinário para liquidar uma dívida de... R$200,00.
O veterinário, com a duas notas em mãos, vai até a zona quitar a dívida com uma prostituta. Coincidentemente, a dívida era de R$200,00.
A prostituta sai com o dinheiro em direção ao hotel, lugar onde, às vezes, levava seus clientes e que ultimamente não havia pago pelas acomodações. Valor total da dívida: R$200,00.
Ela avisa ao gerente que está pagando a conta e coloca as notas em cima do balcão.
Nesse momento, o viajante retorna dos quartos, diz não ser o que esperava, pega as duas notas de volta, agradece e sai do hotel.
Ninguém ganhou ou gastou nenhum centavo, porém agora toda a cidade vive sem dívidas, com o crédito restaurado e começa a ver o futuro com confiança!
MORAL DA HISTÓRIA:
NÃO QUEIRA ENTENDER ECONOMIA!
Curso rápido de Economia
Um viajante chega a uma cidade e entra num pequeno hotel. Na recepção, entrega duas notas de R$100,00 e pede para ver um quarto.
Enquanto o viajante inspeciona os quartos, o gerente do hotel sai correndo com as duas notas de R$100,00 e vai até o açougue pagar suas dívidas com o açougueiro.
Este pega as duas notas e vai até um criador de suínos a quem, coincidentemente, também deve R$200,00 e quita a dívida.
O criador, por sua vez, pega também as duas notas e corre ao veterinário para liquidar uma dívida de... R$200,00.
O veterinário, com a duas notas em mãos, vai até a zona quitar a dívida com uma prostituta. Coincidentemente, a dívida era de R$200,00.
A prostituta sai com o dinheiro em direção ao hotel, lugar onde, às vezes, levava seus clientes e que ultimamente não havia pago pelas acomodações. Valor total da dívida: R$200,00.
Ela avisa ao gerente que está pagando a conta e coloca as notas em cima do balcão.
Nesse momento, o viajante retorna dos quartos, diz não ser o que esperava, pega as duas notas de volta, agradece e sai do hotel.
Ninguém ganhou ou gastou nenhum centavo, porém agora toda a cidade vive sem dívidas, com o crédito restaurado e começa a ver o futuro com confiança!
MORAL DA HISTÓRIA:
NÃO QUEIRA ENTENDER ECONOMIA!
terça-feira, 8 de março de 2011
Nunca antes? Nada disso
CLÓVIS ROSSI
GENEBRA - Reinaldo Gonçalves é professor titular de economia internacional na Universidade Federal do Rio de Janeiro e um dos raros acadêmicos de esquerda que não se deixou cooptar por uma boquinha no governo ou até por menos, como um convite para jantar com os poderosos de turno.
Fez o que deve ser o papel do intelectual: mergulhou nos dados do IBGE e do Fundo Monetário Internacional para desafiar a propaganda governamental sobre as incríveis façanhas do governo Lula.
Montou tabelas que mostram o seguinte, em resumo apertado:
1 - Os 4% de crescimento médio do governo Lula colocam-no apenas em 19º no campeonato nacional de progresso econômico, entre os 29 presidentes desde a proclamação da República.
Perde, por exemplo, para Itamar Franco e José Sarney.
2 - Quando começou o governo Lula, o Brasil representava 2,9% do PIB mundial. Quando terminou o governo Lula, o Brasil representava 2,9% do PIB mundial. Portanto, estagnou na competição global. E ficou longe dos 3,91% de 1980.
3 - Em matéria de variação comparativa do PIB, no período 2003/ 2010, o Brasil fica em humilhante 96º lugar, entre 181 países. Está no meio da tabela e abaixo até da média mundial de crescimento, que foi, no período, de 4,4%.
4 - Em matéria de renda per capita, a do Brasil evoluiu de US$ 7.547 para US$ 10.894, entre 2003 e 2010. Mas a sua posição no ranking mundial só piorou. Estávamos em 66º lugar e caímos para 71º.
Só para cutucar o cotovelo dos "argentinofóbicos", a renda per capital da Argentina é cerca de 50% maior que a do Brasil, com seus US$15.064. E ela melhorou, do 61º lugar para o 51º.
Não quer dizer com toda a numeralha que o governo Lula foi um desastre. Ao contrário. Mas tampouco foi o milagre que a sua propaganda apregoa. Simples assim.
GENEBRA - Reinaldo Gonçalves é professor titular de economia internacional na Universidade Federal do Rio de Janeiro e um dos raros acadêmicos de esquerda que não se deixou cooptar por uma boquinha no governo ou até por menos, como um convite para jantar com os poderosos de turno.
Fez o que deve ser o papel do intelectual: mergulhou nos dados do IBGE e do Fundo Monetário Internacional para desafiar a propaganda governamental sobre as incríveis façanhas do governo Lula.
Montou tabelas que mostram o seguinte, em resumo apertado:
1 - Os 4% de crescimento médio do governo Lula colocam-no apenas em 19º no campeonato nacional de progresso econômico, entre os 29 presidentes desde a proclamação da República.
Perde, por exemplo, para Itamar Franco e José Sarney.
2 - Quando começou o governo Lula, o Brasil representava 2,9% do PIB mundial. Quando terminou o governo Lula, o Brasil representava 2,9% do PIB mundial. Portanto, estagnou na competição global. E ficou longe dos 3,91% de 1980.
3 - Em matéria de variação comparativa do PIB, no período 2003/ 2010, o Brasil fica em humilhante 96º lugar, entre 181 países. Está no meio da tabela e abaixo até da média mundial de crescimento, que foi, no período, de 4,4%.
4 - Em matéria de renda per capita, a do Brasil evoluiu de US$ 7.547 para US$ 10.894, entre 2003 e 2010. Mas a sua posição no ranking mundial só piorou. Estávamos em 66º lugar e caímos para 71º.
Só para cutucar o cotovelo dos "argentinofóbicos", a renda per capital da Argentina é cerca de 50% maior que a do Brasil, com seus US$15.064. E ela melhorou, do 61º lugar para o 51º.
Não quer dizer com toda a numeralha que o governo Lula foi um desastre. Ao contrário. Mas tampouco foi o milagre que a sua propaganda apregoa. Simples assim.
sexta-feira, 4 de março de 2011
Só para assustar...
É mesmo um pândego, esse tal de Saif al Islam, filho mais conhecido do tirano Muammar Kaddafi.
Quando era estudante, em Londres, arrancou gargalhadas de seus colegas e professores ao afirmar que a Líbia era um país democrata.
Agora, ele se sai com essa: os bombardeios contra o porto de Brega, apinhado de gente mobilizada contra o regime do paí, tinham somente a intenção de "assustar".
Os mortos em decorrência dos bombardeios são mero detalhe.
Quando era estudante, em Londres, arrancou gargalhadas de seus colegas e professores ao afirmar que a Líbia era um país democrata.
Agora, ele se sai com essa: os bombardeios contra o porto de Brega, apinhado de gente mobilizada contra o regime do paí, tinham somente a intenção de "assustar".
Os mortos em decorrência dos bombardeios são mero detalhe.
Com exclusão do Baré, Roraima está fora da Copa do Brasil, mais uma vez
O STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) julgou no início da noite desta quinta (3) a denúncia feita contra o Baré-RR, que escalou 14 jogadores irregulares na partida da Copa do Brasil na semana passada, na qual foi derrotado pela Ponte Preta por 1 a 0. Por unanimidade o tribunal excluiu o clube da competição. (Aqui)
domingo, 27 de fevereiro de 2011
E, por falar nisso...
FRANCISCO ESPIRIDIÃO
A Folha de S.Paulo publicou matéria neste domingo (27) sobre o imbróglio Cesare Battisti. Diz a reportagem que uma comissão formada por técnicos da Advocacia Geral da União e do Ministério da Justiça “se debruça sobre o caso para encontrar uma saída” para a não extradição do terrorista italiano.
Vejo nessa insistência pelo menos uma tisna, cheirando a crime de lesa-pátria. O atentado estaria exatamente em o Governo petista gastar recursos oriundos de impostos dos brasileiros na defesa extemporânea e desnecessária de uma pessoa condenada em seu país de origem pelo cometimento de crimes comuns – quatro assassinatos.
Que interesse o governo brasileiro tem para querer a ferro e fogo manter esse criminoso em território nacional? Seria o mesmo que o ex-presidente Lula expressou em 2009, ao chamar de “irmão e amigo” o ditador Muamar Kaddafi, esse celerado que agora joga sua artilharia sobre o povo líbio, nas praças?
A história parece aquela de “se ficar o bicho come, se correr o bicho pega”. Se a decisão for pela permanência no Brasil, Battisti terá de ser imediatamente posto em liberdade. Seria uma solução muito fácil. Simplória, até. Mas...
Ocorre que Battisti foi preso, em 2007, ao entrar no País, em razão de os documentos que ostentava na época serem falsificados. Sem passaporte legal, como, então, o homem poderá pedir visto de permanência no Brasil? Será que a Itália expediria um passaporte assim, no afogadilho? Sei não...
Mengão campeão
Com gol de falta de Ronaldinho, comemorado ao estilo "Bonde do Mengão sem Freio”, o Flamengo acaba de sagrar-se campeão da Taça Guanabara 2011. Essa é a sétima vez que a Taça fica na Gávea. Nas seis primeiras, sagrou-se também campeão estadual. Uma vez Flamengo, sempre Flamengo!
Necessidade...
A produção cultural de Roraima é tamanha a ponto de termos não só duas casas especializadas – o Teatro Carlos Gomes, no Centro, e o do Sesc-Mecejana. Urge, pois, a construção de um terceiro espaço para a apresentação das inúmeras peças teatrais que borbulham no mundo criativo local.
...Urgente
A nova casa será na Avenida Glaycom de Paiva, ali na subida, defronte ao elefante b.., digo, prédio branco de 12 (ou seria 13?) andares. E vai atender pelo pomposo nome de Teatro Municipal. Obras em andamento.
Tiririca e a piada
O deputado federal Tiririca será um dos membros da Comissão de Educação e Cultura da Câmara. Piada? Tá rindo de quê? Olha o respeito! Preconceito dá cadeia! O próprio Tiririca fez força para ser indicado. E o seu partido, o PR, não se fez de rogado: confirmou. Justificativa: não se trata apenas de educação, mas também de cultura. Então...
