Trancrito do blog Alerta Total – www.alertatotal.net
Se a eleição presidencial fosse hoje, com os competidores previsíveis e
tradicionais, Dilma Rousseff ganharia facilmente. Seria reeleita não
pela competência ou sucesso estrondoso de seu governo. Venceria,
simplesmente, por falta de um adversário político. A falta de oposição –
e de um concorrente que reflita tal postura claramente ao
cidadão-eleitor-contribuinte – deve conceder ao PT mais uns anos no
trono imperial do Palácio do Planalto.
Quem poderia derrotar Dilma Rousseff? Resposta facinha: seu maior
inimigo é interno. Chama-se Luiz Inácio Lula da Silva. Se a vaidade e a
sede de poder permanente falarem mais alto, como de costume, o
ex-Presidente vai atropelar a Presidenta e tirá-la do caminho
reeleitoral. Nas condições atuais de tempo e temperatura política, com
previsão válida até 2014, Dilma se reelege facilmente. Já o companheiro
$talinácio, não, apesar de seu endeusado poder mítico. (Releia o artigo:
A implosão do Mito Lula terá resultado imediato?)
Lula já deu o que tinha de dar. Quem passa pela Presidência da
República, se tivesse um mínimo de bom senso e honradez política deveria
se aposentar, mantendo uma postura de estadista. Lula não consegue – a
exemplo de José Sarney e Fernando Collor. Itamar Franco, que já morreu,
não conta. Fernando Henrique Cardoso só não tenta um retorno trinfal
porque não tem a menor condição. Lula ainda se acha e continua
sobrevivendo como um eterno sindicalista militante. Banca o cabo
eleitoral para o poste Haddad ou para o Claudinho da Geladeira – que
sonha ser o alcaide dos 41 mil habitantes da pequena Rio Grande da
Serra, na Grande São Paulo.
O escândalo do Mensalão não afeta tanto a eleição municipal – como se
chegou a pensar. Pesquisas de opinião feitas por partidos e institutos
de pesquisa indicam isto. Mas o julgamento do mensalão prejudica muito a
imagem de Lula. Pior ainda, a desconstrói. Com os votos dos ministros
do Supremo Tribunal Federal até agora, fica claro que o esquema
mensaleiro tinha um chefão bem acima do operador Marcos Valério e um
pouco mais arriba do suposto-chefe José Dirceu.
Por fora do rolo do mensalão – mas correndo secretamente em parelelo, o
STF terá de julgar, algum dia, o procedimento investigatório número
2.474. O caso, com 77 volumes, corre em segredo de Justiça. Como ainda
se encontra na fase de investigação policial, não resultou em denúncia
feita pelo Procurador-geral da República. O alvo secreto deste escândalo
é Lula. O inquérito é um desdobramento da ação penal 470, e foi aberto
para apurar novos sacadores de dinheiro das empresas de Marcos Valério –
com grandes chances de puxar uma cadeia pela condenação, por goleada,
no STF.
Sem direito à imunidade parlamentar, e sem o foro privilegiado que o
mandato presidencial lhe assegurava, Lula agora pode se transformar em
um réu como outro qualquer. Em outra ação movida contra ele, o
Ministério Público Federal já até solicitou o bloqueio de seus bens.
Lula foi acionado na Justiça Federal, por improbidade administrativa. O
MPF denunciou, em 2011, que Lula buscou a “autopromoção” e favoreceu o
banco BMG (envolvido no processo do Mensalão), quando enviou cartas
(assinadinhas por ele) a aposentados e pensionistas oferecendo crédito
consignado.
Os empréstimos com desconto na folha de pagamento do INSS, que hoje
infernizam o bolso dos idosos, podem ser a maldição política para Lula.
Tudo vai depender se a Justiça terá mesmo coragem de investigar o mítico
personagem. O bloqueio dos bens dele foi pedido porque alguém no MPF
soube que, segundo avaliação de uma empresa de inteligência
franco-suíça, Lula e seus familiares teriam um impressionante patrimônio
milionário em bens imóveis.
Lula é um personagem com imagem em desgaste, com risco de decadência
política no curto prazo e com problemas nunca antes historiados na
Justiça. Além disso, ainda tem de tomar cuidado com o imponderável
envolvido no pós-tratamento de um câncer de laringe - que a marketagem
médica afirma estar “curado”. Também precisa tratar com muito carinho a
companheira Dilma Rousseff, porque se ela se sentir traída por ele, vai
se esquecer de tudo que a fez se sentir atraída anteriormente e vai
justiçar Lula nos moldes em que a turma dela fazia nos tempos da
guerrilha armada contra o regime militar.