E os concursos, heim?
Quando teremos um concurso público garantido no Estado? Daqueles que tenha começo meio e fim, com os aprovados nomeados etc. e tal? Os últimos tempos têm sido pródigos em certames que, longe de chegar ao objetivo, empacam pelo caminho, feito jumento ruim. Já está parecendo brincadeira. Ou seria uma forma de se arrecadar dinheiro fácil?
Vitorino Pinto urgente!
Ruas em péssimo estado, com asfaltamento desgastado, fazendo a festa das oficinas mecânicas abundam em Boa Vista. Quero aqui, entretanto, dar uma dica de uma mais crítica ainda: a Vitorino Pinto, no 31 de Março. Operação tapa-buracos por ali passa vergonha.
Enxugando gelo
Os esforços no setor de segurança pública tem sido imensos. O trabalho executado pelo secretário-general Monteiro e equipe é extenuante, porém, insuficiente diante da onda de criminalidade. Não se pode mais trafegar a pé pelas ruas da periferia sem correr o risco de ser molestado.
Belo Monte
A construção da hidrelétrica em terras paraenses parou antes mesmo de começar. A turma do meio ambiente é mesmo poderosa. De lascar! E se essas ideias tivessem fôlego de vida durante o período militar? Como seria o país hoje? Um marasmo total, por certo. Seríamos mais necessitados que qualquer republiqueta africana.
Enquanto isso...
Guido Mantega disse que o País não pode crescer muito, não. Tem de ficar mesmo aí na casa dos 5% ao ano. Pergunta retoricamente o ministro: – Afinal, para que crescer mais do que isso, se não temos mão de obra qualificada nem infraestrutura suficiente (energia elétrica, por exemplo)?
Outra do ministro
O Brasil continua uma colônia: exporta matéria prima e importa produtos beneficiados com altíssimo valor agregado. Palavras do ministro Guido Mantega, em entrevista à Folha de S.Paulo, neste domingo. E justifica: “Não importa, (exportar matéria prima) é o que no momento deu lucro”.
A Folha de S.Paulo publicou matéria neste domingo (27) sobre o imbróglio Cesare Battisti. Diz a reportagem que uma comissão formada por técnicos da Advocacia Geral da União e do Ministério da Justiça “se debruça sobre o caso para encontrar uma saída” para a não extradição do terrorista italiano.
Vejo nessa insistência pelo menos uma tisna, cheirando a crime de lesa-pátria. O atentado estaria exatamente em o Governo petista gastar recursos oriundos de impostos dos brasileiros na defesa extemporânea e desnecessária de uma pessoa condenada em seu país de origem pelo cometimento de crimes comuns – quatro assassinatos.
Que interesse o governo brasileiro tem para querer a ferro e fogo manter esse criminoso em território nacional? Seria o mesmo que o ex-presidente Lula expressou em 2009, ao chamar de “irmão e amigo” o ditador Muamar Kaddafi, esse celerado que agora joga sua artilharia sobre o povo líbio, nas praças?
A história parece aquela de “se ficar o bicho come, se correr o bicho pega”. Se a decisão for pela permanência no Brasil, Battisti terá de ser imediatamente posto em liberdade. Seria uma solução muito fácil. Simplória, até. Mas...
Ocorre que Battisti foi preso, em 2007, ao entrar no País, em razão de os documentos que ostentava na época serem falsificados. Sem passaporte legal, como, então, o homem poderá pedir visto de permanência no Brasil? Será que a Itália expediria um passaporte assim, no afogadilho? Sei não...
Mengão campeão
Com gol de falta de Ronaldinho, comemorado ao estilo "Bonde do Mengão sem Freio”, o Flamengo acaba de sagrar-se campeão da Taça Guanabara 2011. Essa é a sétima vez que a Taça fica na Gávea. Nas seis primeiras, sagrou-se também campeão estadual. Uma vez Flamengo, sempre Flamengo!
Necessidade...
A produção cultural de Roraima é tamanha a ponto de termos não só duas casas especializadas – o Teatro Carlos Gomes, no Centro, e o do Sesc-Mecejana. Urge, pois, a construção de um terceiro espaço para a apresentação das inúmeras peças teatrais que borbulham no mundo criativo local.
...Urgente
A nova casa será na Avenida Glaycom de Paiva, ali na subida, defronte ao elefante b.., digo, prédio branco de 12 (ou seria 13?) andares. E vai atender pelo pomposo nome de Teatro Municipal. Obras em andamento.
Tiririca e a piada
O deputado federal Tiririca será um dos membros da Comissão de Educação e Cultura da Câmara. Piada? Tá rindo de quê? Olha o respeito! Preconceito dá cadeia! O próprio Tiririca fez força para ser indicado. E o seu partido, o PR, não se fez de rogado: confirmou. Justificativa: não se trata apenas de educação, mas também de cultura. Então...
E os concursos, heim?
Quando teremos um concurso público garantido no Estado? Daqueles que tenha começo meio e fim, com os aprovados nomeados etc. e tal? Os últimos tempos têm sido pródigos em certames que, longe de chegar ao objetivo, empacam pelo caminho, feito jumento ruim. Já está parecendo brincadeira. Ou seria uma forma de se arrecadar dinheiro fácil?
Vitorino Pinto urgente!
Ruas em péssimo estado, com asfaltamento desgastado, fazendo a festa das oficinas mecânicas abundam em Boa Vista. Quero aqui, entretanto, dar uma dica de uma mais crítica ainda: a Vitorino Pinto, no 31 de Março. Operação tapa-buracos por ali passa vergonha.
Enxugando gelo
Os esforços no setor de segurança pública tem sido imensos. O trabalho executado pelo secretário-general Monteiro e equipe é extenuante, porém, insuficiente diante da onda de criminalidade. Não se pode mais trafegar a pé pelas ruas da periferia sem correr o risco de ser molestado.
Belo Monte
A construção da hidrelétrica em terras paraenses parou antes mesmo de começar. A turma do meio ambiente é mesmo poderosa. De lascar! E se essas ideias tivessem fôlego de vida durante o período militar? Como seria o país hoje? Um marasmo total, por certo. Seríamos mais necessitados que qualquer republiqueta africana.
Enquanto isso...
Guido Mantega disse que o País não pode crescer muito, não. Tem de ficar mesmo aí na casa dos 5% ao ano. Pergunta retoricamente o ministro: – Afinal, para que crescer mais do que isso, se não temos mão de obra qualificada nem infraestrutura suficiente (energia elétrica, por exemplo)?
Outra do ministro
O Brasil continua uma colônia: exporta matéria prima e importa produtos beneficiados com altíssimo valor agregado. Palavras do ministro Guido Mantega, em entrevista à Folha de S.Paulo, neste domingo. E justifica: “Não importa, (exportar matéria prima) é o que no momento deu lucro”.
sábado, 15 de janeiro de 2011
Tragédia carioca, fruto da corrupção
Por Francisco Espiridião
João Damasceno Chagas, 19 anos, embarcava de Porto Velho para o Rio de Janeiro no início do mês de janeiro de 1966. Passaria a viver com o padrasto, a mãe e demais irmãos por parte de mãe, os quais sequer conhecia.
Jovem, cheio de vida, João fora criado desde os dois anos de idade sem a presença da mãe, apenas por meu pai, também pai dele, viajando por rios e igarapés perdidos em meio aos seringais acreanos. Regatão era o ofício do meu pai, na época.
João acabava de dar baixa do Exército, onde prestara o serviço militar obrigatório. Lembro-me quanto foi difícil para o “Velho” aceitar a separação do filho que criara sozinho, com tantas dificuldades, por mais de oito anos. Depois, deu-lhe madrasta, a minha mãe.
Maior sofrimento, no entanto, foi receber, em fevereiro daquele mesmo ano, a notícia fatídica: o menino havia sucumbido, juntamente com tantas outras pessoas, em meio aos desmoronamentos de morros, tal qual a tragédia que ora se repete, ainda que em menor intensidade naquela ocasião.
A fábrica de moer gente chamada desmoronamentos nas dependências geográficas do estado do Rio de Janeiro – antes RJ e Guanabara, distintos –, não é coisa nova. Este ano, extrapolou. Mais de 520 mortos segundo levantamento do meio dia desta sexta-feira.
O questionamento que se faz é: por que esse fenômeno climático tem que sobrepujar a competência das autoridades a ponto de não se evitar as mortes, vez que são todas plena e previamente anunciadas? A resposta se resume numa única palavra: corrupção.
Aí vem aquela lengalenga de que as pessoas se instalam voluntariamente nos locais mesmo sabendo tratar-se de áreas de extremo risco. Tautologia descabida. Em muitos casos, as pessoas voltam para as áreas de risco, não porque não tenham para onde ir, mas por ser cômodo.
Um exemplo é o Beiral, em Boa Vista. Aquela gente já chegou a ser retirada dali e ganhou terreno com casa em outros locais. Venderam, e retornaram às habitações inóspitas do bairro que faz confluência com a área central da cidade.
O pior é que nas encostas do Rio não se planta apenas casebres. Se as autoridades fossem realmente sérias, teriam condições de impedir que tais áreas fossem ocupadas. Se não o fazem é porque estariam criando problemas para si próprios: detonariam a estrada que leva à corrupção.
A presidente Lula, digo, Dilma Rousseff, ao visitar nessa quinta-feira as áreas atingidas, anunciou, juntamente com o governador Cabralzinho, a inserção de 1 bilhão de reais para a construção de novas moradias para abrigar as pessoas que habitam tais áreas.
Quanto desses recursos será de verdade aplicado nas medidas de saneamento e no Programa Habitacional Morar Seguro? Se a situação for resolvida de vez, nos próximos verões não haverá como se meter a mão na “bufunfa” que abunda em períodos de calamidades.
Ah, voltando ao caso do Beiral: por que as pessoas retornam àquela região pouco recomendável eticamente falando? Porque as autoridades permitem. Não fosse assim, fariam como se fez com a questão do trânsito em Boa Vista.
Quantos motoqueiros andam por aí sem capacete? E olha que não há nada mais inconveniente que o uso do tal equipamento obrigatório. Dá dor de cabeça, aumenta a coceira com a proliferação de caspas, tira a atenção, sem falar em outras dificuldades. Mas todo motoqueiro usa.
A exemplo deles, no Rio também poderia ser intensificada a vigilância sobre as áreas de risco. As pessoas plantam suas casas ali simplesmente porque as autoridades permitem. Meios para impedir existem. Porém... é-lhes conveniente? Eis aí o busílis.
João Damasceno Chagas, 19 anos, embarcava de Porto Velho para o Rio de Janeiro no início do mês de janeiro de 1966. Passaria a viver com o padrasto, a mãe e demais irmãos por parte de mãe, os quais sequer conhecia.
Jovem, cheio de vida, João fora criado desde os dois anos de idade sem a presença da mãe, apenas por meu pai, também pai dele, viajando por rios e igarapés perdidos em meio aos seringais acreanos. Regatão era o ofício do meu pai, na época.
João acabava de dar baixa do Exército, onde prestara o serviço militar obrigatório. Lembro-me quanto foi difícil para o “Velho” aceitar a separação do filho que criara sozinho, com tantas dificuldades, por mais de oito anos. Depois, deu-lhe madrasta, a minha mãe.
Maior sofrimento, no entanto, foi receber, em fevereiro daquele mesmo ano, a notícia fatídica: o menino havia sucumbido, juntamente com tantas outras pessoas, em meio aos desmoronamentos de morros, tal qual a tragédia que ora se repete, ainda que em menor intensidade naquela ocasião.
A fábrica de moer gente chamada desmoronamentos nas dependências geográficas do estado do Rio de Janeiro – antes RJ e Guanabara, distintos –, não é coisa nova. Este ano, extrapolou. Mais de 520 mortos segundo levantamento do meio dia desta sexta-feira.
O questionamento que se faz é: por que esse fenômeno climático tem que sobrepujar a competência das autoridades a ponto de não se evitar as mortes, vez que são todas plena e previamente anunciadas? A resposta se resume numa única palavra: corrupção.
Aí vem aquela lengalenga de que as pessoas se instalam voluntariamente nos locais mesmo sabendo tratar-se de áreas de extremo risco. Tautologia descabida. Em muitos casos, as pessoas voltam para as áreas de risco, não porque não tenham para onde ir, mas por ser cômodo.
Um exemplo é o Beiral, em Boa Vista. Aquela gente já chegou a ser retirada dali e ganhou terreno com casa em outros locais. Venderam, e retornaram às habitações inóspitas do bairro que faz confluência com a área central da cidade.
O pior é que nas encostas do Rio não se planta apenas casebres. Se as autoridades fossem realmente sérias, teriam condições de impedir que tais áreas fossem ocupadas. Se não o fazem é porque estariam criando problemas para si próprios: detonariam a estrada que leva à corrupção.
A presidente Lula, digo, Dilma Rousseff, ao visitar nessa quinta-feira as áreas atingidas, anunciou, juntamente com o governador Cabralzinho, a inserção de 1 bilhão de reais para a construção de novas moradias para abrigar as pessoas que habitam tais áreas.
Quanto desses recursos será de verdade aplicado nas medidas de saneamento e no Programa Habitacional Morar Seguro? Se a situação for resolvida de vez, nos próximos verões não haverá como se meter a mão na “bufunfa” que abunda em períodos de calamidades.
Ah, voltando ao caso do Beiral: por que as pessoas retornam àquela região pouco recomendável eticamente falando? Porque as autoridades permitem. Não fosse assim, fariam como se fez com a questão do trânsito em Boa Vista.
Quantos motoqueiros andam por aí sem capacete? E olha que não há nada mais inconveniente que o uso do tal equipamento obrigatório. Dá dor de cabeça, aumenta a coceira com a proliferação de caspas, tira a atenção, sem falar em outras dificuldades. Mas todo motoqueiro usa.
A exemplo deles, no Rio também poderia ser intensificada a vigilância sobre as áreas de risco. As pessoas plantam suas casas ali simplesmente porque as autoridades permitem. Meios para impedir existem. Porém... é-lhes conveniente? Eis aí o busílis.
sábado, 1 de janeiro de 2011
TEMPO. . .
Carlos Drummond de Andrade
"Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
A que se deu o nome de ano,
Foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança
Fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano
Se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez
Com outro número e outra vontade de acreditar
Que daqui para adiante vai ser diferente...
...Para você,
Desejo o sonho realizado.
O amor esperado.
A esperança renovada.
Para você,
Desejo todas as cores desta vida.
Todas as alegrias que puder sorrir.
Todas as músicas que puder emocionar.
Para você neste novo ano,
Desejo que os amigos sejam mais cúmplices,
Que sua família esteja mais unida,
Que sua vida seja mais bem vivida.
Gostaria de lhe desejar tantas coisas.
Mas nada seria suficiente... Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos.
Desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto,
Ao rumo da sua FELICIDADE!!!"
Feliz 2011 a todos!
"Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
A que se deu o nome de ano,
Foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança
Fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano
Se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez
Com outro número e outra vontade de acreditar
Que daqui para adiante vai ser diferente...
...Para você,
Desejo o sonho realizado.
O amor esperado.
A esperança renovada.
Para você,
Desejo todas as cores desta vida.
Todas as alegrias que puder sorrir.
Todas as músicas que puder emocionar.
Para você neste novo ano,
Desejo que os amigos sejam mais cúmplices,
Que sua família esteja mais unida,
Que sua vida seja mais bem vivida.
Gostaria de lhe desejar tantas coisas.
Mas nada seria suficiente... Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos.
Desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto,
Ao rumo da sua FELICIDADE!!!"
Feliz 2011 a todos!
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Não dá ideia
O servidor da Secretaria de Saúde do governo acreano, Alex Barreto, tentou suicídio ao ingerir veneno para matar rato. O caso aconteceu no dia 16 passado, em Rio Branco. Alex não morreu, mas está internado na UTI do Pronto Socorro da capital acreana.
O motivo do tresloucado ato foi a descoberta de um rombo de R$ 7 milhões dos cofres do governo, destinados ao pagamento de passagens do Tratamento Fora de Domicílio (TFD), área sob sua responsabilidade. A descoberta foi feita pela equipe de transição do novo governo.
Isso sugere alguma coisa?
O motivo do tresloucado ato foi a descoberta de um rombo de R$ 7 milhões dos cofres do governo, destinados ao pagamento de passagens do Tratamento Fora de Domicílio (TFD), área sob sua responsabilidade. A descoberta foi feita pela equipe de transição do novo governo.
Isso sugere alguma coisa?
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Veja relação de ministros confirmados para o próximo governo
Por meio de nota, a equipe de transição do governo Dilma anunciou, há pouco, em Brasília mais cinco nomes que farão parte do próximo governo. Entre eles estão dois indicados pelo PSB.
Até o meio da tarde, o suspense era sobre a aceitação do nome do prefeito de Sobral, Leônidas Cristino, para Portos e Aeroportos. A indicação é do governador do Ceará, Cid Gomes (PSB).
Diante da falta de experiência do prefeito na área, Dilma teria reagido contra a indicação. Após a queixa da presidente, ficou definido que o PSB ficará apenas com Portos e que Aeroportos permanecerá no Ministério da Defesa, comandado por Nelson Jobim.
Os ministros confirmados hoje são:
Ministro da Integração - Fernando Bezerra Coelho (PSB)
Secretaria de Portos - Leônidas Cristino (PSB)
Secretaria de Relações Institucionais - Luiz Sérgio (PT)
Controladoria-Geral da União - Jorge Hage Sobrinho
Gabinete de Segurança Institucional - General José Elito Carvalho Siqueira
Resta ainda no primeiro escalão definir a vaga para: Desenvolvimento Agrário e Secretaria Especial de Políticas para Mulheres.
Confira, por partido, quem já foi indicado
PT
Casa Civil da Presidência - Antonio Palocci
Ministério da Saúde - Alexandre Padilha
Ministério da Educação - Fernando Haddad
Ministério da Justiça - José Eduardo Cardozo
Ministério das Comunicações - Paulo Bernardo
Ministério da Fazenda - Guido Mantega
Ministério do Planejamento - Miriam Belchior
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior - Fernando Pimentel
Ministério Ciência e Tecnologia - Aloizio Mercadante
Ministério da Pesca - Ideli Salvatti
Ministério do Desenvolvimento Social - Tereza Campello (PT)
Secretaria de Direitos Humanos - Maria do Rosário
Secretaria-Geral da Presidência - Gilberto Carvalho
Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial - Luiza Helena de Bairros
PMDB
Ministério das Minas e Energia - Edison Lobão
Ministério da Defesa - Nelson Jobim
Ministério da Agricultura - Wagner Rossi
Ministério do Turismo - Pedro Novais
Ministério da Previdência - Garibaldi Alves
Secretaria de Assuntos Estratégicos - Moreira Franco
PDT
Ministério do Trabalho - Carlos Lupi
PR
Ministério dos Transportes - Alfredo Nascimento
PP
Ministério das Cidades - Mário Negromonte
PC do B
Ministério dos Esportes - Orlando Silva Jr.
Sem partido
Presidência do Banco Central - Alexandre Tombini -
Meio Ambiente - Izabella Teixeira -
Ministério da Cultura - Ana de Hollanda -
Secretaria de Comunicação Social - Helena Chagas -
Relações Exteriores - Antonio Patriota
Advocacia Geral da União - Luís Inácio de Lucena Adams
Ao todo, onze ou são ou já foram ministros de Lula.
(Com informação de Ricardo Noblat)
Até o meio da tarde, o suspense era sobre a aceitação do nome do prefeito de Sobral, Leônidas Cristino, para Portos e Aeroportos. A indicação é do governador do Ceará, Cid Gomes (PSB).
Diante da falta de experiência do prefeito na área, Dilma teria reagido contra a indicação. Após a queixa da presidente, ficou definido que o PSB ficará apenas com Portos e que Aeroportos permanecerá no Ministério da Defesa, comandado por Nelson Jobim.