Por enquanto, Dilma está na dela. Lula é quem está com o dele na reta e
já preocupado com a única “novidade política” que poderia impor uma
surpreendente derrota ao PT na eleição presidencial de 2014. O nome do
“concorrente” (ainda não tratado oficialmente como tal) é Joaquim
Barbosa. O futuro presidente (pelo menos do STF) é uma estrela em alta.
Tudo graças ao competente e corajoso trabalho como relator da Ação Penal
470 que já condena alguns mensaleiros. Para a opinião pública – e parte
da publicada -, Barbosa se transforma em um símbolo de correção e
Justiça – justamente no País em que vigoram as coisas erradas e as
injustiças de toda espécie.
Barbosa pode virar um mito? Claro que pode. Basta que sua imagem seja
trabalhada com pitadas de marketing político. O operário Lula, na
verdade um sindicalista que trabalhou muito pouco e que agora tem um
patrimônio superior ao de muito dono de fábrica, conseguiu ser
transformado em mito. Barbosa, que tem um currículo consistente e uma
carreira sólida no Judiciário, com a fama angariada no caso do Mensalão,
tem tudo para se credenciar como um grande brasileiro da História.
O imaginário popular já o trata como herói. Para o carnaval de 2013,
Barbosa já é tido como sucesso garantido. Uma fábrica lá da minha
querida São Gonçalo, metrópole vizinha de Niterói, já programa produzir
cerca de 10 máscaras de plástico do Barbosa. A justificativa comercial
apresentada pela dona do negócio, a espanhola Olga Gilbert Valles, é bem
interessante: “Joaquim Barbosa é como o Batman, um Justiceiro”. Pronto:
o negão de capa preta (togada) já é um herói nacional. Daria até um
filme épico de anti-gangsterismo: “
O Super Barbosa contra o Chefão do Mensalão”. Sucesso de bilheteria... Os gaiatos da internet já fizeram até uma sugestão de cartaz e capa de DVD...
Para terminar, tentemos responder à desafiadora perguntinha da manchete
deste post: Super Barbosa poderia se eleger Presidente da República?
Depende dele, e de muita articulação política para tamanha surpresa se
tornar realidade. Hoje, se perguntarem para ele, com absoluita certeza,
dará, publicamente, um
“Não Rotundo” (como diria o
velho Brizola amado pela Dilma). Mas, o tempo passa, o tempo voa, e
depois de dois anos na presidência do STF, será que a mosca do poder não
pode convocar o Barbosa para a missão de derrotar Dilma (ou Lula?) em
2014? O “
Super Barbosa” talvez seja o único
(não-político) em condições de cumprir tal missão. Aécio Neves ou
Eduardo Campos não são páreos para Dilma (Lula?).
Se for candidato, Barbosa tem chances de se eleger? Claro que tem! Muito
mais que qualquer político profissional. O maior problema é: eleito,
Barbosa consegue governar, no atual modelo político capimunista a que o
Brasil é submetido? A resposta é o mesmo não rotundo do velho caudilho.
Sem a sustentação da base (mensaleira) do Congresso, o super-heroi
anti-mensalão duraria pouco tempo no poder. A ladroagem em vigor e no
poder quebraria (de vez) a coluna vertebral do Barbosa.
Portanto, uma eventual Operação Super Barbosa só seria bem sucedida se
fosse acompanhada de outra bases de sustentação muito mais fortes: além
da popular, a militar. Eis o motivo pelo qual a petralhada ficou se
borrando de medo com a informação exclusiva que o
Alerta Total veiculou domingo passado, em primeira mão:
Inteligência do Exército protege Barbosa.
A bandidagem fará o diabo para não largar o osso carnudo do poder... A
petralhada morre de medo porque a história é simples. O Brasil elegeu
sua primeira mulher "presidenta". Por que não pode eleger, também, seu
primeiro negro presidente? Por isso, Super Barbosa que se proteja
mesmo... Cuidado com o criptonita e com a mosca azul... Em 2014, a Copa
do Mundo já é nossa... Se com o Barbosa, não há quem possa... Vai
depender de muita coisa...