Os ministros confirmados hoje são:
Ministro da Integração - Fernando Bezerra Coelho (PSB)
Secretaria de Portos - Leônidas Cristino (PSB)
Secretaria de Relações Institucionais - Luiz Sérgio (PT)
Controladoria-Geral da União - Jorge Hage Sobrinho
Gabinete de Segurança Institucional - General José Elito Carvalho Siqueira
Resta ainda no primeiro escalão definir a vaga para: Desenvolvimento Agrário e Secretaria Especial de Políticas para Mulheres.
Confira, por partido, quem já foi indicado
PT
Casa Civil da Presidência - Antonio Palocci
Ministério da Saúde - Alexandre Padilha
Ministério da Educação - Fernando Haddad
Ministério da Justiça - José Eduardo Cardozo
Ministério das Comunicações - Paulo Bernardo
Ministério da Fazenda - Guido Mantega
Ministério do Planejamento - Miriam Belchior
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior - Fernando Pimentel
Ministério Ciência e Tecnologia - Aloizio Mercadante
Ministério da Pesca - Ideli Salvatti
Ministério do Desenvolvimento Social - Tereza Campello (PT)
Secretaria de Direitos Humanos - Maria do Rosário
Secretaria-Geral da Presidência - Gilberto Carvalho
Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial - Luiza Helena de Bairros
PMDB
Ministério das Minas e Energia - Edison Lobão
Ministério da Defesa - Nelson Jobim
Ministério da Agricultura - Wagner Rossi
Ministério do Turismo - Pedro Novais
Ministério da Previdência - Garibaldi Alves
Secretaria de Assuntos Estratégicos - Moreira Franco
PDT
Ministério do Trabalho - Carlos Lupi
PR
Ministério dos Transportes - Alfredo Nascimento
PP
Ministério das Cidades - Mário Negromonte
PC do B
Ministério dos Esportes - Orlando Silva Jr.
Sem partido
Presidência do Banco Central - Alexandre Tombini -
Meio Ambiente - Izabella Teixeira -
Ministério da Cultura - Ana de Hollanda -
Secretaria de Comunicação Social - Helena Chagas -
Relações Exteriores - Antonio Patriota
Advocacia Geral da União - Luís Inácio de Lucena Adams
Ao todo, onze ou são ou já foram ministros de Lula.
(Com informação de Ricardo Noblat)
A vaga é do partido e não da coligação
Analisando um caso específico do Piauí, o Supremo Tribunal Federal (STF) acaba de criar uma nova situação na vida política brasileira, capaz de gerar alegria redobrada para uns e muitas lágrimas em outros. A decisão foi tomada na última quinta-feira (9).
Pela nova medida, qualquer parlamentar que se licenciar do cargo ou renuncie ao mandato deixará a vaga para o primeiro suplente do partido e não mais para o da coligação, como ocorria até então.
Se a medida já estivesse valendo quando o deputado federal Neudo Campos (PP) renunciou ao mandato, em setembro passado, para se dedicar à campanha pelo trono do Senador Hélio Campos, o primeiro suplente de seu partido (PP) teria assumido a vaga e não Almir Sá, que é do PR.
Outro caso específico é o da cassação do deputado estadual Chico das Verduras (hoje no PRP), por abuso de poder econômico, ocorrida na legislatura passada.
Das Verduras foi substituído pelo suplente da coligação, Flamarion Portela (PTC), e não pelo Coronel Chagas, primeiro suplente do então partido do defenestrado.
Pela decisão do Supremo, seguramente ficará mais fácil se estabelecer quem assumirá as vagas dos parlamentares banidos, caso se concretize a meia dúzia e meia de cassações previstas em função de abusos praticados no pleito do 31 de outubro. Quem viver verá.
Pela nova medida, qualquer parlamentar que se licenciar do cargo ou renuncie ao mandato deixará a vaga para o primeiro suplente do partido e não mais para o da coligação, como ocorria até então.
Se a medida já estivesse valendo quando o deputado federal Neudo Campos (PP) renunciou ao mandato, em setembro passado, para se dedicar à campanha pelo trono do Senador Hélio Campos, o primeiro suplente de seu partido (PP) teria assumido a vaga e não Almir Sá, que é do PR.
Outro caso específico é o da cassação do deputado estadual Chico das Verduras (hoje no PRP), por abuso de poder econômico, ocorrida na legislatura passada.
Das Verduras foi substituído pelo suplente da coligação, Flamarion Portela (PTC), e não pelo Coronel Chagas, primeiro suplente do então partido do defenestrado.
Pela decisão do Supremo, seguramente ficará mais fácil se estabelecer quem assumirá as vagas dos parlamentares banidos, caso se concretize a meia dúzia e meia de cassações previstas em função de abusos praticados no pleito do 31 de outubro. Quem viver verá.
sábado, 18 de dezembro de 2010
MONTE NEGRO – Bezerra de duas cabeças nasce em fazenda
Uma bezerra com duas cabeças nasceu na tarde da última quarta-feira (15) na propriedade de Valdir Teixeira, na linha C-25 travessão B-14, zona rural do município de Monte Negro, em Rondônia.
O animal apresenta também quatro olhos, duas bocas, e quatro orelhas. O dono do animal ainda não chamou nenhum veterinário para avaliar o nascimento. O bezerro mantém o movimento normal dos olhos, bocas e focinho.
O animal ainda está sendo alimentado por meio de uma mamadeira por que não consegue ficar em pé devido ao peso da cabeça.
O trabalho é feito três vezes por dia e o leite é dado na boca que fica do lado direito, ao mamar a bezerra realiza o movimento das duas bocas em sincronia.
(Fonte: Rondônia ao Vivo)
O animal apresenta também quatro olhos, duas bocas, e quatro orelhas. O dono do animal ainda não chamou nenhum veterinário para avaliar o nascimento. O bezerro mantém o movimento normal dos olhos, bocas e focinho.
O animal ainda está sendo alimentado por meio de uma mamadeira por que não consegue ficar em pé devido ao peso da cabeça.
O trabalho é feito três vezes por dia e o leite é dado na boca que fica do lado direito, ao mamar a bezerra realiza o movimento das duas bocas em sincronia.
(Fonte: Rondônia ao Vivo)
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
MST anuncia onda de ocupações para janeiro
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) anunciou uma nova onda de ocupações no estado de São Paulo. Chamada de "Janeiro Quente", ela terá início a partir da segunda quinzena de janeiro, sem prazo para terminar.
O objetivo é ocupar pelo menos 50 propriedades rurais nas regiões do Pontal do Paranapanema, Alta Noroeste, Noroeste e Alta Paulista.
O anúncio foi feito neste sábado pelo líder da ala dissidente do MST, José Rainha Júnior, após encontro com 1,5 mil líderes sem-terra, que se reuniram num circo armado no bairro rural de Engenheiro Taveira, em Araçatuba, a 535 km DCE São Paulo.
Nas ocupações, o grupo de Rainha, que controla 12 acampamentos com 2,5 mil acampados, vai contar com ajuda de outros grupos de luta pela terra.
Entre esses grupos, o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MTST), União dos Trabalhadores da Terra (Uniterra), Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST) e sindicatos de trabalhadores rurais ligados à Central Única do Trabalhador (CUT), que também anunciaram participação nas ocupações.
O objetivo é ocupar pelo menos 50 propriedades rurais nas regiões do Pontal do Paranapanema, Alta Noroeste, Noroeste e Alta Paulista.
O anúncio foi feito neste sábado pelo líder da ala dissidente do MST, José Rainha Júnior, após encontro com 1,5 mil líderes sem-terra, que se reuniram num circo armado no bairro rural de Engenheiro Taveira, em Araçatuba, a 535 km DCE São Paulo.
Nas ocupações, o grupo de Rainha, que controla 12 acampamentos com 2,5 mil acampados, vai contar com ajuda de outros grupos de luta pela terra.
Entre esses grupos, o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MTST), União dos Trabalhadores da Terra (Uniterra), Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST) e sindicatos de trabalhadores rurais ligados à Central Única do Trabalhador (CUT), que também anunciaram participação nas ocupações.
Apartheid
Além das polêmicas “cotas” nas universidades, o governo federal também incentiva os “clubes sociais negros”, surgidos na escravatura, para a “resistência contra segregação e preconceito”. Cinco Estados têm os clubes afrobrasileiros. E se os brancos criassem seus “clubes”? (Coluna Claudio Humberto).
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Battisti poderá ganhar cidadania brasileira
Além de “asilo humanitário” que Lula deve conceder antes do Natal – como esta coluna antecipou – o terrorista italiano Cesare Battisti pode ganhar até a cidadania brasileira. Lula vai alegar que os crimes do frio assassino do grupo extremista “Proletários Armados pelo Comunismo” já estariam prescritos pela lei brasileira, muito embora tenham sido cometidos na Italia. Só falta indenização de “anistiado” para o bandido. (Coluna Claudio Humberto, de hoje).
Comento:
E pensar que esse mesmo governo, tão solidário com o companheiro italiano, repatriou sob vara os atletas cubanos que pensaram em pedir asilo no Brasil...
E pensar que esse mesmo governo, tão solidário com o companheiro italiano, quer ressuscitar mortos de 40 anos atrás para penalizar militares que lutaram pela lei e a ordem no país...
E pensar... bom, deixa prá lá.
Comento:
E pensar que esse mesmo governo, tão solidário com o companheiro italiano, repatriou sob vara os atletas cubanos que pensaram em pedir asilo no Brasil...
E pensar que esse mesmo governo, tão solidário com o companheiro italiano, quer ressuscitar mortos de 40 anos atrás para penalizar militares que lutaram pela lei e a ordem no país...
E pensar... bom, deixa prá lá.
domingo, 12 de dezembro de 2010
O PAC no esgoto
Por Mary Zaidan
Ninguém precisa de lupa para achar buracos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Muito menos de engolir piadinhas do presidente Lula - “Levantem pela manhã procurando defeito na sua mulher para ver quantos ela tem. E se ela levantar procurando defeito no marido, aí é que vai ter” -, tentativa grotesca de disfarçar o atraso, o investimento aquém do prometido e a má-gestão do programa, carro-chefe da campanha eleitoral que elegeu Dilma Rousseff presidente do país.
Os números falam por si. Mais de 30% das obras do PAC estão atrasadas, algumas atrasadíssimas e outras nem mesmo saíram do papel. Sem contar a quantidade de suspeições que pairam sobre licitações e contratos. E se há setores como transportes, com 70% das metas cumpridas, ou energia, com 51%, outros são de envergonhar qualquer gestor. Em saneamento, só 8% das obras estão concluídas.
Em meados de agosto, quando o IBGE divulgou a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico 2008, com dados alarmantes – 56% dos domicílios sem qualquer ligação de esgoto e apenas 28,5% com tratamento -, Dilma desconversou. Disse que eram números de gestões anteriores e que o PAC já tinha mudado essa vergonhosa realidade. “Esperem os resultados de 2009 e 2010”, desafiou a então candidata. Já eleita, cabe saber como ela explica o fato de saneamento ser justamente a área com o pior desempenho do PAC e com o menor volume de investimentos.
Mesmo longe de cumprir as metas fixadas há quatro anos, o governo Lula lançou com pompa e circunstância o PAC 2, combustível eleitoral aditivado que, entre outras maravilhas, inclui a construção do trem bala, trilhos de ligação entre as cidades de Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas, prometido para 2014, ano da Copa. Outras dezenas de obras gigantescas têm de acontecer até a data do mundial de futebol, com ganhos para toda sorte de bolsos, menos do contribuinte, é claro.
Vislumbram-se, portanto, poucas chances para o incremento de obras que garantam coleta e tratamento de esgoto.
Se o cumprimento das metas do PAC deixa a desejar, os ganhos políticos do programa parecem ser infinitos. Depois de colher os frutos para a sua pupila, Lula quer o programa como vedete do próximo pleito. Por esse motivo, não quer nem ouvir falar em ajustes.
O PAC é também a prova dos nove de que Lula não pretende, nem de longe, ficar afastado da Presidência. Ao desautorizar o anúncio de cortes para o ano que vem feito pelo ministro da Fazenda Guido Mantega, Lula pôs todos os pingos nos “is”, deixando claríssimo que dará ordens mesmo depois de descer a rampa. E Dilma não reagiu. Fechou-se em copas, em absoluto silêncio.
A serviço de dois senhores, Mantega meteu o rabo entre as pernas. Disse que não disse o que disse e tudo ficou do jeitinho que Lula queria. Ninguém mais fala em cortes. No máximo, admite-se uma desaceleração da segunda edição do programa, que, lembrem-se os leitores, ainda ensaia sair das pranchetas. Ou seja, pura ficção.
Enquanto isso, 34,8 milhões de domicílios continuam sem esgoto. E nada indica que canos serão enterrados, já que, definitivamente, saneamento não é puxador de votos. Os Sarneys que o digam: mandam e desmandam no Maranhão há décadas mesmo ostentando a lanterninha em ligações de esgoto, com apenas 1,4% das moradias conectadas à rede.
Uma explicação convincente para o governo Lula deixar o esgoto em último lugar. Haja sujeira.
Mary Zaidan é jornalista, trabalhou nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, em Brasília. Foi assessora de imprensa do governador Mario Covas em duas campanhas e ao longo de todo o seu período no Palácio dos Bandeirantes. Há cinco anos coordena o atendimento da área pública da agência 'Lu Fernandes Comunicação e Imprensa, @maryzaidan (Transcrito do Blog do Noblat).
Ninguém precisa de lupa para achar buracos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Muito menos de engolir piadinhas do presidente Lula - “Levantem pela manhã procurando defeito na sua mulher para ver quantos ela tem. E se ela levantar procurando defeito no marido, aí é que vai ter” -, tentativa grotesca de disfarçar o atraso, o investimento aquém do prometido e a má-gestão do programa, carro-chefe da campanha eleitoral que elegeu Dilma Rousseff presidente do país.
Os números falam por si. Mais de 30% das obras do PAC estão atrasadas, algumas atrasadíssimas e outras nem mesmo saíram do papel. Sem contar a quantidade de suspeições que pairam sobre licitações e contratos. E se há setores como transportes, com 70% das metas cumpridas, ou energia, com 51%, outros são de envergonhar qualquer gestor. Em saneamento, só 8% das obras estão concluídas.
Em meados de agosto, quando o IBGE divulgou a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico 2008, com dados alarmantes – 56% dos domicílios sem qualquer ligação de esgoto e apenas 28,5% com tratamento -, Dilma desconversou. Disse que eram números de gestões anteriores e que o PAC já tinha mudado essa vergonhosa realidade. “Esperem os resultados de 2009 e 2010”, desafiou a então candidata. Já eleita, cabe saber como ela explica o fato de saneamento ser justamente a área com o pior desempenho do PAC e com o menor volume de investimentos.
Mesmo longe de cumprir as metas fixadas há quatro anos, o governo Lula lançou com pompa e circunstância o PAC 2, combustível eleitoral aditivado que, entre outras maravilhas, inclui a construção do trem bala, trilhos de ligação entre as cidades de Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas, prometido para 2014, ano da Copa. Outras dezenas de obras gigantescas têm de acontecer até a data do mundial de futebol, com ganhos para toda sorte de bolsos, menos do contribuinte, é claro.
Vislumbram-se, portanto, poucas chances para o incremento de obras que garantam coleta e tratamento de esgoto.
Se o cumprimento das metas do PAC deixa a desejar, os ganhos políticos do programa parecem ser infinitos. Depois de colher os frutos para a sua pupila, Lula quer o programa como vedete do próximo pleito. Por esse motivo, não quer nem ouvir falar em ajustes.
O PAC é também a prova dos nove de que Lula não pretende, nem de longe, ficar afastado da Presidência. Ao desautorizar o anúncio de cortes para o ano que vem feito pelo ministro da Fazenda Guido Mantega, Lula pôs todos os pingos nos “is”, deixando claríssimo que dará ordens mesmo depois de descer a rampa. E Dilma não reagiu. Fechou-se em copas, em absoluto silêncio.
A serviço de dois senhores, Mantega meteu o rabo entre as pernas. Disse que não disse o que disse e tudo ficou do jeitinho que Lula queria. Ninguém mais fala em cortes. No máximo, admite-se uma desaceleração da segunda edição do programa, que, lembrem-se os leitores, ainda ensaia sair das pranchetas. Ou seja, pura ficção.
Enquanto isso, 34,8 milhões de domicílios continuam sem esgoto. E nada indica que canos serão enterrados, já que, definitivamente, saneamento não é puxador de votos. Os Sarneys que o digam: mandam e desmandam no Maranhão há décadas mesmo ostentando a lanterninha em ligações de esgoto, com apenas 1,4% das moradias conectadas à rede.
Uma explicação convincente para o governo Lula deixar o esgoto em último lugar. Haja sujeira.
Mary Zaidan é jornalista, trabalhou nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, em Brasília. Foi assessora de imprensa do governador Mario Covas em duas campanhas e ao longo de todo o seu período no Palácio dos Bandeirantes. Há cinco anos coordena o atendimento da área pública da agência 'Lu Fernandes Comunicação e Imprensa, @maryzaidan (Transcrito do Blog do Noblat).
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
CRESCIMENTO MEDÍOCRE DO BRASIL NOS OITO ANOS DE LULA E DE BOOM MUNDIAL!
(Globo, 10) O Brasil cresceu em média 4% nos oito anos de governo do presidente Lula. O Brasil ficou abaixo da média da América Latina no período: 4,64%, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), que já tem projeções para 2010.
Considerando as estimativas do FMI, entre 2003 e 2010, o Brasil fica à frente apenas do México, que cresceu 2,1% nesse período, se consideradas as economias da América Latina.
O país empata com Chile e Paraguai, que também fecharão o período 2003-2010 com crescimento médio de 4%. A Argentina, por exemplo, registrará taxa de 7,4%; o Peru, de 6,4%; e a Venezuela, de 4,6% (Ex-Blog do Cesar Maia).
Considerando as estimativas do FMI, entre 2003 e 2010, o Brasil fica à frente apenas do México, que cresceu 2,1% nesse período, se consideradas as economias da América Latina.
O país empata com Chile e Paraguai, que também fecharão o período 2003-2010 com crescimento médio de 4%. A Argentina, por exemplo, registrará taxa de 7,4%; o Peru, de 6,4%; e a Venezuela, de 4,6% (Ex-Blog do Cesar Maia).
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Paz e tranquilidade
FRANCISCO ESPIRIDIÃO
A presidenta eleita Dilma Roussef engrossou o pescoço nesse fim de semana. Em entrevista concedida ao jornal americano The Washington Post, ela se declarou contrária à política de relações exteriores adotada pelo seu criador, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no que concerne ao Irã do celerado amigo Mahmoud Armadnejad.
Dona Dilma disse, sem meias palavras, para espanto do presidente Lula, ser contrária à prática de apedrejamento de mulheres e outras ações medievais. Criticou também a postura da Diplomacia brasileira, que ficou sobre o muro com relação à resolução da ONU, que condenou o Irã por violação dos direitos humanos.
“Minha posição não mudará quando eu assumir o cargo. Não concordo com a forma como o Brasil votou... (abstendo-se quanto à resolução)”, declarou Dilma. Muito bom, presidenta! Nisso, a senhora tem o meu mais completo apoio. É assim que se fala. Mas...
Pensando bem, será que a presidenta está mesmo com essa bola toda? Será que ela tem cacife para bater asas e garantir voo perene, independente? O tabuleiro do xadrez onde o jogo está sendo jogado desmente tal afirmativa. Pelo que se tem visto até agora, há uma quilométrica distância entre as palavras e a prática.
Tudo começa pela auréola que a rodeia, especialmente na composição do Ministério. Ainda falta a batida do martelo, mas é possível que pelo menos 11 dos 37 atuais ministros de Lula sejam empossados no Ministério, em 1º de janeiro, ainda que em postos diversos dos que ocupam hoje, mas todos da mais alta importância estratégica.
Dois estão confirmados: Guido Mantega continua na Fazenda e Wagner Rossi, na Agricultura. Fernando Haddad deve ser convidado a permanecer na Educação, Alexandre Padilha, nas Relações Institucionais, Nelson Jobim, na Defesa, Carlos Lupi, no Trabalho e Orlando Silva, nos Esportes.
Paulo Bernardo deve trocar o Planejamento pelas Comunicações, Gilberto Carvalho saltará da Chefia de Gabinete para fungar no cangote da presidenta, vai para a Secretaria Geral. E, pasmem, Antônio Palocci, defenestrado alhures da Fazenda, em situação nada cômoda, sacode a poeira e dá a volta por cima. Assumirá a chefia da Casa Civil. Tem ainda o Lobão, não aquele que come criança, mas o Edison, que volta às Minas e Energia.
Comendo pelas beiradas, como se faz com mingau quente, Lula vai aos poucos, ele mesmo, desenhando a cara do Governo Dilma. O mais impressionante de tudo é a presença de Palocci na Casa Civil.
Parece que o quase ex-presidente, por não confiar no taco da sua criatura, se viu na obrigação de pôr alguém com o cacife de um Palocci nos calcanhares dela, a fim de garantir o sucesso do empreendimento.
No mais, é tudo tranquilidade e paz no reino da alegria. Pelo menos por enquanto. Nada como esperar o Carnaval passar para se saber, de fato, o rumo dessa nau.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Lei marcial para a selva carioca
Para o coronel Gelio Fregapani (foto Google), ex-Agência Brasileira de Inteligência, mentor da doutrina de Guerra na Selva e ex-secretário de Segurança Pública de Roraima, os grandes traficantes do Rio “estão fora de alcance” e os pequenos “são facilmente substituíveis”.
Outro foco no combate ao tráfico seria o usuário, que deveria ser punido com rigor e não tratado como “coitadinho”, segundo Fregapani, para quem “tudo terminará nas mãos do Exército”.
A passagem de Fregapani por Roraima, no início do primeiro governo do estado, em 1991, foi marcada pelo autoritarismo. Por não gostar de matérias publicadas na imprensa, ele estabeleceu uma pena um tanto surreal: a proibição de entrevistá-lo por um prazo de 30 dias.
Um dos repórteres de polícia apenado foi o Antônio Bentes, do extinto Jornal de Roraima. Fregapani não conseguiu cumprir sua determinação por ter sido exonerado antes do prazo pelo então governador Ottomar Pinto. Assumiu em seu lugar o alagoano Rubens Quintela.
Outro foco no combate ao tráfico seria o usuário, que deveria ser punido com rigor e não tratado como “coitadinho”, segundo Fregapani, para quem “tudo terminará nas mãos do Exército”.
A passagem de Fregapani por Roraima, no início do primeiro governo do estado, em 1991, foi marcada pelo autoritarismo. Por não gostar de matérias publicadas na imprensa, ele estabeleceu uma pena um tanto surreal: a proibição de entrevistá-lo por um prazo de 30 dias.
Um dos repórteres de polícia apenado foi o Antônio Bentes, do extinto Jornal de Roraima. Fregapani não conseguiu cumprir sua determinação por ter sido exonerado antes do prazo pelo então governador Ottomar Pinto. Assumiu em seu lugar o alagoano Rubens Quintela.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Avião presidencial
Editorial Folha de S. Paulo
O Brasil negocia em condições reservadas a compra de um novo avião presidencial para substituir o Aerolula. A intenção do governo de adquirir a aeronave foi revelada pela Folha, na segunda-feira.
O equipamento pode custar aos cofres públicos, a depender do modelo escolhido, até R$ 500 milhões -cinco vezes o valor gasto com o atual, em 2005.
Faz pouco tempo, como se vê, que o Sucatão, como foi apelidado o Boeing-707 que servia à Presidência no governo anterior, foi substituído pelo Airbus-319 executivo.
Trocá-lo por outro avião depois de período tão curto seria não apenas um atestado de incompetência do Executivo, mas uma sinalização equivocada, de desperdício de recursos, num momento em que as finanças públicas exigem forte ajuste.
Assim que o assunto veio a público, o presidente Lula fez questão de sair em defesa da troca, sem cerimônia ou preocupação com valores: "Não tem por que não comprar. Acabou aquela bobagem do Aerolula. Acho que o Brasil precisa de um avião com mais autonomia para o presidente".
Num evidente exagero, o mandatário argumentou que o Brasil "passa humilhação" pelo fato de a aeronave precisar de escalas para conseguir alcançar alguns destinos internacionais.
A autonomia do avião presidencial é de aproximadamente 8.500 km, o que não garante uma viagem em condições seguras entre Brasília e Londres, por exemplo.
Já o Airbus-330MRTT, cuja aquisição está em estudo, pode voar 12.500 km sem necessidade de reabastecer. Cotado como alternativa, o Airbus-A340 executivo, alcança 17 mil km.
Além da maior autonomia, as aeronaves em tela ofereceriam mais espaço, em benefício do séquito de convidados que costuma atravessar os ares na companhia presidencial. O Aerolula transporta 30 pessoas, sendo 10 delas na área VIP - número que poderia ser quadruplicado.
Se a compra do Aerolula foi mal planejada, que o governo arque com as consequências - bem menos graves, aliás, do que insinua o presidente.
Se não há risco à segurança, que se mantenha o atual equipamento. Há situações de fato humilhantes no país a pedir solução - e não se comparam às prosaicas escalas do Aerolula.
Comentário meu:
E pensar que o presidente da Guiana, Bharrat Jagdeo, viaja de carona ou de avião da carreira...
O Brasil negocia em condições reservadas a compra de um novo avião presidencial para substituir o Aerolula. A intenção do governo de adquirir a aeronave foi revelada pela Folha, na segunda-feira.
O equipamento pode custar aos cofres públicos, a depender do modelo escolhido, até R$ 500 milhões -cinco vezes o valor gasto com o atual, em 2005.
Faz pouco tempo, como se vê, que o Sucatão, como foi apelidado o Boeing-707 que servia à Presidência no governo anterior, foi substituído pelo Airbus-319 executivo.
Trocá-lo por outro avião depois de período tão curto seria não apenas um atestado de incompetência do Executivo, mas uma sinalização equivocada, de desperdício de recursos, num momento em que as finanças públicas exigem forte ajuste.
Assim que o assunto veio a público, o presidente Lula fez questão de sair em defesa da troca, sem cerimônia ou preocupação com valores: "Não tem por que não comprar. Acabou aquela bobagem do Aerolula. Acho que o Brasil precisa de um avião com mais autonomia para o presidente".
Num evidente exagero, o mandatário argumentou que o Brasil "passa humilhação" pelo fato de a aeronave precisar de escalas para conseguir alcançar alguns destinos internacionais.
A autonomia do avião presidencial é de aproximadamente 8.500 km, o que não garante uma viagem em condições seguras entre Brasília e Londres, por exemplo.
Já o Airbus-330MRTT, cuja aquisição está em estudo, pode voar 12.500 km sem necessidade de reabastecer. Cotado como alternativa, o Airbus-A340 executivo, alcança 17 mil km.
Além da maior autonomia, as aeronaves em tela ofereceriam mais espaço, em benefício do séquito de convidados que costuma atravessar os ares na companhia presidencial. O Aerolula transporta 30 pessoas, sendo 10 delas na área VIP - número que poderia ser quadruplicado.
Se a compra do Aerolula foi mal planejada, que o governo arque com as consequências - bem menos graves, aliás, do que insinua o presidente.
Se não há risco à segurança, que se mantenha o atual equipamento. Há situações de fato humilhantes no país a pedir solução - e não se comparam às prosaicas escalas do Aerolula.
Comentário meu:
E pensar que o presidente da Guiana, Bharrat Jagdeo, viaja de carona ou de avião da carreira...
Saúde de 1.º Mundo em Brasília
Piolhos de pombo tomam conta de Centro Cirúrgico
O centro cirúrgico do Hospital Regional de Ceilândia (HRC), no Distrito Federal, vai ficar fechado para reforma por, pelo menos, um mês, a partir da próxima terça-feira. O local tem infiltração e está infestado por piolhos de pombo e mosquitos.
Na semana passada, o centro cirúrgico chegou a ficar interditado por dois dias para limpeza, mas de nada adiantou.
Durante o fechamento, de acordo com a direção do hospital, as cirurgias, apenas as de emergência, serão feitas no centro obstétrico. Para isso, o hospital vai diminuir a internação de grávidas.
- Aquelas que chegarem em nosso hospital em trabalho de parto adiantado serão recebidas. Mas aquelas que puderem procurar outro hospital, seria melhor - diz o diretor do HRC, Valdir Nunes.
Até segunda-feira, só serão realizadas no centro cirúrgico os procedimentos urgentes. Será feito um mutirão para operar todos os pacientes da ortopedia que já estão internados.
De acordo com a direção, não há risco de infecção por causa dos piolhos de pombos.
O centro cirúrgico do Hospital Regional de Ceilândia (HRC), no Distrito Federal, vai ficar fechado para reforma por, pelo menos, um mês, a partir da próxima terça-feira. O local tem infiltração e está infestado por piolhos de pombo e mosquitos.
Na semana passada, o centro cirúrgico chegou a ficar interditado por dois dias para limpeza, mas de nada adiantou.
Durante o fechamento, de acordo com a direção do hospital, as cirurgias, apenas as de emergência, serão feitas no centro obstétrico. Para isso, o hospital vai diminuir a internação de grávidas.
- Aquelas que chegarem em nosso hospital em trabalho de parto adiantado serão recebidas. Mas aquelas que puderem procurar outro hospital, seria melhor - diz o diretor do HRC, Valdir Nunes.
Até segunda-feira, só serão realizadas no centro cirúrgico os procedimentos urgentes. Será feito um mutirão para operar todos os pacientes da ortopedia que já estão internados.
De acordo com a direção, não há risco de infecção por causa dos piolhos de pombos.
Nove com medo e um…
Violência assombra 9 em cada 10 brasileiros. O décimo é bandido e está se esborrachando de rir dos outros nove e do resultado da pesquisa.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
POR QUE OS TRAFICANTES DO COMPLEXO DO ALEMÃO FUGIRAM?
Ex-Blog do Cesar Maia, de hoje:
1. Uma primeira pergunta é quanto ao número de traficantes que controlavam ou estavam "exilados" no Complexo do Alemão (C.A.). As forças militares e policiais no momento do cerco da semana passada falavam em 500. A imprensa -antes disso- falava em 1.200. E blogs de policiais e afins falavam em 2000. Fiquemos com 1.200. Muito difícil passarem despercebidos após o cerco, com binóculos noturnos, helicópteros, posicionamento em comunidades mais altas no entorno...
2. A polícia, nas últimas semanas, garantia que ali os traficantes contavam com 500 fuzis. Afinal, seja pela entrada de UPPs, seja pela entrada de milícias, os fuzis saltam para lá, junto com os traficantes. A polícia diz ter encontrado 34 toneladas de maconha. Mesmo que o peso inclua a embalagem, (trouxinha) e o peso seja a metade, é uma grande quantidade. Mas uma quantidade dessas não há como carregar, nem vale a pena pelo preço que o "matuto" consegue no Paraguai. A quantidade de cocaína que a polícia informa ter apreendido de 235 kg, é na verdade menos da metade disso, belo "batismo" que recebe e a "endolação".
3. A menos que fuzis e cocaína estejam enterrados (e aí vale a pena usar cães farejadores de classe A, e detectores de metais de maior sensibilidade), a saída dos -digamos- 1.200 traficantes, foi tranquila para passar com tanta "carga".
4. A polícia fala de uma rede de esgotos em construção que teria sido mais aberta por orientação dos traficantes. Bem, isso seria ter previsão da invasão e cumplicidade da empreiteira. As canalizações que estão em construção no Complexo, cujas obras começaram a fins de 2007, são na Grota e Nova Brasília, que dão na Estrada do Itararé, ponto básico da concentração.
5. A outra hipótese, levantada pela imprensa, é que tenha ocorrido cumplicidade da polícia. Bem, pode ser para uns 10 chefetes, mas para 500 ou 1.200 não há como. Os "2 ou 3 traficantes" presos, segundo policiais, estavam fora do "movimento", pois eram carta marcada. Não foram presos: se entregaram. Um deles com ajuda da mãe.
6. Mas há uma terceira hipótese. O Exército e a Polícia Federal mantêm estas comunidades mapeadas e acompanhadas. Se tudo o que se dizia do 'comando vermelho' no C.A. era verdade, o Exército e a Polícia Federal sabiam que o confronto produziria um banho de sangue, provavelmente maior entre os moradores (civis). Os traficantes não têm apego à vida e, se estivessem cercados de verdade, e com 500 fuzis, iriam atirar também na população para inibir a ação das forças militares e policiais.
7. Como seriam as manchetes da imprensa no dia seguinte, no Brasil e no Mundo com 500 moradores inocentes mortos e outros 500 baleados?
8. Portanto, há também a hipótese de que a hora limite dada pelas forças militares não era para se entregar, mas para se escapar. Afinal, é assim na UPP. E se vale a lógica da UPP (o C.A. será uma UPP, segundo o governador), nada tão coerente que priorizar o controle do território, e eliminar os riscos de uma tragédia civil.
9. Dizem os manuais da polícia: poupar a vida de um civil é mais importante que prender um bandido. Pode ser que tenha sido essa lógica. Claro, que não se pode e não se deve admitir. Mas quem estaria contra a aplicação desta lógica?
1. Uma primeira pergunta é quanto ao número de traficantes que controlavam ou estavam "exilados" no Complexo do Alemão (C.A.). As forças militares e policiais no momento do cerco da semana passada falavam em 500. A imprensa -antes disso- falava em 1.200. E blogs de policiais e afins falavam em 2000. Fiquemos com 1.200. Muito difícil passarem despercebidos após o cerco, com binóculos noturnos, helicópteros, posicionamento em comunidades mais altas no entorno...
2. A polícia, nas últimas semanas, garantia que ali os traficantes contavam com 500 fuzis. Afinal, seja pela entrada de UPPs, seja pela entrada de milícias, os fuzis saltam para lá, junto com os traficantes. A polícia diz ter encontrado 34 toneladas de maconha. Mesmo que o peso inclua a embalagem, (trouxinha) e o peso seja a metade, é uma grande quantidade. Mas uma quantidade dessas não há como carregar, nem vale a pena pelo preço que o "matuto" consegue no Paraguai. A quantidade de cocaína que a polícia informa ter apreendido de 235 kg, é na verdade menos da metade disso, belo "batismo" que recebe e a "endolação".
3. A menos que fuzis e cocaína estejam enterrados (e aí vale a pena usar cães farejadores de classe A, e detectores de metais de maior sensibilidade), a saída dos -digamos- 1.200 traficantes, foi tranquila para passar com tanta "carga".
4. A polícia fala de uma rede de esgotos em construção que teria sido mais aberta por orientação dos traficantes. Bem, isso seria ter previsão da invasão e cumplicidade da empreiteira. As canalizações que estão em construção no Complexo, cujas obras começaram a fins de 2007, são na Grota e Nova Brasília, que dão na Estrada do Itararé, ponto básico da concentração.
5. A outra hipótese, levantada pela imprensa, é que tenha ocorrido cumplicidade da polícia. Bem, pode ser para uns 10 chefetes, mas para 500 ou 1.200 não há como. Os "2 ou 3 traficantes" presos, segundo policiais, estavam fora do "movimento", pois eram carta marcada. Não foram presos: se entregaram. Um deles com ajuda da mãe.
6. Mas há uma terceira hipótese. O Exército e a Polícia Federal mantêm estas comunidades mapeadas e acompanhadas. Se tudo o que se dizia do 'comando vermelho' no C.A. era verdade, o Exército e a Polícia Federal sabiam que o confronto produziria um banho de sangue, provavelmente maior entre os moradores (civis). Os traficantes não têm apego à vida e, se estivessem cercados de verdade, e com 500 fuzis, iriam atirar também na população para inibir a ação das forças militares e policiais.
7. Como seriam as manchetes da imprensa no dia seguinte, no Brasil e no Mundo com 500 moradores inocentes mortos e outros 500 baleados?
8. Portanto, há também a hipótese de que a hora limite dada pelas forças militares não era para se entregar, mas para se escapar. Afinal, é assim na UPP. E se vale a lógica da UPP (o C.A. será uma UPP, segundo o governador), nada tão coerente que priorizar o controle do território, e eliminar os riscos de uma tragédia civil.
9. Dizem os manuais da polícia: poupar a vida de um civil é mais importante que prender um bandido. Pode ser que tenha sido essa lógica. Claro, que não se pode e não se deve admitir. Mas quem estaria contra a aplicação desta lógica?
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Justiça absolve Tiririca
Está na Coluna CH Online:
A Justiça Eleitoral de São Paulo absolveu nesta quarta (1º) o deputado federal mais votado do Brasil, Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca, que teve 1,3 milhão de votos, da acusação de falsidade ideológica.
Segundo o juiz Aloisio Silveira, Tiririca comprovou que possui noções de leitura e escrita. "A Justiça Eleitoral tem considerado inelegíveis apenas os analfabetos absolutos, e não os funcionais".
A ação penal contra o deputado eleito foi movida pelo promotor Maurício Antonio Ribeiro Lopes, que afirma que Tiririca é analfabeto, e o acusa de ter forjado a declaração que entregou à Justiça Eleitoral.
A Justiça Eleitoral de São Paulo absolveu nesta quarta (1º) o deputado federal mais votado do Brasil, Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca, que teve 1,3 milhão de votos, da acusação de falsidade ideológica.
Segundo o juiz Aloisio Silveira, Tiririca comprovou que possui noções de leitura e escrita. "A Justiça Eleitoral tem considerado inelegíveis apenas os analfabetos absolutos, e não os funcionais".
A ação penal contra o deputado eleito foi movida pelo promotor Maurício Antonio Ribeiro Lopes, que afirma que Tiririca é analfabeto, e o acusa de ter forjado a declaração que entregou à Justiça Eleitoral.
COMO MANTER O APOIO DA POPULAÇÃO NUMA GRANDE FAVELA OCUPADA PELA POLÍCIA! O X DA QUESTÃO!
(*) Cesar Maia
1. Em 2001, o prefeito foi conversar com os moradores do Jacarezinho. A favela de quase 40 mil pessoas havia sido ocupada pela polícia. A reclamação era geral. Perguntadas por que, as pessoas, comerciantes, famílias e trabalhadores, relacionavam a ocupação a uma crise de emprego, de salários e nos comércios na comunidade. A razão era que com o fechamento das bocas de fumo a circulação de dinheiro havia diminuído muito, afetando o comércio local e o emprego. O ponto seria a necessidade urgente de se ter programas de geração de renda, direcionamento dos moradores para emprego, injeção de recursos que fluíssem ali. As autoridades estaduais foram informadas. Nada fizeram.
2. Em 2004, depois dos confrontos na Rocinha que culminaram com a mudança do controle das bocas de fumo do Comando Vermelho para a ADA, a polícia militar ocupou a favela. O prefeito foi conversar com os moradores. Todos, ou quase, estavam a favor da ocupação. Mas com a experiência do Jacarezinho, o governo do estado foi contatado, assim como o editor chefe de um grande jornal. O prefeito chamava a atenção que em breve a população estaria contra, quando o dinheiro parasse de circular numa central do tráfico responsável por 1/3 da distribuição da droga no varejo do Rio.
3. Nada foi feito. A ONG Viva Rio, com a cobertura das TVs, jornais e rádios, foi à secretaria de segurança do estado pedir ao secretário que retirasse a polícia da Rocinha e que deixasse apenas a responsabilidade de rotina do 23 BPM. A polícia saiu.
4. Agora, com a ocupação do Complexo do Alemão e da Vila Cruzeiro, em breve, com a redução da circulação de dinheiro pelo fechamento das bocas de fumo e das maquininhas (muitas ali), o fenômeno voltará a ocorrer. A população totalmente a favor no início, passará a relacionar a ocupação com menos emprego, menos recursos, e o comércio com menos movimento.
5. No calor da euforia da ocupação, as autoridades falam em programas urbano-sociais. Claro, são sempre importantes. Mas o fundamental é introduzir programas de geração de renda, de busca de empregos e de injeção de recursos na comunidade para circulação local. Esse será o ponto em mais 60 dias. Deve-se criar uma coordenação de emprego e renda com representação federal, estadual e municipal e entidades empresariais. E urgente.
(*) Ex-prefeito do Rio no período de 2001 a 2008 (falando com experiência de caso).
1. Em 2001, o prefeito foi conversar com os moradores do Jacarezinho. A favela de quase 40 mil pessoas havia sido ocupada pela polícia. A reclamação era geral. Perguntadas por que, as pessoas, comerciantes, famílias e trabalhadores, relacionavam a ocupação a uma crise de emprego, de salários e nos comércios na comunidade. A razão era que com o fechamento das bocas de fumo a circulação de dinheiro havia diminuído muito, afetando o comércio local e o emprego. O ponto seria a necessidade urgente de se ter programas de geração de renda, direcionamento dos moradores para emprego, injeção de recursos que fluíssem ali. As autoridades estaduais foram informadas. Nada fizeram.
2. Em 2004, depois dos confrontos na Rocinha que culminaram com a mudança do controle das bocas de fumo do Comando Vermelho para a ADA, a polícia militar ocupou a favela. O prefeito foi conversar com os moradores. Todos, ou quase, estavam a favor da ocupação. Mas com a experiência do Jacarezinho, o governo do estado foi contatado, assim como o editor chefe de um grande jornal. O prefeito chamava a atenção que em breve a população estaria contra, quando o dinheiro parasse de circular numa central do tráfico responsável por 1/3 da distribuição da droga no varejo do Rio.
3. Nada foi feito. A ONG Viva Rio, com a cobertura das TVs, jornais e rádios, foi à secretaria de segurança do estado pedir ao secretário que retirasse a polícia da Rocinha e que deixasse apenas a responsabilidade de rotina do 23 BPM. A polícia saiu.
4. Agora, com a ocupação do Complexo do Alemão e da Vila Cruzeiro, em breve, com a redução da circulação de dinheiro pelo fechamento das bocas de fumo e das maquininhas (muitas ali), o fenômeno voltará a ocorrer. A população totalmente a favor no início, passará a relacionar a ocupação com menos emprego, menos recursos, e o comércio com menos movimento.
5. No calor da euforia da ocupação, as autoridades falam em programas urbano-sociais. Claro, são sempre importantes. Mas o fundamental é introduzir programas de geração de renda, de busca de empregos e de injeção de recursos na comunidade para circulação local. Esse será o ponto em mais 60 dias. Deve-se criar uma coordenação de emprego e renda com representação federal, estadual e municipal e entidades empresariais. E urgente.
(*) Ex-prefeito do Rio no período de 2001 a 2008 (falando com experiência de caso).
O enxugamento de gelo continua
Edição do Alerta Total – http://www.alertatotal.net/
(*) Jorge Serrão
Vai muito bem a estratégia de “quebrar” o Comando Vermelho, para que uma organização mais bem estruturada assuma o seu lugar no lucrativo mercado de venda de drogas do Rio de Janeiro. Graças à Guerra de enxugamento de gelo contra o narcotráfico no Complexo do Alemão, a cotação do quilo da maconha já disparou na “Bolsa de Valores” da vagabundagem. Custava R$ 300 antes da invasão, e agora já chega a R$ 650, no atacado. Não demora, os preços disparam no varejo.
A Inteligência da Polícia do Rio de Janeiro deixa vazar as informações. Fornecedores de maconha no Paraguai (ligados às FARC) e em São Paulo (ligados às FARC e ao PCC) pararam, ao menos temporariamente, de enviar cargas para o Rio. O CV parou de receber drogas em consignação. Os atacadistas só aceitam pagamento em dinheiro. Como o CV está temporariamente de caixa baixa, por causa da ocupação do Alemão (seu principal centro logístico), os negócios ficam inviabilizados. Traficantes não conseguem repor o estoque da droga em outros morros, como Mangueira e Jacarezinho.
A Policia informa que o “comerciante” mais afetado, até agora, pela quebra no fornecimento é Marcelo da Silva Leandro. Conhecido como Marcelinho Niterói, ele tem dívida alta com fornecedores do Paraguai. Só receberá novos estoques, se pagar o que deve. Marcelinho e outros narcovarejistas ficarão, em breve, reféns dos fornecedores. Quando o sufoco econômico se intensificar, eles cairão – graças a operações policiais espetaculares. No lugar deles, assumem novos “comerciantes”. Porque o lucrativo negócio do tráfico não pode parar. Apenas, para efeito de marketing, não pode ficar ostensivo na cidade que vai sediar Olimpíadas e jogos da próxima copa do mundo de futebol...
(*) Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.
(*) Jorge Serrão
Vai muito bem a estratégia de “quebrar” o Comando Vermelho, para que uma organização mais bem estruturada assuma o seu lugar no lucrativo mercado de venda de drogas do Rio de Janeiro. Graças à Guerra de enxugamento de gelo contra o narcotráfico no Complexo do Alemão, a cotação do quilo da maconha já disparou na “Bolsa de Valores” da vagabundagem. Custava R$ 300 antes da invasão, e agora já chega a R$ 650, no atacado. Não demora, os preços disparam no varejo.
A Inteligência da Polícia do Rio de Janeiro deixa vazar as informações. Fornecedores de maconha no Paraguai (ligados às FARC) e em São Paulo (ligados às FARC e ao PCC) pararam, ao menos temporariamente, de enviar cargas para o Rio. O CV parou de receber drogas em consignação. Os atacadistas só aceitam pagamento em dinheiro. Como o CV está temporariamente de caixa baixa, por causa da ocupação do Alemão (seu principal centro logístico), os negócios ficam inviabilizados. Traficantes não conseguem repor o estoque da droga em outros morros, como Mangueira e Jacarezinho.
A Policia informa que o “comerciante” mais afetado, até agora, pela quebra no fornecimento é Marcelo da Silva Leandro. Conhecido como Marcelinho Niterói, ele tem dívida alta com fornecedores do Paraguai. Só receberá novos estoques, se pagar o que deve. Marcelinho e outros narcovarejistas ficarão, em breve, reféns dos fornecedores. Quando o sufoco econômico se intensificar, eles cairão – graças a operações policiais espetaculares. No lugar deles, assumem novos “comerciantes”. Porque o lucrativo negócio do tráfico não pode parar. Apenas, para efeito de marketing, não pode ficar ostensivo na cidade que vai sediar Olimpíadas e jogos da próxima copa do mundo de futebol...
(*) Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Guerra do Rio - Origem do conflito
Ainda nem bem passou a empolgação pela vitória das "forças legais" sobre os "criminosos", no Rio, começam a estourar as histórias nada altruístas. A notícia abaixo está no Jornal Tribuna da Imprensa Online:
Serviços de inteligência daqui e do exterior têm informações seguras de que a onda de violência no Rio de Janeiro resultou de um impasse nas negociações financeiras entre policiais corruptos e representantes de chefes de quadrilha.
Os bandidos teriam quebrado o pacto de não-agressão porque se recusaram a reajustar a tabela de propinas pagas às autoridades.
Não passa de mero ilusionismo a versão do governo Serginho Cabral de que a onda de violência foi provocada pelo Comando Vermelho por causa da implantação de Unidades de Polícia Pacificadora, as famosas UPPs.
Serviços de inteligência daqui e do exterior têm informações seguras de que a onda de violência no Rio de Janeiro resultou de um impasse nas negociações financeiras entre policiais corruptos e representantes de chefes de quadrilha.
Os bandidos teriam quebrado o pacto de não-agressão porque se recusaram a reajustar a tabela de propinas pagas às autoridades.
Não passa de mero ilusionismo a versão do governo Serginho Cabral de que a onda de violência foi provocada pelo Comando Vermelho por causa da implantação de Unidades de Polícia Pacificadora, as famosas UPPs.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Rio: a senhora liberdade abriu as asas sobre nós
O GLOBO
Rabiscado por uma moradora do Complexo do Alemão e depositado numa caixinha de fósforo, os versos de um samba imortalizado pela Imperatriz Leopoldinense — escola de samba da região — que pede por liberdade se tornou realidade ontem num dos maiores conjuntos de favelas do Rio.
Depois de pelo menos 30 anos de domínio do tráfico, a polícia do Rio, com tropas das Forças Armadas, levou pouco mais de uma hora para chegar ao alto do maciço.
Foram momentos de intensa expectativa. Mas, logo, um dos momentos mais marcantes e emocionantes dos últimos dias de ataques de terror, e contra-ataques das forças de segurança, seria presenciado: a Bandeira do Brasil tremulava soberana sobre uma laje, uma imagem que já entrou para a história da cidade.
— O Alemão era o coração do mal — disse, no fim do dia, o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, traduzindo em poucas palavras o significado da vitória.
Ao contrário do que se temia, o banho de sangue não aconteceu. Os 2.600 homens do Estado "varreram tudo o que estava pela frente" como prometido na véspera, depois de 24 horas de um ultimato em que se aguardou a rendição dos bandidos entrincheirados, sem ferir um inocente sequer. A operação foi exemplar.
Nas contas das baixas, três mortos, apenas do lado dos bandidos. No início da manhã, houve confrontos. Mas, em seguida, os policiais teriam pleno domínio da região de mais difícil acesso, conhecida como Areal. Ali, já se dava como certo o sucesso da missão que alguns achavam ser impossível.
À medida em que os policiais progrediam morro acima, o mito de que no Alemão estava a quadrilha mais temida do Comando Vermelho rolava morro abaixo.
Centenas de bandidos que fugiram para lá, depois das incursões na Vila Cruzeiro, na Penha, deram nova demonstração de que jogavam para a plateia ao exibir fuzis e fazer sinais ameaçadores do bunker. Cara a cara com os policiais, o comportamento mudou muito. Como ratos, chegaram a tentar fugir pelo esgoto.
Prova de que a aparente valentia não resistiu à pressão foi a prisão do traficante Elizeu Felício de Souza, conhecido como Zeu.
Condenado pelo assassinato do jornalista Tim Lopes e foragido da Justiça, ele estava visivelmente abatido ao ser detido. Um detalhe não passou despercebido: ele tinha urinado nas calças.
Guerra do Rio - Vitória do bem
Policiais militares fixam a bandeira brasileira no ponto mais alto do Complexo do Alemão, neste domingo (28), simbolizando a retomada do território, até então ocupado por traficantes. (Foto: Sérgio Morais/Reuters).
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